post da Martinha Fonseca

Livro de Madame: Um mais Um

Minha primeira experiência com as histórias de Jojo Moyes

03 mar 15

Eu não sei porquê nunca tinha dado muito ibope aos livros de Jojo Moyes. Mentira. Eu sei sim. Títulos como “Como eu era antes de você” e “A garota que você deixou para trás” me pareciam tão auto-ajuda que entrava na livraria, dava de cara com eles e fazia “eh, hm…não”. Não dava.

Só que dia desses eu entrei na livraria Saraiva – estava com saudade de ter um livro para ler – bati o olho em “Um mais Um”, e sem me dar conta de que era a mesma autora dos livros que até então não faziam minha cabeça, resolvi comprar. Tampouco sabia que esse era o lançamento mais recente de JM, e que havia chegado ao Brasil em janeiro desse ano. E foi assim que comecei minha leitura de Um mais um, totalmente desavisada que escritora incrível é essa tal de Jojo…

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A sinopse “oficial” do livro é meio grandinha, mas vamos lá:

“Em seu novo romance, Jojo Moyes prova, de uma maneira engraçada e extremamente comovente, que os opostos se atraem e que é possível encontrar o amor nos lugares mais improváveis.
Há dez anos, Jess Thomas ficou grávida e largou a escola para se casar com Marty. Dois anos atrás, Marty saiu de casa e nunca mais voltou.
Fazendo faxinas de manhã e trabalhando como garçonete em um pub à noite, Jess mal ganha o suficiente para sustentar a filha Tanzie e o enteado Nicky, que ela cria há oito anos. Jess está muito preocupada com o sensível Nicky, um adolescente gótico e mal-humorado que vive apanhando dos colegas. Já Tanzie, o pequeno gênio da matemática, tem outro problema: ela acabou de receber uma generosa bolsa de estudos em uma escola particular, mas Jess não tem condições de pagar a diferença. Sua única esperança é que a menina vença uma Olimpíada de Matemática que será disputada na Escócia. Mas como eles farão para chegar lá?

Enquanto isso, um dos clientes de faxina de Jess, o gênio da computação Ed Nicholls, decide se refugiar em sua casa de praia por causa de uma denúncia de práticas ilegais envolvendo sua empresa. Entre ele e Jess ocorre o que pode ser chamado de ódio à primeira vista. Mas quando Ed fica bêbado no pub em que Jess trabalha, ela faz questão de deixá-lo em casa, em segurança. Em parte agradecido, mas principalmente para escapar da pressão dos advogados, da ex-mulher e da irmã – que insiste em que ele vá visitar o pai doente -, Ed oferece uma carona a Jess, os filhos e o enorme cão da família até a cidade onde acontecerá o torneio.
Começa então uma viagem repleta de enjoos, comida ruim e engarrafamentos. A situação perfeita para o início de uma história de amor entre uma mãe solteira falida e um geek milionário”.

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O que eu achei do livro? Uma fofura deliciosa de ler!

Comecei o livro no domingo pela manhã e na terça-feira eu já estava me despedindo de Jess, Ed, Tanzie e Nick – e o curioso foi que em nenhum momento tive aquela crise “acaba não, livro”. A história fazia tanto sentido, me apeguei tanto aos personagens e às suas nuances, que a última coisa que me importei foi com o livro chegar ao fim. Se era preciso ler todas as 320 páginas para ver, finalmente, a felicidade daqueles quatro, ah, então valia à pena. Torci por eles a cada página. Sabe como é?

“Um mais Um” é todo narrado em terceira pessoa, mas a cada capítulo a narrativa segue sob o ponto de vista de cada um dos personagens. Eu achei esse formato bem bacana, dá agilidade à história e embora eu gostasse mais de quando a perspectiva era de Jess e Ed, a história vista sob o ponto de vista das crianças também era legal, e fazia perfeito sentido no contexto da história.

