post da Martinha Fonseca

Dica de Madame: músicas para superar o fim do namoro

Nem tudo está perdido, madame!

30 set 14

O fato é: não está fácil para ninguém, e se tem uma dor que doe (hahaha, sorry mas no amor o exagero tem licença poética) é essa de amor. O mundo parece que vai acabar, tudo perde sentido, o chão some, a alegria vai embora, as lágrimas e o drama ficam…e minhanossasenhora, chega o Natal, a Páscoa, o São João e o Natal novamente (!), mas não chega o fim de dessa fossa!! Por isso, e porque eu também já tive meus momentos “corta-pulso” e sei que tudo isso passa, aqui estou eu para ajudar vocês. Segura na minha mão e vem, madame, que nem tudo está perdido. Como dizia minha sábia mamãe, “você não nasceu amando, não vai morrer amando”. Certo?

Então vamos lá, por partes! Porque a verdade é que a fossa não passa de uma hora para outra, e por isso dividi toda essa árdua estrada da recuperação em momentos distintos, assim a gente vai ganhando uma etapa por vez rumo a felicidade (hahaha #AutoAjudaDeMadame). Let’s?

Momento 1: “Estado de Negação”. Ou seja, você ainda está namorando, mas a coisa vai de mal a pior, seja pelas grosserias dele, seja porque a sintonia não existe mais e você até gostaria de continuar junto ou de acreditar que tudo ainda pode melhorar…mas sabe que isso não passa de pura enrolação e auto-engano. Está nessa situação? Então, aperta o play!

Momento 2: é, não tem jeito. Esse namoro vai ter que acabar. Se enganar é prolongar sofrimento e continuar do jeito que está é muita falta de amor próprio. Então vamos lá, coloque tudo na balança,  veja que houve momentos bons, mas não se apague a eles, até porque os momentos ruins foram mais numerosos e mais dolorosos. Então, aceita que chegou ao fim, que nem tudo é para sempre, e termina essa namoro, madame. Sim, pare de dizer coisas para que ele termine, porque homem nunca termina. A vida é sua, quem tem que tomar as decisões é você. Díficil? Com certeza! Até porque essa é a hora que você vai chorar mais que um bezerro desmamado. Mas vai lá, e enfrenta isso!

Momento 3: A Raiva. Sim, dá raiva. Você amou o sujeito, se dedicou, abriu mão de várias coisas, fingiu que não viu o óbvio, renovou suas crenças no ser humano e no final o namoro terminou do mesmo jeito. É bem verdade que terminar não quer dizer que não valeu à pena, mas a verdade é que ainda está cedo para pensar assim. No momento da raiva, a maturidade vai embora, FATO. E quer saber, não tem problema nenhum nisso! É só ouvir as músicas certas, jogar essa raiva para fora, que já já o sossego e a felicidade vêm.


Momento 4: essa é a hora que as amigas são extremamente importantes. Porque depois da coragem, da raiva e de toda adrenalina de “eu fiz a coisa certa, uhu!”, a probabilidade de você entrar no momento oposto e pensar “meodeos, que besteira foi essa que eu fiz?!!?! tô com saudade, quero voltar!” é grande, é enorme! E aí, querida madame, suas amigas serão ainda mais necessárias e vitais à sua sobrevivência. São elas que vão lembrar, mesmo contra sua vontade, que sentir saudade não é a melhor das opções. Ligar para ele e contar isso, então….muito menos! E aí quando você vier com aquele discurso de “ah, eu queria não amar ele”, “queria não pensar nele mas não consigo”, bem, elas farão você conseguir. Aperta o play!

Momento 4: “Fênix”. A-há, eis uma hora importante, eis um momento que deve ser curtido. Você sobreviveu, e depois de tanto sofrimento, não é que você percebeu que existe vida após o ex? Aleluia, madame!! Essa é a hora que você está linda, focada na dieta e na academia como nunca esteve antes, novos paqueras apareceram na área (você nem quer namorar de novo por agora, mas só de ter alguém te lembrando que você é linda é bem bom, né?), seu fim de semana bomba de tanta resenha e seu whatsapp não pára. Certamente você não está 100% feliz, mas está certa de que é apenas uma questão de tempo para a ferida fechar de vez. Então, aproveite! :)

