post da Martinha Fonseca

Nós, de David Nichols

Já leram?

06 out 15

Talvez meu problema tenha sido criar expectativas demais nas páginas desse livro. David Nichols é um autor conhecido, e embora eu não tenha lido nem visto “Um dia”, eu sabia da fama da narrativa e do seu autor. Fui, portanto, toda empolgada ler Nós, mas sinceramente, apesar do final que me agradou bastante, eu não sei se sou capaz de amar esse livro. Tampouco chego a odiar, sabe como é? Ficou no meio do caminho, e talvez essa resenha mostre bem isso. Não amei, mas recomendo. Conseguem me entender?

Bem, vamos por partes. Primeiro,  a sinopse:

“Certa noite, Douglas Petersen, um bioquímico de 54 anos apaixonado pela profissão, por organização e limpeza, é acordado por Connie, sua esposa há 25 anos, e ela lhe diz que quer o divórcio. O momento não poderia ser pior. Com o objetivo de estimular os talentos artísticos do filho, Albie, que acabou de entrar para a faculdade de fotografia, Connie planejou uma viagem de um mês pela Europa, uma chance de conhecerem em família as grandes obras de arte do continente. Ela imagina se não seria o caso de desistirem da viagem. Douglas, porém, está secretamente convencido de que as férias vão reacender o romance no casamento e, quem sabe, também fortalecer os laços entre ele e o filho. Com uma narrativa que intercala a odisseia da família pela Europa — das ruas de Amsterdã aos famosos museus de Paris, dos cafés de Veneza às praias da Barcelona — com flashbacks que revelam como Douglas e Connie se conheceram, se apaixonaram, superaram as dificuldades e, enfim, iniciaram a queda rumo ao fim do casamento, Nós é, acima de tudo, uma irresistível reflexão sobre a meia-idade, a criação dos filhos e sobre como sanar os danos que o tempo provoca nos relacionamentos. Sensível e divertido, com a sagacidade e a inteligência dos outros livros do autor, o romance analisa a intrincada relação entre razão e emoção.”

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O que me pegou, de cara, e que me deu vontade de trazer o livro para casa foi a idéia de uma crise de uma casal maduro ser contada por a perspectiva do homem. Esperava alguma revelação bombástica sobre o modo dos homens pensarem – fui boba?. Só que Douglas, apesar de ter ganhado minha simpatia desde o princípio, não era lá o homem mais incrível do mundo. Nerd, racional ao extremo, um tanto cricri (o que não me incomodou, já que eu também sou), e completamente apaixonado – quase de uma forma boba – por Connie, sua esposa.

Connie, por outro lado, ganhou minha antipatia de cara. Sabe aquele tipo de gente que diz que odeia ser julgada, que quer ser um ser humano livre, mas que julga todo mundo que pensa diferente? Para mim ela é assim e eu odiei cada pedacinho dela. Fiquei com a impressão de que fato de ela ser uma artista, em tese, uma pessoa descolada e com uma turma de amigos grande em comparação à pouca habilidade social de Douglas, em diversos momentos, fazia com que ela pensasse ser melhor que Douglas. E gente, como é que pode um relacionamento ser assim?! Desculpa a minha dose de rancor e indignação, mas é que realmente odiei Connie.

Para completar a história, o filho adolescente, Albie, era um típico adolescente: revoltado com o pai, distante, sem saber como compartilhar seus sentimentos e insatisfações, e que se sente rejeitado. Típico da idade, né? Mesmo assim, o rumo que David Nichols deu a ele na história me agradou bastante, e o rancor que eu ensaiei sentir por ele, foi embora ao fim do livro. Ponto para DN!

Bem, para resumir, eu achei o livro bem escrito, e com uma dinâmica gostosa; não era frenético nos acontecimentos, quase lento até, mas isso deu uma certa noção de realidade que me atraiu. Parecia estar vendo, diante dos meus olhos, uma história real de um casal real, sabe? O problema real foi que minha antipatia por Connie dificultou tudo, e as 100 últimas páginas do livro pareceram uma eternidade (perdi as contas de quantas vezes desejei que Douglas jogasse tudo pro alto e terminasse o casamento com essa mulher). Custei a conseguir terminar. Uma pena né? Até porque o desenrolar dos fatos nas últimas 10 páginas são incríveis e mereciam maior destaque.

Achei Nós, de David Nichols, um livro surpreendente ao final das contas,  e que diz muito sobre dilemas reais de pessoas reais; embora, deva dizer, eu não sei se todo mundo terá a persistência de ler todas as páginas até o final. Eu mesma, pensei em largar no meio. Bom para mim que, apesar dos pensamento negativos e da torcida contra Connie, eu cheguei até o fim. Achei o fim muito gostoso de ler.

 

Categoria: Livros
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Decor com livros

É simples e dá um charme danado no ambiente!