Se for para destacar dois pontos que me fascinaram na história eu diria: 1) Jojo é genial, e a história que ela conta é muito bem pensada. Em “Um mais Um” não há espaço para páginas chatas, diálogos dispensáveis e capítulos que você deseja que chegue ao fim logo (o que eventualmente acontece até em livros que a gente ama, né). Mas com ela não tem nada disso. Cada frase é incrível, cada capítulo tem seu peso e a história é de uma fluidez que me cativou. 2) Os personagens são incríveis. Ninguém é simples, óbvio, sabe? Os 4, até as crianças, me pareciam pessoas reais, com diferentes nuances e isso me aproximou tanto delas que a cada novo acontecimento eu torcia por eles, mais e mais.

“Um mais Um” não poderia ter me apresentando Jojo Moyes de uma forma melhor. Joguei todos os preconceitos de lado, e já estou planejando ler mais livros da autora. <3

Categoria: Livros
post da Martinha Fonseca

Livro de Madame: A lista de Brett

por Lori Nelson Spielman

26 dez 14

Hey, there!! Um pequeno sumiço durante os dias de Natal (sorry, foi muita comilança, compras de última hora e muitas casas para visitar em apenas dois dias!), mas estou de volta! Yey!!! E será que dá tempo de desejar um Feliz Natal atrasado??? Espero de verdade que vocês tenham aproveitado esse momento mágico e lindo do ano em família, dado muita risada, trocado muitos abraços e beijinhos, e carinho sem ter fim. <3

Por aqui, volto com as atividades de final de ano, e como eu sei que agora boa parte das madames está desacelerando, que tal colocar a leitura em dia? Esse livro eu terminei há um tempo já, mas fiquei enrolando de postar aqui, sabe-se lá porquê. O lado bom é que livro nunca tem prazo de validade, não é? Então cá estou eu para falar minhas impressões de “A Lista de Brett”. Quem aí já leu também?

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Não lembro exatamente onde foi que ouvir falar do livro, mas achei a descrição bacana, a capa linda e acabei levando para casa. Segundo a própria sinopse do livro, a história é a seguinte:

“Brett Bohlinger parece ter tudo na vida – um ótimo emprego como executiva de publicidade, um namorado lindo e um loft moderno e espaçoso. Até que sua adorada mãe morre e deixa no testamento uma ordem: para receber sua parte na gorda herança, Brett precisa completar a lista de sonhos que escreveu quando era uma ingênua adolescente.
Deprimida e de luto, Brett não consegue entender a decisão de sua mãe. Seus desejos adolescentes não têm nada a ver com suas ambições de agora, aos trinta e quatro anos. Alguns itens da lista exigiriam que ela reinventasse sua vida inteira. Outros parecem mesmo impossíveis. Com relutância, Brett embarca numa jornada emocionante em busca de seus sonhos de adolescência“.

Confesso que no início, minha primeira impressão foi  pensar “ah, que historinha mais fantasiosa e forçada. Como assim a mãe dela sabe de tudo que ela faria, quando desistiria, em que erraria e como acertaria realizar todos os itens da lista?“. Porque o que acontece na história é o seguinte: toda vez que Brett conseguia realizar um item da lista de sonhos, o advogado da família entregava a ela uma carta escrita por sua mãe, antes de morrer. Nessas cartas, a mãe dizia coisas como “eu sabia que você não iria desistir” ou então falava coisas ainda mais específicas como “você está chateada por ter fracassado? Bobagem”. E aí eu pensava, como assim a mãe pediu para Brett fazer algo e já sabia que ela, apesar de se empenhar de verdade, não conseguiria fazer?”. Que migué, pensei.

