Nunca fui fã de terapias, tinha a maior resistência do mundo em fazer. Certo período da minha vida, porém, eu me rendi ao serviço e lá fui eu sentar na cadeirinha e começar a conta a minha vida. Era isso ou eu ia pirar, endoidar, surtar, enlouquecer. Engraçado que precisei da ajuda de um terceiro para perceber como eu era/sou ansiosa.

No início dessa semana, no “Diário de Madame”, fiz uma brincadeira sobre ser ansiosa com 2014, em ter tanta coisa acontecendo (copa, eleições, etc) e mencionei esse lance de construir diálogos imaginários na cabeça. É algo que eu preciso me controlar sempre – digo, s.e.m.p.r.e! – para não fazer. Hoje em dia tenho consciência disso, e por mais que tenha falado em tom de brincadeira sobre isso no post, eu meeeega me assustei com a quantidade de madames-leitoras que se identificaram com esse trecho do post. Gente, faz mal, muito mal.

Tinha uma época da minha vida que estava passando por uma guerra-fria-não-tão-fria-assim com uma pessoa com quem tinha convívio forçado – sabe o que quero dizer? aquela pessoa que, por estar com alguém com quem você sempre está, você encontra sempre, em todos os lugares e ocasiões. Era um martírio. Estava tudo tão errado, tão louco, tão absurdo, que era impossível não me consumir. E olha só o que acontecia: quando eu sabia que eu ia encontrar essa pessoa, eu ia o caminho todo até o tal encontro imaginando diálogos de deixar Manoel Carlos com inveja, numa piração sem fim: “se ela me disser tal coisa, eu já respondo assim; ela não vai gostar, paciência; e se ela me disser algo do tipo, eu respondo desse jeito assim ó…”. Malditos diálogos imaginários!

Eles não só não aconteciam, como eu já chegava no tal encontro-da-morte com um pico de estresse absurdo, consumida por algo que nunca aconteceu, na expectativa do pior (sempre, né?), e alimentada por energias ruins que nem combinam comigo. Eu sou alegre, feliz, de bem com a vida, bem humorada e, no máximo, irônica. Mas os diálogos imaginários levavam tudo isso embora, e tudo que sobrava era  pior versão de mim. Resultado? Ficava estressada, ansiosa, triste, com raiva de estar assim e monotemática com meus amigos: só falava desse mesmo problema, em modo “chata ad eternum“.

Precisei de alguns meses de terapia para perceber como esse processo era natural para mim. Bastava eu me sentir insegura com alguma situação (e nem sempre você se sente insegura só porque a outra pessoa é melhor que você, ou está mais certa que você), que os diálogos imaginários aconteciam. É diferente de você planejar o que dizer numa apresentação importante ou ir passando o assunto na cabeça quando vai conversar com algúem. Os diálogos imaginários são sempre sobre conflito, é sempre um diálogo difícil, é sempre uma situação de estresse e, por fim, é sempre algo que nunca acontece.

E vamos combinar? A vida já é difícil por natureza para gente dificultar ainda mais. Vamos parar com isso!

Sabe um clássico do diálogo imaginário? Briga com namorado. Ele fez merda, você se chateou, e até a DR acontecer, você já simulou todas as possibilidades, fez as perguntas que ele vai fazer (ou que você acha que vai), já elaborou as respostas e fez novas perguntas, as quais, na sua cabeça, você acha que ele não saberá responder e você ficará irritada, ainda mais. Percebe? Você se irrita por algo que ainda nem aconteceu! Aí você chega, encontra o boy, ele te pede desculpas…e…éee…veja bem, você é incapaz de aceitar as desculpas, deixar isso pra lá, ser racional e focar no que de fato importa, apenas porque sua mente já te estressou o suficiente para você não conseguir pensar em mais nada a não ser em ganhar a briga. 

E que diferença faz ganhar a briga?

Que diferença faz ter os melhores argumentos?

Que diferença faz causar inveja em Manoel Carlos (ou em Paola Bracho, se se adequar melhor..hahah) com seus diálogos imaginários?

Nenhuma, né?

