Veja bem: antes que alguém me entenda mal, esse não é um post para chamar Isis Valverde de gorda. Vamos pular a fase da má interpretação do texto e sejamos apenas sinceras: entra ano e sai ano, a gente entende que modelos são magras porque elas têm que ser cabides de roupas, a gente vê campanhas combatendo a anorexia ou ouve mil e um comentários depreciativos sobre mulheres frutas…e bam!, boa parte das mulheres ainda fica neurótica em ter mais osso que pele ou mais bunda e perna sarada do que cérebro. A ditadura da beleza perfeita é dureza e transforma o que seria uma preocupação normal com a imagem em uma obstinação meio doentia.

Daí, diante desse cenário preocupante e assustador, vocês imaginem a minha felicidade em assistir Avenida Brasil e encontrar Isis Valverde, uma das atrizes que eu considero uma das mais bonitas da televisão brasileira, interpretando Suelen, uma maria-chuteira declarada. Já repararam na barriguinha dela?

É interessante que pela primeira vez que eu me lembre eu vejo uma personagem de novela mulher que leva o corpo e a sensualidade como seus pontos de sustentação, e tem, ao mesmo tempo,…vejam só que surpreendente, um corpo normal.

PAUSA DRAMÁTICA para digerir essa informação. Corpo normal em personagem sensual na televisão. Estão entendendo a beleza que é essa informação?

Há uma certa satisfação em ver isso, concordam? É lógico que, como disse no início do post, não estou chamando Isis Valverde de gorda ou de mulher do corpo feio (muito pelo contrário). Sei que ela ainda é muito mais magra que o restante da população brasileira (eu já perdi 5kg e nem estou perto de ficar tão magrinha como ela! hahahah). Mas é ou não é bacana ver na novela – local onde sempre as mulheres são perfeitas, saradas, lindas, poderosas e dormem e acordam de maquiagem – um corpo nem tão perfeito assim? Um corpo real, um corpo bonito mas ao mesmo tempo possível?

A gente até desenvolve uma simpatia maior pela piriguetagem da moça – enquanto estiver só na televisão é tranquilo né? Complicado é a Suelen da vida real dando em cima do seu namorado…hahahahahaha. Só espero que a simpatia, identificação e até o sucesso da personagem não signifique, em nenhuma medida, qualquer tipo de identificação a esse cintinho na cintura. Please, madames, isso não!!!!

Postado por Martinha Fonseca às 10:04

No dia 17 de abril, uma “polêmica” se instalou no Armário de Madame (não lembra?? clica aqui!). “A calça vermelha é ou não é bonita? É ou não é fashion? É ou não é the new black?”.

Bem, a maioria dos homensa tirar por Felipe - não é muito a favor dessa revolução colorida. Mas, como madames que somos, temos identidade, (bons) gostos e vontades próprias e, para todos os homens que dizem que calça, saia e short vermelhos são coisas de Restart, a gente diz: yes, we can! #obamafeelings





Vamos mostrar que esse bullying fashionista não está com nada e que podemos sim ficar muito elegantes de vermelho!

Vamos mostrar que misturar vermelho com tons de camelo é super chic e que, com essa combinação, somos madames!

E, por fim, vamos mostrar que até com uma blusa branca, bem básica, a calça vermelha é massa e nós, com elas, ainda mais madames!!!

hahaha quanto drama no meu post hoje, não é?!

Mas é que a calça vermelha é realmente o must have dessa temporada e não dá para gente receber tanto “bullying” e fica calada, não é?

Muito obrigada às madames que atenderam à minha convocação e me mandaram suas fotos!!

Obrigada também às madames que, mesmo sem usar ou ter uma calça, saia ou short vermelho, me deram apoio!

No mais, alguma dessas madames de vermelho são blogueiras também. Abaixo, o link pros blogs delas:

Silvia Façanha – Origem de Mim
Haytana Braga – L’atelier
Emanuelle Medeiros – Pitada de Glamour

beijos madames!! até a próxima! :D

Postado por Martinha Fonseca às 14:19
u-hu!!! Olha que momento histórico: a madame tomou coragem e fez um video aqui pro Armário!
E qual foi o assunto?? Os produtos da Eudora! Sim, esse assunto ainda rende por aqui!! É que, como algumas madames observaram no post da semana passada, ficou faltando eu fazer uns swatches dos produtos, néam? E para não fazer com fotos, eu enchi o peito de coragem e fiz em vídeo. Será que vocês vão gostar? 