Só que aí, umas páginas depois do meu momento rabugento, eu lembrei da minha própria história: quantas vezes eu me questionei sobre o que minha mãe diria para mim sobre os meus dilemas de vida? Quando eu pedisse colo, que conselho ela me daria? Que atitudes eu teria hoje que a deixariam orgulhosa de mim? Sinceramente, não consigo nem contar quantas vezes eu desejei saber o que ela pensaria hoje sobre mim, sobre minhas escolhas, sobre minha história se minha mãe por aqui ainda estivesse. E aí, quando me dei conta disso, me senti tão próxima, tão conectada, tão igual a Brett que embarcar na história foi fácil. Os conselhos e a sabedoria da mãe dela, de repente, eram os conselhos e a sabedoria da minha mãe. E aquele momento de Brett irritada com a história de sua mãe pedir coisas “impossíveis” para você, era o meu também: como filhas a gente às vezes se esquece como nossas mães são geniais!

“A história me pegou de jeito”, me dei conta. E aí, depois disso, devorei o livro rapidamente e aquele aperto no coração com o fim da história, que indica que a leitura valeu à pena, se fez presente.

Quem estiver procurando uma boa leitura para encerrar 2014 e começar 2015 com o coração cheio de amor, eis uma ótima opção.

Categoria: Livros
post da Martinha Fonseca

Livro de Madame: As obras de Sophie Kinsella

"Fiquei com seu número" & "A lua de mel"

23 jul 14

A pessoa que vos escreve (a.k.a. eu) não teve ter juízo algum. Resolve estrear uma nova tag no blog e já de cara traz dois livros para resenhar em um post só. Pode isso, Arnaldo?

Bem, isso não é mesmo uma das coisas mais inteligentes. Mas como li os dois livros em um período relativamente curto (teve “A Culpa é das Estrela entre um e outro, mas esse eu não vou resenhar porque vocês já devem estar cansadas de saber, né?) e os dois foram escritos pela mesma autora, me pareceu lógico – embora mais trabalhoso – fazer um post 2 em 1. Espero que não me julguem mal pela escolha e nem pela resenha em si, tá? Lembrem-se que estou entrando nessa área agora, e mesmo sendo formada em jornalismo, resenhas de livros são complexas. Por aqui, apenas uma dica de “livro de madame”, nossa nova tag (yey!) para compartilhar minha experiência com o mundo da leitura. Porque, né, coisa boa nessa vida é ler.

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Sophie Kinsella é uma autora britânica e foi ela que me apresentou Becky Bloom por quem sou apaixonada – eu não li “Os Delírios de Consumo de Becky Bloom”, confesso, mas gargalho até hoje com o filme quando passa no Telecine; e eu sei que livros e filmes dos livros nunca são a mesma coisa, mas a referência foi boa e confesso que foi por isso que comprei meu primeiro livro dela, o “Fiquei com seu número”. Vinha de uma sequência de livros de moda, e queria um livro bacaninha, leve e engraçado para me distrair. Acertei em cheio!!! “Fiquei com seu número” é simplesmente genial.

O livro conta a história de Poppy Wyatt, que está noiva do bonitão e bem-sucedido Magnus Tavish. Daí que justamente na sua festa de despedida de solteira duas “tragédias” acontecem: Poppy perde o tradicional anel de noivado que ganhou de Magnus e que estava na família Tavish por anos e, para piorar tudo, perde também seu celular. E é aí que a história do “Fiquei com seu número” acontece: por sorte, ela acha um celular abandonado no lixo do hotel onde ocorreu a despedida de solteira e como a própria Poppy diz, “achado não é roubado”. Mais para frente na história, a gente descobre que o tal celular é do executivo Sam Roxton e a história fofa, cheia de situações engraçadas, começa a se desenrolar.

O que eu mais gosto desse tipo de livro é que mesmo imaginando desde a primeira página como vai ser o final, eu não deixo de me divertir e de me deliciar com a leitura, sabe? Sophie (sim, sou íntima) tem uma linguagem incrível, desenvolve as histórias com um ritmo muito bacana e os diálogos são incríveis. Poppy é apaixonante. Fico pensando que mesmo que conseguisse pensar numa história tão incrível, jamais conseguiria transformá-la em um livro, com diálogos, personagens e suas personalidades. E é isso que me prende a um autor: a capacidade dele de fazer algo que eu não conseguiria, me surpreender com algo que eu já sabia que iria acontecer. Ai, amo romances água com açúcar bem escritos.