16 maio 15

Tá, eu sei. Livros foram feitos para ler – e que delícia pode ser ler um bom livro! Mas se dá para conhecer novas histórias, acessar novos conhecimentos e expandir horizontes, mas também deixar nossa casa mais charmosa, por que se prender a uma só possibilidade? Fora que existem aqueles livros grandões, de mesa mesmo, e pelo menos para mim, nada mais charmoso que uma decoração com eles. Entre uma consulta e outra nas páginas de um livro, um cantinho lindo dentro de casa.

Ando sonhando com decoração assim. Ate porque, vamos ser sinceras, essa é uma das coisas mais simples atualmente de se colocar em prática na minha lista de desejos de uma casa perfeita (já que armários novos, papel de parede e estantes custam mais caro e dão mais trabalho, hehehe). Decor com livros, por outro lado, não precisam ser nada muito caro, nada muito complexo, sabe? É mais uma questão de delicadeza e boa vontade para dar nossa cara ao nosso espaço usando livros.

Separei algumas formas de combinação de decor com livros para vocês, madames. Espero que inspire e anime o sábado de vocês por aí, do outro lado da telinha.

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A combinação de livros com flores (e umas velas pra completar! <3) parecem ser uma das opções mais incríveis. Feminino, delicado, prático. E ainda assim, capazes de encher um cômodo de alegria e leveza. Se você não quer ter trabalho ($$$) de trocar as flores sempre, opte pelas artificiais. Tem uns modelos realmente lindos e que enganam como se fossem naturais.

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Uma outra idéia é apostar nos livros na vertical, como costumamos ver em livrarias. Não precisam ser fileiras longas, sabe? Apenas alguns livros especiais, mais coloridos ou com títulos interessantes. Complete com outros pequenos itens, como a miniatura da icônica sandália da Prada, ou um porta retrato. Na primeira foto, logo acima, os livros são de culinária, e ficaram fofos perto de algumas latinhas de chá.

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Outra opcão é na mesa de centro. Um dos meus locais favoritos, confesso. Lupas, patuás, corais e pequenos itens de decoração de louça ou murano combinam muito, né? Você pode investir em livros coloridos ou preto e branco. Chic também!

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Nas minhas andanças pela internet, me surpreendi como livros e xícaras combinam. Ah, que coisa mais fofa que uma xícara solitária em cima de um pilha de livros. Se o livros forem mais antigos ou com uma carinha vintage fica ainda mais fofo!

ah, outra idéia boa foi essa de amarrar com uma fita. FOFURA!! E super simples de fazer, né?

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Para quem tiver muitos livros, dá para ousar ainda mais: criado mudo ao lado do sofá ou poltrona (é criado mudo que fala, gente? ou criado mudo só no quarto? hahaha ajuda aí que eu não sou decoradora/arquiteta não!) ou dando cor a um móvel transparente – essa última, sem dúvida, a idéia mais criativa de todo o post. Quer dizer, eu amei, néam?

E aí, logo abaixo, só para finalizar e porque não consegui selecionar fotos para o post de hoje apenas por categorias, um apanhado aleatório de outras fotos inspiradoras de decor com livros. É incrível o tanto de possibildade que a gente tem né? Muitos, ou poucos, coloridos ou mais sóbrios, com outros itens ou sozinhos, na horizontal ou vertical. ê variedade!!

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Espero que tenham gostado do post de hoje, madames! <3

Bom finzinho de sábado para vocês!

Amanhã eu volto com mais :)

 

 

Categoria: Decor
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Livro de Madame: As obras de Sophie Kinsella

"Fiquei com seu número" & "A lua de mel"

23 jul 14

A pessoa que vos escreve (a.k.a. eu) não teve ter juízo algum. Resolve estrear uma nova tag no blog e já de cara traz dois livros para resenhar em um post só. Pode isso, Arnaldo?

Bem, isso não é mesmo uma das coisas mais inteligentes. Mas como li os dois livros em um período relativamente curto (teve “A Culpa é das Estrela entre um e outro, mas esse eu não vou resenhar porque vocês já devem estar cansadas de saber, né?) e os dois foram escritos pela mesma autora, me pareceu lógico – embora mais trabalhoso – fazer um post 2 em 1. Espero que não me julguem mal pela escolha e nem pela resenha em si, tá? Lembrem-se que estou entrando nessa área agora, e mesmo sendo formada em jornalismo, resenhas de livros são complexas. Por aqui, apenas uma dica de “livro de madame”, nossa nova tag (yey!) para compartilhar minha experiência com o mundo da leitura. Porque, né, coisa boa nessa vida é ler.

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Sophie Kinsella é uma autora britânica e foi ela que me apresentou Becky Bloom por quem sou apaixonada – eu não li “Os Delírios de Consumo de Becky Bloom”, confesso, mas gargalho até hoje com o filme quando passa no Telecine; e eu sei que livros e filmes dos livros nunca são a mesma coisa, mas a referência foi boa e confesso que foi por isso que comprei meu primeiro livro dela, o “Fiquei com seu número”. Vinha de uma sequência de livros de moda, e queria um livro bacaninha, leve e engraçado para me distrair. Acertei em cheio!!! “Fiquei com seu número” é simplesmente genial.