Palavra de quem está em “rehab” eterna quando o assunto é ansiedade: é preciso querer – e muito! – mudar para se conseguir mudanças. E assim como toda pessoa com problemas de alcoolismo, de raiva desmedida e desproporcional ou qualquer outra coisa do tipo reforça sua atenção para não cometer os mesmos erros pelos quais sempre se arrepende, eu, ansiosa como sou por natureza, redobro minha atenção para, ao invés de ganhar diálogos imaginários mirabolantes, ganhar paz de espírito e um sono tranquilo. Sabe, eu ganho mais assim.

Postado por Martinha Fonseca às 10:16
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Dias desses, atualizando os emails e recados do Facebook nessa primeira semana pós-férias, recebi o texto de uma madame-leitora que me chamou atenção. Já recebi e continuo recebendo (ainda bem, porque eu adoro!) vários recados de vocês me pedindo algum tipo de ajuda: seja sobre onde comprar o babyliss que eu uso, como se vestir adequadamente para uma determinada ocasião – casamento, batizado, balada, reencontro com o ex e por aí vai!; ou onde comprar aqui em Salvador vestido de formatura. Já teve todo tipo de assunto. Mas, recentemente, um me chamou atenção em especial.

A madame pediu ajuda para se vestir. Segundo ela, apesar de comprar relógios, sapatos, brincos e roupas, ela não consegue se vestir, se sente desanimada principalmente porque, segundo palavras dela, ela faz o tipo “menina bruta”.

Fiquei pensando cá com os meus botões o que seria uma menina bruta e porquê uma menina bruta não conseguia se olhar no espelho e se sentir feliz com o que vê…

Digo para todo mundo que toca nesse assunto comigo que acho bacana e inteligente pensar a moda como uma expressão do que a gente é. Podemos comunicar algo sobre a gente por meio de gestos, das nossas atitudes, do que a gente fala, mas também através do que a gente veste. Daí a importância de sabermos quem nós somos, de fazer essa caminho de auto-conhecimento, por mais cafona que essa frase possa soar – parece livro de auto-ajuda, néam? Mas é verdade! Não tem como “saber se vestir” sem saber quem você é: como expressar algo que você não sabe o que é? 

Voltemos ao caso da “menina bruta”. Conheço incontáveis meninas que poderia encaixar nesse padrão: elas não gostam de usar salto, calça jeans e blusa pólo/básica são a roupa que elas usam com mais frequência, e mix de pulseiras ou maxicolar não são bem palavras que fazem parte do seu vocabulário. Mas e aí, o que é que tem? São menos mulheres por isso?

Volto a dizer: o importante é saber quem a gente é. Vai lá, busca, fuça, testa, experimenta… uma hora você acerta, acredite em mim. Não adianta só ler revistas, acessar blogs e querer se vestir igual a fulana ou sicrana. É preciso dedicar um tempinho para operacionalizar e racionalizar algo que a gente faz desde que a gente se entende por gente mas que a gente nunca parou para prestar atenção: se vestir.

Se vestir, todo mundo sabe; pensar esse processo é que a grande sacada.

Até hoje uma das coisas que mais adoro fazer é observar as pessoas na rua, o jeito que se vestem, porque aquele look ficou bonito em fulana, porquê não ficou. E não faço isso para medir e julgar alguém. Faço para exercitar o meu olhar, pensar, comparar, aprender, na imagem da outra pessoa, algo novo sobre mim: se nela ficou bonito, em mim ficaria também? Eu me vejo usando isso? Se sim, por quê? Se não, porquê não?

Não é porque todo mundo gosta do estilo de tal pessoa (blogueira, celebridade, amiga ou colega de trabalho) que você tem que gostar também – e reproduzir. Às vezes a menina usou uma saia lápis de oncinha e uma blusa listrada no look do dia e você achou lindo. Mas se seu estilo é mais bruto, gosta mais de calça jeans, por que não adapta a idéia e usa a tão amada calça com a blusa listrada e a oncinha no cinto, de forma mais discreta? Sem falar que, se formo falar de itens e styling de moda atual, nada mais boyish e mais in do que blusa quadriculada amarrada na cintura, blusa jeans, tênis esportivo em look utilitário, macaquinho e por aí vai!