Eudora (1) from Martinha Fonseca on Vimeo.

Ah sim!! O único momento “durrr” dessa minha aventura em fazer o vídeo é que depois que fiz todos os testes e que terminei de gravar o vídeo aí de cima é que eu percebi que tinha esquecido de mostrar o blush líquido! Só que aí, refazer o vídeo todinho não dá, néam? 
Como alternativa, fiz um segundo video, bem rapidinho, só pra mostrar o produto que estava faltando. Assistam também, táa???

Eudora (2) from Martinha Fonseca on Vimeo.

E agora que vocês viram tudo (inclusive a belíssima expressão “refazer tudo de novo” no segundo vídeo), quero a opinião de vocês. Mas sejam boazinhas com as críticas, tá? Primeiro video que faço aqui no blog e isso merece toooooda uma consideração especial! ;)

Boa semana pra vocês!

Postado por Martinha Fonseca às 13:58
No post de ontem, a idéia era que a loja da Eudora fosse o assunto principal do post e dos comentários das madames. Daí que eu tive a ingênua e simplória idéia de fazer um ps sobre o consumo consciente me usando como exemplo (nada mais justo, afinal o blog é meu mesmo…) e lá se foi mais uma polêmica aqui no Armário.
Confesso que depois de tanto furdunço (obrigada, aliás, pelos comentários sinceros e não maldosos a favor ou contra ao que falei), parei para reler o que havia escrito e percebi que, em algum momento, o meu simplório ps dizendo que não havia feito uma compra tão grande no cartão de crédito pode ter soado esquisito - afinal, eu não preciso mesmo dar satisfações a ninguém sobre como pago minhas contas. Só não apaguei, voltei atrás ou corrigi o texto – e nem me dei muito o trabalho de perder mais do 5 minutos em reflexão sobre os comentários negativos a respeito dele – porque eu sei que, mais do que exibicionismo, atitude desnecessária ou vontade de querer informar como pago minhas contas, a intenção do comentário era muito maior e conectada com algo muito mais importante do que um simples relatório financeiro pessoal, que é a responsabilidade de quem fala sobre moda promover também uma reflexão sobre esse universo de desejos.
Sim, a moda é movida a desejos. Os desfiles, as vitrines, as publicidades, os red carpets, as revistas e até os blogs estão aí para isso: para colocar a moda em pauta, para dar destaque a determinados produtos e para desenvolver conceitos positivos sobre eles. Mas daí a achar que moda é só isso, é um erro. Um erro bastante grande, é verdade, mas, apesar disso, bastante corriqueiro, frequente e até comum.
É comum ver meninas desejando ter o que não podem e fazendo compras mirabolantes em mil parcelas no cartão de crédito só para ter a it bag do momento, para se encaixar numa tendência, para ser igual àquela it girl usando todas as it roupas, os it acessórios e qualquer outro it que esteja na moda. E onde é que isso é certo, minha gente? Onde é que ver num blog que uma marca é legal e que a blogueira X ou Y usa esse ou outro produto e querer, a todo custo,  ter esses produtos também está certo? Hein?
Apesar de amar falar de moda, colocar moda em pauta, compartilhar meus desejos de compras e até incentivar esses mesmos desejos nas minhas leitoras, eu não posso ignorar que, em alguma medida, isso pode causar efeitos ruins em quem passa por aqui. Não posso, como formadora de opinião, fechar os olhos para essa cafonice de querer a todo custo ser igual a alguém, a todo custo ter os mesmo hábitos de compra que alguém só porque você admira esse alguém. 
Ainda que não tenha 60 mil acessos por dia como as blogueiras mais famosas, eu me cobro uma responsabilidade com as coisas que escrevo aqui e com as pessoas que diariamente dedicam uma parte do seu tempo para passar por aqui. Uma pena que tenha gente que não entenda isso, que não concorde com isso e que expresse sua não concordância de forma arrogante, frouxa e desnecessária.
Falarei de moda, das minhas wishlists imaginárias, das minhas compras efetivas e dos meus desejos fashions até quando achar que devo. Mas continuarei falando também do outro lado da moeda, da necessidade de um consumo consciente, da irritação com abordagem irritantes das marcas de fast fashion com seus cartões e de qualquer outro tipo de postagem que envolva mais texto e menos montagens, mais reflexão e menos desejos. E sinto muito se tem alguém que não concorda; ou melhor, que não concorda e que não sabe discordar de forma elegante como uma verdadeira madame é capaz de fazer.
Quem quiser perder seu tempo comentando aqui com assinatura anônimas e com textos mal educados, sinta-se à vontade. Opção minha permitir o anonimato e não apagar os comentários. Só saibam que tais palavras não me afetam negativamente; só me fazem ter certeza do meu papel aqui no Armário de Madame que é compartilhar idéias, conversar com as (verdadeiras) madames e, entre uma coisa e outra, falar de algo mais que bolsas, sapatos e maquiagem – embora tudo isso tenha lugar garantindo e especial no coração da gente, néam?
Boa tarde! :)
Postado por Martinha Fonseca às 18:47
Madames!
O post dessa sexta é um pouco diferente do que vocês estão acostumadas a ver. É que estou com uma “ponderação” que queria compartilhar com vocês sobre as lojas fast fashion. Vamos lá??
****
As lojas de departamento resolveram mudar a “filosofia de trabalho”, investir em roupas de design e de qualidade melhores e, assim, entrar na categoria “lojas de fast fashion”. Isso não é novidade para ninguém, certo? A pergunta que não quer calar sobre isso, então, é a seguinte:

De que adianta investir milhões em marketing, fazer parceria com estilistas famosos, melhorar o nível das coleções, ser rápido no gatilho na hora de reproduzir as tendências das passarelas, focar em um público com um poder aquisitivo um pouco melhor, se a lógica de trabalho dos funcionários da loja ainda é do tempo em que eram chamadas e identificadas como simples “lojas de departamento”?
Sério, não sei se é um problema de treinamento dos funcionários daqui de Salvador, mas eu estou para ter um treco toda vez que entro na C&a. Porque não existe uma única vez que entre nessa loja e um funcionário não brote das araras com a singela pergunta: “bom dia, senhora, você já tem o cartão C&A?”.
Já tentei ser educada, já tentei ser grossa. Já disse que não tinha o tal cartão e já disse também que não tinha um único cartão de crédito sequer para vê se largavam do meu pé. Não funcionou. E, daí, decidi partir para o plano B e dizer “sim, já tenho o cartão” – e nesse momento, fui ingênua ao achar que a chatice acabaria; em seguida logo ouvi: “e você é titular ou dependente?. 

Argh! é de pirraça, não é?
Alguém me explica por quê a C&a ainda faz isso? Tem realmente alguém que, por insistência, tope fazer essa bendito cartão?? E vem cá, se resolveu mudar de “loja de departamento” para “fast fashion”, com direito a flagship no Shopping Iguatemi de São Paulo, porque não investe em melhores táticas de abordagem ao cliente???



E só para não acharem que essa é uma crítica direcionada à C&a apenas, digo logo. Aquele botãozinho de satisfação da Renner também é uma chatice. Confesso que saio da loja sempre pelos cantos, para fugir daquela maquininha. Certa vez experimentei apertar o botão vermelho (só de pirraça..) e o carinha ficou querendo saber o motivo. “Argh” outra vez.
Investir em melhor design e qualidade de roupas certamente foi uma tática para conquistar mais consumidores da classe média e até alguns consumidores apaixonados por moda das classes mais altas. Mas, sinceramente? Não dá para querer ter aparência de fast fashion e alma de loja de departamento. As duas coisas não combinam, são contraditórias.
Não digo que por isso eu vou deixar de frequentar a C&a, a Renner ou Riachuelo (de certa forma, a dependência é maior que a indignação). Mas não custava nada acabar com essa baboseira e deixar as consumidoras curtirem as araras e as novidades em paz, não é?
**** madames: o post “melhor do verão” vai ficar para a próxima terça-feira, 1/03. Só para ver se alguma outra madame manda as fotos para mim e me ajuda a fazer um post legal ****
Postado por Martinha Fonseca às 08:00

a madame

Porque em armário de madame tem tudo: camisas, calças, bolsas, colares, sapatos, shorts, saias, blazers... mas também tem estilo, informação e bom gosto. Welcome!

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