Momento 5: O retorno. Sim, porque basta você dar alguns sinais de felicidade que o infeliz sente o cheiro, e depois de anos te ignorando (inclusive aqueles que você estava do lado dele, lutando pelo namoro sozinha…), ele resolve aparecer, dizer que você é a mulher da vida dele e até o papo “casamento” rola. E aí é fácil cair nessa armadilha, a vaidade de finalmente ver ele correndo atrás é grande, mas seja firme. Normalmente essa é apenas uma reação desesperada de alguém que foi deixado para trás. Então, se permita se deliciar um pouco com esse momento (hahaha :P), mas não se perca muito nisso, tá? Quem perde muito tempo para ficar mostrando isso ou aquilo ao outro normalmente perde tempo de se mostrar verdadeiramente a si mesma. Fica dica, ok? Curta a fase, mas só um pouquinho.

ps: desculpa aê, madames; mas tem hora que só uma música mais “baixaria” resolve. Mas se você não curte, nem tudo está perdido. As duas músicas abaixo são para você! :)

Momento 6: Linha de chegada, você sobreviveu e venceu a fossa! Uhu!! Parabéns, madame!! A essa altura você deve estar se sentindo linda por conta própria, sem precisar que seu ex rasteje por você ou que novos paqueras te digam isso; você vai à academia porque quer se cuidar, você ouve músicas triste e nem liga, ouve músicas felizes e te faz bem. O passado virou passado, sem rancor, sem ódio. Você fica bem em casa numa sexta-feira à noite, da mesma forma que se sente bem saindo num sábado seja para jantar seja para uma balada. Você está solteira, e está feliz! Top, hein?

Categoria: Dica de Madame
post da Martinha Fonseca

Roupas que contam histórias

Sim, minhas roupas contam histórias sobre mim. E as suas?

25 jun 14

Uma das coisas que mais me tiram do sério atualmente é quando alguém me vem com aquele papo de que moda é futilidade. Às vezes não é um papo em si, mas um olhar reprovador, de cima para baixo, construído sob a idéia boba de achar que, porque tenho um blog de moda ou porque simplesmente gosto de moda, eu estou ocupando minha vida útil com algo inútil. Nada mais bobo, nada mais preconceituoso, nada mais sem sentido.

A14

Eu não sei vocês, mas quando abro meu armário todos os dias para me arrumar, eu não vejo apenas pedaços de tecido ali, aleatoriamente pendurados em cabides ou dobrados em gavetas. Mais do que uma obrigação ou convenção social (afinal, você sai nua de casa?), as nossas roupas e, mais importantes, o que nos fazemos com elas, dizem muito sobre quem nós somos, o que fazemos, onde andamos e que histórias vivemos. Sim, minhas roupas contam histórias sobre mim. E as suas?

A1

Tem uma saia de oncinha que eu amo de paixão – olha ela aí em cima, na foto! Amo não apenas porque ela é linda de morrer e sempre quebra um galho quando aquele clássico momento “não sei o que vestir” acontece, mas porque eu estava vestindo essa saia quando uma grande amiga mostrou para mim porque a vida tinha colocado ela no meu caminho. Foi quando eu estava vestindo essa saia de oncinha que senti um dos piores ‘abandonos de amor’ pelos quais já passei. Foi um misto de sentir que fui deixada para trás com um sentimento de revolta que me foram, mais tarde, essenciais para determinar e correr atrás de uma das melhores decisões que já tomei na vida: o de lutar por mim! Não tem como não lembrar desse episódio quando olho para essa saia. E aí, todas as vezes que a vida me traz situações em que preciso achar aquele super power que fica guardadinho láaaa dentro, láaaa embaixo de tudo, é dessa saia que eu lembro e do tanto que ela me lembra que eu sou capaz.
A2a

Dia desses, olhando umas fotos antigas no iPhone, parei na foto de quando fiquei pela primeira vez com Dan. Estava pronta para sair de casa, com essa saia linda de paetês, e querendo saber se tinha acertado, mandei para uma amiga a foto do look, dizendo: “tá bom assim? Vou ganhar elogios quando entrar no carro?” (hahaha quem nunca, né?). Abro um sorriso imenso só de lembrar dessa conversa! Primeiro porque minha amiga estava lá, online, pronta para me responder e me dar apoio; segundo porque, sim, eu ganhei elogios!! Aliás, foi dessa saia que mais senti falta quando ganhei uns quilinhos no final do ano passado. Ainda bem, o #saúdedemadame segue firme e forte e há um tempo eu já voltei a usar essa danadinha. oba! :)

A3 A4 A5

Faça um exercício, abre seu armário e veja quantas histórias encontra ali. Quantos cinemas com suas amigas aquele cardigan presenciou, quantas reuniões importantes aquela camisa de botão (a camisa da sorte!!) te acompanhou, a quantos programas inesquecíveis aquele sapato alto te levou. Sou capaz de me perder em histórias divertidas, engraçadas ou trágicas, mas importantes, que vivi só de olhar o meu armário. Certamente, cabem mais histórias ali do que a quantidade de roupas, em um primeiro momento, pode dar a entender.