Se o outro look que você viu combinou azul e amarelo e você achou lindo, por que você não tenta fazer isso com seu look usando as peças que você já tem? Às vezes o azul e amarelo dela, é o seu vermelho e rosa, ou roxo e preto…vai saber! Tudo depende de quem você é e de como você quer que as pessoas te enxerguem.

É muito chato acordar todo dia, se olhar no espelho, e não gostar do que vê. No entanto, mais chato que isso é perder tempo sem perceber que reclamar não adianta. A vida é sua, os problemas são seus e a possibilidade de resolver também é!

Toma as rédeas da sua vida, perde o medo de errar, confia no seu taco e vai, madame, arrasa! :*

Postado por Martinha Fonseca às 08:08
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jan

Volto já…

…oi madames!!

 

Repararam que o blog está paradinho nesse período de fim/início de ano, néam?

Tinha deixado uma mensagem fofa agendada para o fim de ano, mas aconteceu alguma coisa no sistema do blog que o post não foi! Estou super chateada…mas que jeito,né?

Então, só passando rapidinho para dizer que o blog volta a ativa na segunda-feira, 06/01, ok?

Estou com saudades das nossas conversas por aqui, mas esse tempinho “off” é necessário para descansar a cabeça, recarregar as energias e voltar com força total agora em 2014!

 

nos vemos segunda? :*

Postado por Martinha Fonseca às 16:39
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Eu não sei nas cidades de vocês, mas esse fim de semana aqui em Salvador o assunto principal de qualquer conversa de whatsapp e mesa de amigos foi o Lulu. O aplicativo existe desde janeiro de 2013 nos EUA, mas só agora virou burburinho por aqui. A idéia básica do app é a seguinte: exclusivo para mulheres, ele utiliza o seu perfil no facebook para acessar a sua lista de amigos (sim, no masculino) e permite que você, anonimamente, avalie esses seus amigos, respondendo perguntas e atribuindo hashtags a eles, que no final resultam em uma nota de avaliação (tipo escola, 6,4; 7,9;9,0, etc). Algo como uma vingancinha das mulheres.

Sim, vingancinha. Porque o rostinho bonito da foto acima, criadora do app, disse que a idéia principal é elogiar nossos amigos, ex, paqueras, namorados. Mas vamos combinar que ninguém – nem ela mesma – cai nessa ingenuidade. Desde que o mundo é mundo, o povo adora falar da vida dos outros, e não necessariamente falar bem. E foi por isso que resolvi deixar o post que entraria hoje para entrar amanhã. Troquei os assuntos e trouxe o Lulu para a nossa conversa de hoje. Pode, né?

Que a curiosidade existe, fato, existe sim. Eu mesma baixei o app para conferir qual é. O primeiro pensamento? “Que resenha, vai ser engraçado!”. Mas aí você encontra todo tipo de hashtag para atribuir a um cara – das mais “ok” do tipo #PagaAConta #DormedeConchinha #amorzinho e etc; às mais esquisitas e baixas, como #PantyDroper #FeioArrumadinho #NeverSleepsOver #MaisBaratoQueUmPãoNaChapa #NãoSabeApertarUmParafuso #ShouldComeWithAWarning - e se pergunta se de fato isso é mesmo engraçado.

É esquisito alguém se dedicar a avaliar alguém, principalmente quando se tem o refúgio do anonimato. Acho maldoso e até perigoso: já vi que tem mulher querendo avaliar mal o namorado de uma menina que ela sempre quis ter para ela, assim como tem mulher querendo avaliar mal o ex namorado, ou o cara que já lhe deu fora e por aí vai. Nada mais do que vingança e intriga. A pergunta que não fica, então, é: dá para ocupar a vida com algo mais vazio?

A resenha do Lulu dura, no máximo, 10 minutos. Você descobre que ele existe, baixa, usa o perfil do  seu melhor amigo ou namorado para conhecer como funciona o aplicativo e só (ou então deixa seu amigo usar para sacanear com outro amigos; e, no mundo dos homens, isso é permitido e engraçado). Mas na real, qual a graça de sair falando mal de alguém por aí? E, na boa, que homem vai levar essa avaliação a sério? Ou que namorada vai se preocupar com a avaliação que é feita do seu namorado por uma anônima?