Na minha escala de madame, de 0 a 5, “Fiquei com seu número” recebe 5! Me diverti, dei risada, fiquei ansiosa para o próximo capítulo, completamente desesperada quando percebi que estava chegando ao fim, e completamente órfã quando de fato cheguei ao fim.

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Daí, empolgada pela primeira leitura, segui com “A lua de mel”: Lottie acha que está pronta para subir ao altar, mas parece que seu namorado, Richard, não se deu conta disso. Decepcionada, ela dá um basta! É quando recebe uma ligação de Ben, uma antiga paixão, lembrando-a da promessa que fizeram no passado de se casarem se ambos ainda estivessem solteiros aos 30 anos. Mas nem todos ficam animados com essa situação no mínimo inusitada – é o caso de Fliss, a irmã mais velha de Lottie e Lorcan, amigo de Ben.  Dispostos a abrir os olhos do casal, Fliss e Lorcan embarcam para a ilha de Ikonos, onde farão de tudo para sabotar a Lua de Mel.

É mais ou menos assim (eu encurtei um pouquinho, hehehe) que o próprio livro se resume. Li, achei interessante e empolgada com a leitura anterior, comprei.

Impossível não comparar um livro com o outro, e Fiquei com seu número é infinitamente melhor. É óbvio que A Lua de Mel é sim um bom livro, e já no início eu dei umas belas gargalhadas quando a própria Lottie resolveu pedir Richard em casamento (isso não é exatamente um spolier tá? Acontece nas 10 primeiras páginas do livro…). ps: Nessa hora, o boy, que estava do meu lado surpreso com minha reação, me perguntou qual era a história do livro…e como eu estava no início do livro, só tinha essa parte para contar; e por aí vocês podem imaginar o tamanho dos olhos de Daniel, arregalados para mim, ao me ouvir relatando a cena. Acho que ele deve estar com medo até hoje de eu pedir ele em casamento…hahahaha #fiquecalmodan #ésóumlivro 

Minha mini decepção com A Lua de Mel se dá pelo menos motivo que me fez curtir o livro: a história acontece narrada vezes pela própria Lottie, vezes pela irmã dela, Fliss. E o problema começou quando eu percebi que gostava mais da história de Fliss com Lorcan, do que do triângulo Lottie-Ben-Richard. Pode isso, Arnaldo?

É preciso pontuar que os diálogos bacanas e inteligentes, e a história bem desenvolvida que me fizeram me apaixonar pelos livros de Sophie continuam ali. O livro é bom, tá? Mas é que por vários momentos eu gostaria de saber mais da vida de Fliss, recém-separada, meio amargurada, lutando para manter o humor e criando um filho de 7 anos que teve com um ex marido totalmente dispensável (aff, odeio ele!). Me identifiquei com essa história mais do que com o casamento repentino de Lottie com um amor antigo….me pareceu um tanto absurdo demais, sabe? E olha que você achar um celular no lixo e ficar com ele para você, conversando com o dono do celular e trocando emails com ele, também não é nada muito comum. Mas é que, ainda assim, casar com um amor de infância não me convenceu…eu não embarquei tanto na história como no livro anterior.

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Mas olha, eu curti os dois livros. Eu ainda estou numa fase “quero uma leitura leve” e já engatei em outro livro do qual falo em breve por aqui. De todo modo, para quem ainda não leu nenhum dos dois, eu recomendo sim. Ambos. Embora, se for para escolher, o Fiquei com seu Número, para mim, é bem melhor.

E vocês, madames, já leram esse ou outros livros de Sophie Kinsella? O que acharam?

E o que acharam do meu post? Contem-me tudo, não me escondam nada! ;)

 

 

Categoria: Livros