A15 A13 A12 A9

A11

a2b

Um mesmo sapato preto, comprado em SP durante a viagem que fiz para ver o show da minha vida (John Mayer, seu lindo, ainda vou te ver de novo!!!), estava presente também no meu jantar de um mês de namoro (hihihih), em um casamento com histórias absurdamente engraçadas e em mais um montão de look do dia que compartilho com vocês aqui ou no instagram.

A10

Esse short jeans, mais curinga que qualquer outro, é tão cheio de histórias como as pedrinhas já caídas podem sugerir. Estava com ele no Trivela mais épico da minha vida!!! Até hoje dou risada, e até hoje essa história vira “hashtags” loucas em fotos no instagram (hahaha não é uma delícia encher a foto de hashtags que só você e seus amigos entendem?).

A6

Ai ai ai, poderia ficar aqui narrando mil histórias e reflexões sobre tudo que já vivi com essas roupas… no momento em que faltasse inspiração, era só levantar da cadeira, ir até o quarto, abrir o armário e mais um montão de coisas viriam à cabeça. É incrível viver assim, cheia de histórias para contar, de risadas para lembrar, de aprendizados para reforçar.

É por isso que reforço o meu convite: faça um exercício, abra seu armário e veja quantas histórias você é capaz de encontrar ali. Roupas paradas ocupam espaços e contam, no máximo, uma pequena frase sobre monotonia. Estão longe de contar histórias completas, com início, meio e fim! Passe adiante o que não diz nada sobre você ou o que te lembra coisas ruins. Abra espaço para enxergar novamente peças que te fazem sorrir e lembrar de coisas boas; abra espaço para peças que de fato vão te trazer experiências novas, amizades para vida toda, amores novos ou novas histórias com seu amor antigo. Parece tentador, não?

A7Blusa | Saia | Quimono – Alane’s

Foto: Marianna Calmon

 Viver é para poucos. Seja um desses, madames. :)

 

 

 

Categoria: Moda
post da Martinha Fonseca

Diário de Madame: minha rotina e uma reflexão

05 mai 14

Ontem a noite fui ao cinema assistir pela segunda vez “Divergente”, já foram ver? Muito legal, muito fofo! Há uns 15 dias atrás eu já tinha visto com meu irmão e gostei tanto do filme, que afim de poder assistir as continuações que virão (vai demorar muito?hihih), topei ir novamente ao cinema com o boy e mais um casal de amigos, para que eles também curtissem as futuras continuações comigo. Amei o filme, mega recomendo! Mas ó, relaxem, esse post não terá spoilers porque não é exatamente sobre o filme que quero falar hoje com vocês.

Ainda sobre o editorial, foto com Hallinson, essa pessoa fofa e mega talentosa, responsável pelo make & hair das fotos. Quem quiser saber mais, é só seguir @hallinsoncosta no instagram!; e no outro clique, uma foto dos bastidores. Vendo as fotos no post de quinta-fera, nem dava para imaginar que o cenário das fotos do sofá tinha mar e coqueiros atrás néam? Mari rocks!

Meu primeiro pensamento ao sair da sala do cinema, confesso, foi “Amei Jogos Vorazes, mas gostei ainda mais de Divergente e por coincidência, nesse mesmo fim de semana, li um texto no blog da Carla Lemos, o Modices, sobre o feminismo e personalidades atuais que defendem a filosofia.  Bem, quem me conhece sabe, eu sei pouco sobre o feminismo e tenho uma resistência natural a tudo que me parece exagero – nem 8, nem 80 sabe? Daí que mesmo assim fiquei interessada em ler esse post, e ao final, uma parte em especial me chamou atenção.

Percebi que não só eu estava fazendo comparações e conexões entre Divergente e Jogos Vorazes. A tirar por trechos da entrevista postados no tal post do Modices, a mídia também já estava fazendo comparações entre os dois filmes e as duas protagonistas. O que me chamou atenção, no entanto, era que não era um tipo de comparação técnica e natural sobre filmes concorrentes. Era aquele tipo de comparação mais sórdida, cruel, pequena e tacanha típica das revistas de fofoca e, por que não, tão típica da vida que levamos hoje em dia. 

Dando notícias do #saudedemadame, essa sou eu, almoçando em shopping em dia de completa correria. A minha vontade era Spoleto, mas né, #fé #foco #deusnocomando e eu acabei indo no Raízes, fazer um pratinho saudável. Yey!!