Mais preocupante do que briguinhas bobas de namoradas sobre avaliações feitas por seus bofes,  foi o tópico levantado por matérias da Forbes e do The New York Times que achei pela internet. Segundo as matérias, o Lulu tem feito sucesso principalmente entre jovens adolescentes, em período escolar  (vamos combinar que nessa fase é mais fácil achar tempo útil para o inútil; faz parte, né?). E em um mundo em que é cada vez mais frequente meninos acharem cool&fun divulgar na internet vídeos de sexo com ex namoradas (lembrem do recente caso da menina que se matou depois que seu vídeo vazou e entendam a gravidade do assunto…), meninas estão achando que avaliar negativamente e até depreciar a imagem de alguns meninos é a sua forma ideal de vingança (ao invés de procurarem ser mais precavidas nas suas intimidares ou trabalharem para tais meninos serem punidos legalmente e as meninas “reveladas” nesses vídeos serem menos massacradas socialmente por algo que todo mundo eventualmente faz – sexo).

Na boa, posso falar? Vingança só é assunto importante na fantasiosa vida de Emily Thorne, na série Revenge. É isso e isso só. O mundo já é cheio de maldade na vida real para a gente dar vazão a mais uma forma banal de fofoca.

Vejam bem, não recrimino ninguém que use o Lulu (no final das contas, cada um faz o que te faz feliz, néam??), mas espero sinceramente que esse aplicativo seja apenas a resenha do fim de semana, a curiosidade de 5 minutos e que a vida de ninguém gire em torno disso. É bobo demais, minha gente.

—–

Tempão que não fazia um post na categoria #RecadinhoDeMadame por aqui. Mas acho que o assunto valia à pena! É bom para variar os assuntos por aqui e também para gente trocar opiniões, se conhecer mais, né?

O que acharam do assunto de hoje? Já conheciam o Lulu? Acham divertido? Inofensivo? Perigoso?

Manifestem-se, madames! :*

Postado por Martinha Fonseca às 10:22

Queria começar o post de hoje pedindo desculpas pelas madames-leitoras que me mandam emails! Gente, amo demais responder cada um que recebo de vocês, mas a coisa embolou!! Estou bem atrasada nas respostas, mas tenham paciência comigo, tá?? Juro que vou responder um por um conforme for tendo tempo. Até porque não adianta responder de qualquer jeito, néam??

Bem, sobre os emails até, ano passado recebi um de uma madame-leitora perguntando sobre “esse tal de minimalismo”, o que é, o que come, como vive (hahahaha Globo Repórter feelings..i).  Para quem é do meio da moda, esse termo é bem frequente e bem usado. Mas para quem é “apenas” uma madame que gosta de moda, nem sempre tudo é tão simples assim. Então, vamos lá.

Minimalismo, na moda, é a maior expressão daquela frase que todo mundo certamente conhece: “menos é mais”. Ser minimalista – ou, investir em um visual minimalista – é compor um look “simples”, sem muitas misturas de estampas, cores ou texturas; é aquele visual que vai direto ao ponto, sem rodeios, sabe? É pura execução da sofisticação, da mulher classuda que não precisa de muito (embora o pouco que use tenha peso) para ficar linda.

Há quem pense, por outro lado, que essa onda de minimalismo é um tédio (vide a onda da moda barroca, cheia de detalhes e brilhos que garante muitas adeptas há algumas temporadas). Já vi muita mulher falando – normalmente  as mais peruas (hehehe) – que menos é menos mesmo, e que elas preferem o “mais”.Daí que, embora ame um visual elegante e minimalista, fiquei com essa dúvida na cabeça e queria saber de vocês. Qual a opinião de vocês sobre minimalismo?

Tem muita mulher que precisa de pouco para acertar no visual, mas tem também, na opinião de vocês, mulher que simplifica tudo demais e acaba justificando a falta de criatividade no look como minimalismo?

Tema polêmico, será?

Comentem! Coloquei algumas fotos no post para ilustrar e inspirar vocês. :)

 

Postado por Martinha Fonseca às 14:37
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