O livro conta a história de Poppy Wyatt, que está noiva do bonitão e bem-sucedido Magnus Tavish. Daí que justamente na sua festa de despedida de solteira duas “tragédias” acontecem: Poppy perde o tradicional anel de noivado que ganhou de Magnus e que estava na família Tavish por anos e, para piorar tudo, perde também seu celular. E é aí que a história do “Fiquei com seu número” acontece: por sorte, ela acha um celular abandonado no lixo do hotel onde ocorreu a despedida de solteira e como a própria Poppy diz, “achado não é roubado”. Mais para frente na história, a gente descobre que o tal celular é do executivo Sam Roxton e a história fofa, cheia de situações engraçadas, começa a se desenrolar.

O que eu mais gosto desse tipo de livro é que mesmo imaginando desde a primeira página como vai ser o final, eu não deixo de me divertir e de me deliciar com a leitura, sabe? Sophie (sim, sou íntima) tem uma linguagem incrível, desenvolve as histórias com um ritmo muito bacana e os diálogos são incríveis. Poppy é apaixonante. Fico pensando que mesmo que conseguisse pensar numa história tão incrível, jamais conseguiria transformá-la em um livro, com diálogos, personagens e suas personalidades. E é isso que me prende a um autor: a capacidade dele de fazer algo que eu não conseguiria, me surpreender com algo que eu já sabia que iria acontecer. Ai, amo romances água com açúcar bem escritos.

Na minha escala de madame, de 0 a 5, “Fiquei com seu número” recebe 5! Me diverti, dei risada, fiquei ansiosa para o próximo capítulo, completamente desesperada quando percebi que estava chegando ao fim, e completamente órfã quando de fato cheguei ao fim.

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Daí, empolgada pela primeira leitura, segui com “A lua de mel”: Lottie acha que está pronta para subir ao altar, mas parece que seu namorado, Richard, não se deu conta disso. Decepcionada, ela dá um basta! É quando recebe uma ligação de Ben, uma antiga paixão, lembrando-a da promessa que fizeram no passado de se casarem se ambos ainda estivessem solteiros aos 30 anos. Mas nem todos ficam animados com essa situação no mínimo inusitada – é o caso de Fliss, a irmã mais velha de Lottie e Lorcan, amigo de Ben.  Dispostos a abrir os olhos do casal, Fliss e Lorcan embarcam para a ilha de Ikonos, onde farão de tudo para sabotar a Lua de Mel.

É mais ou menos assim (eu encurtei um pouquinho, hehehe) que o próprio livro se resume. Li, achei interessante e empolgada com a leitura anterior, comprei.

Impossível não comparar um livro com o outro, e Fiquei com seu número é infinitamente melhor. É óbvio que A Lua de Mel é sim um bom livro, e já no início eu dei umas belas gargalhadas quando a própria Lottie resolveu pedir Richard em casamento (isso não é exatamente um spolier tá? Acontece nas 10 primeiras páginas do livro…). ps: Nessa hora, o boy, que estava do meu lado surpreso com minha reação, me perguntou qual era a história do livro…e como eu estava no início do livro, só tinha essa parte para contar; e por aí vocês podem imaginar o tamanho dos olhos de Daniel, arregalados para mim, ao me ouvir relatando a cena. Acho que ele deve estar com medo até hoje de eu pedir ele em casamento…hahahaha #fiquecalmodan #ésóumlivro 

Minha mini decepção com A Lua de Mel se dá pelo menos motivo que me fez curtir o livro: a história acontece narrada vezes pela própria Lottie, vezes pela irmã dela, Fliss. E o problema começou quando eu percebi que gostava mais da história de Fliss com Lorcan, do que do triângulo Lottie-Ben-Richard. Pode isso, Arnaldo?

É preciso pontuar que os diálogos bacanas e inteligentes, e a história bem desenvolvida que me fizeram me apaixonar pelos livros de Sophie continuam ali. O livro é bom, tá? Mas é que por vários momentos eu gostaria de saber mais da vida de Fliss, recém-separada, meio amargurada, lutando para manter o humor e criando um filho de 7 anos que teve com um ex marido totalmente dispensável (aff, odeio ele!). Me identifiquei com essa história mais do que com o casamento repentino de Lottie com um amor antigo….me pareceu um tanto absurdo demais, sabe? E olha que você achar um celular no lixo e ficar com ele para você, conversando com o dono do celular e trocando emails com ele, também não é nada muito comum. Mas é que, ainda assim, casar com um amor de infância não me convenceu…eu não embarquei tanto na história como no livro anterior.

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Mas olha, eu curti os dois livros. Eu ainda estou numa fase “quero uma leitura leve” e já engatei em outro livro do qual falo em breve por aqui. De todo modo, para quem ainda não leu nenhum dos dois, eu recomendo sim. Ambos. Embora, se for para escolher, o Fiquei com seu Número, para mim, é bem melhor.

E vocês, madames, já leram esse ou outros livros de Sophie Kinsella? O que acharam?

E o que acharam do meu post? Contem-me tudo, não me escondam nada! ;)

 

 

Categoria: Livros