Por que tenho que escolher se sou team Ivete ou team Claudinha Leitte? Se prefiro Angélica ou Eliana? Ou ainda Xuxa? Por que tenho que bradar que sou muito mais Camila Coutinho ao invés de Thassia? Por que as pessoas alimentam, curtem e incentivam rixas entre mulheres?  Por que não somos acostumadas a ver as diferenças e conviver com elas ao invés de alimentá-las? Por que gostos e preferências do nada acabam virando disputas?

Perguntada sobre quem iria vencer uma briga da braço, ela, Shailene Woodley, protagonista de Divergente, ou Jennifer Lawrence, protagonista de Jogos Vorazes, a menina foi experta e respondeu:Nossas personagens iriam dizer ‘hey, garota, eu vejo o que há de bom em você’, ‘oh, eu vejo o que há de bom em você também!’. Não vamos brigar, vamos combinar nossas forças e brigar com outras pessoas juntas“.

Achei genial!! Não seria mais fácil ela cair no joguinho do entrevistado e iniciar ali uma disputa infantil e sem sentido entre ela e Jennifer Lawrence? Fiquei me perguntando se eu mesma, no lugar dela, não teria feito isso. E imediatamente pensei no meu dia a dia, no dia a dia das minhas amigas e de outras tantas mulheres, e nas chances que desperdiçamos em ter uma vida mais leve e feliz ao alimentarmos rixas idiotas com outras mulheres. Só os homens saem ganhando com isso.

Eles têm amizades duradouras, reais, sinceras e que nem sempre é baseada no tempo para ser tudo isso – sabe aquela máxima de que homem é corporativista e que basta ter sido apresentado a outro homem para ele sair em defesa caso ele precise? Por que nós, mulheres, sempre temos que ter grupinhos diferentes, temos que criticar a outra sem conhecer, temos que julgar e afastar? Odeio isso de que mulheres não são amigas. Por que não são? Por que não podem ser?

Alguns dos looks do dia em cliques informais, hihihihi ;*

De um tempo para cá, percebi um monte de coisa que eu queria mudar em minha vida na tentativa de ter mais paz de espirítio e mais felicidade – e isso envolvia mudar certas coisas na minha relação com o mundo, com homens e com mulheres também. Cansei de intrigas e hoje, apesar de ser fiel ao meu coração e meus instintos quando percebo que não gosto de fulano por algum motivo (e aí pode ser tanto homem quanto mulher), eu me policio para não ir pelo caminho mais fácil de criar rixas que não precisam ser criadas. Por que eu tenho que odiar a atual do meu ex? Ou a ex do meu atual? Por que a amiga do meu namorado não pode ser “apenas e sinceramente apenas amiga”? Ela necessariamente precisa ser mal intencionada, maliciosa? Sei não..

Não estou dizendo aqui que o mundo é cheio de pessoas boas – infelizmente não é. Mas se a gente entre nesse história de que o ser humano é necessariamente podre e que fulana é necessariamente uma piriguete (para não dizer coisa pior), ai…a vida fica tão chata, né?

E, por fim, alguns cliques das mil e uma comemorações de aniversário de 12 anos de meu irmão. O mau de fazer aniversário no feriado é que muita gente viaja; o lado bom é que ele aproveita isso para fazer chantagem emocional e me tornar refém das mil e uma comemorações dele. De quarta até domingo teve: visita à taça da copa, jantar em família, café da manhã, almoço, ida ao Outback com amigos, futebol e bolo aqui em casa (esse bolo lindo que D. Patrícia fez! hihi) e no domingo ainda teve outro bolo para comemorar novamente o aniversário, dessa vez na casa da vó. UFA!

Brinco com frequência que odeio ter inimigas porque tê-las, e sustentar um carão quando essa pessoa está por perto ou ter que criar aquele climão toda vez que estamos juntas e tudo mais que “ter uma inimiga” requer, dá muito trabalho; e que só por isso eu prefiro não ter inimigas. Eu brinco muito com isso! Mas é claro que é algo mais que me motiva a isso: eu odeio cada vez mais essa história de que mulheres não podem ser amigas, que não são sinceras umas com as outras, e que existem papéis (tipo esse de “ex” X “atual”) que elas têm que necessariamente se odiar. Ai, me cansa. Odeio quem me dá motivo real para isso, não quem o mundo manda eu odiar. Seja homem, seja mulher.

 E vocês, madames, o que pensam sobre isso? Dêem uma lida no post do Modices, vale à pena! Depois voltem aqui para comentar o que acharam, ok? O  tradicional post “Diário de Madame”, está aí em fotos e legendas; mas achei  aproveitar a oportunidade para expressar um pensamento que tive durante essa semana, e compartilhar tudo que penso com vocês.

Categoria: Sem categoria