post da Martinha Fonseca

Diário de Madame

i´m not done changing

26 jun 17

Nesses dias paradões de são joão (pelo menos para mim que não fui dançar forró no interior), me peguei acompanhando um polêmica em torno da blogueira Rayza Nicacio, da qual eu ainda não tinha tomado pé até então. Eu não sou  muito de acompanhar o trabalho dela, mas lendo alguns comentários, deu para entender que ela tem sido acusada bastante de “ter mudado” desde que se separou do marido, com várias leitoras reclamando que ela “não é mais a mesma”, que “depois do casamento ela despirocou” e por aí vai.

A mesma dinâmica da crucificação da mudança aconteceu e acontece com Bianca Andrade, a famosa Boca Rosa – essa sim uma blogueira que eu acompanho, curto, dou like, assisto vídeo e tudo mais. Novamente, post sim, post não, uma chuva de comentários maliciosos do tipo “nossa, essa aí não é mais a mesma”, “muito forçada, não sei quem ainda acredita em algo que ela faz”, e etc, etc, etc.

Daí que fiquei alguns bons minutos ou horas, talvez, pensando como o ser humano estranha mesmo a mudança, né? Rechaça o que é diferente, pune quem questiona, quem se questiona e quem experimenta mudar. É como se essa pessoa tentasse, a todo custo, manter a vida sobre o controle daquilo que já se sabe como funciona. E aí, não é de se estranhar que, quem se apega tanto a essa controle do “eu já sei que aqui funciona assim, então é melhor manter tudo desse jeito“, tenha tanto medo, reaja com tanto pavor e ira, até, diante de quem ouse mudar.

Mas veja só, que mania é essa de se achar tão importante a ponto de sua opinião sobre a mudança do outro ter que, necessariamente, ser levada em consideração? Que vaidade é essa que nós temos de nos acharmos traídos, ofendidos de forma pessoal, quando alguém ao nosso redor decide mudar e agir de uma forma diferente do que agiríamos, estivéssemos nós no lugar dessa pessoa?

Não dá para esperar que sejamos iguais o tempo todo. Não dá para esperar que, passando por tantos acontecimentos, ora felizes, ora traumáticos e difíceis, a gente saia dali um produto igualzinho ao que entrou. Tampouco dá para esperar que as pessoas se satisfaçam sempre com as mesmas coisas, que não desejem ter ou ser mais, que não sonhem em experimentar o diferente, e ai fica meio retórico perguntar, mas vamos lá: quem é que vai colher diferentes resultados agindo da mesma maneira?

Mudar faz parte. E até estranhar a mudança de uma pessoa também faz. Mas crucificar, se achar no direito de julgar, opinar e tacar pedras em quem muda, aí já é demais. A quem pensar em mudar, meu desejo de que bons resultados sejam colhidos, que todo o esforço valha à pena, e que, não tendo atingido o objetivo desejado, que algo de bom e importante seja aprendido durante o percurso. A quem está do outro lado da mudança me contato com alguém que você julga “não ser mais o mesmo”, meu desejo que você consiga preencher sua vida de coisas mais importantes, que em vez de gastar tanta energia apontando o dedo para os outros, você descubra em você situações que valham à pena gastar a sua própria energia. Que você exercite o direito de não gostar e se afastar de alguém diante de alguma mudança, mas que não se ache no direito de querer, a todo custo, convencer o outro de o que ele quer fazer da vida dele está errado.

Como já dizia minha mãezinha, “deixa a vida de quelé”.

a-há! olha nóissss de volta aqui no armário de madame! sim, temos sombrios de sumiço por aqui, mas estou de volta. Foi bem legal ter me dedicado ao youtube, conseguido os 20 mil inscritos, mãaaas, nunca antes na história desse blog esse nosso cantinho ficou tão abandonado, e isso não é legal, né?

Então vamos voltar com os diários e os demais posts, que mesmo em tempo de poucos leitores por aqui, esse é um espaço que eu quero manter.

<3

A partir da próxima semana eu volto a fotografar meus looks do dia a dia e posto aqui junto com o diário, ok?

 

 

 

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post da Martinha Fonseca

Diário de Madame

qual a sua contribuição para melhorar o mundo?

05 jun 17

Que semana mais triste essa que passou, né? Mais roubo, mais escândalos, mais corrupção em Brasília. Mais atentados terroristas em Londres. Mais crise e mais calamidade no Rio de Janeiro. Mais gente sem receber salário, mais gente sem ter o que comer, mais gente que viu alguém da família ou algum conhecido morrer,  ou ser ferido, ou ser assaltado. Que semana mais triste….que tempos mais tristes esses que temos vivido.

Toda vez que algo terrível assim acontece eu fico me perguntando se o mudo não está ficando doido de vez e para onde vamos, se cada vez o fundo do poço é cavado mais e mais fundo. Daí que eu penso que toda essa loucura meio que se alimenta, e que se parece tão gigante lá na ponta dos acontecimentos, com explosões, tiroteios e caminhões que saem desenfreados matando gente inocente nas ruas, tem algo, em escala menor mas igualmente criminoso e violento, acontecendo ao nosso redor, na nossa esfera de vida e ação. E há de haver algo a respeito dessa esfera que podemos fazer para, agindo diferente, conseguir um resultado diferente.

Quantas vezes você tentou ser mais esperto que o outro? Quantas vezes você fingiu que não viu algo errado sendo feito e se calou? Quantas vezes você justificou os seus erros com base nos erros dos outros? Quantas vezes você foi injusto? Quantas vezes ficou horas numa roda de amigos comentando sobre a sexualidade de outra pessoa? Quantas vezes você foi preconceituosa?

Quantas vezes você mentiu? Quantas vezes colocou mais palha na fogueira do que trabalhou para acalmar os ânimos? Quantas vezes deu um jeitinho para não pagar o estacionamento na zona azul? Quantas pessoas você já enganou? De quantas pessoas você já tirou proveito?

Quantas vezes você, para elogiar alguém, jogou shade em outra pessoa? Quanto tempo você já jogou fora falando mal de outras pessoas? Quantas vezes você defendeu seu ponto de vista com serenidade e não com raiva? Quantas vezes você terceirizou a educação de seus filhos? Quantas vezes você não deu amor? Quantas vezes você abandonou alguém?

Quantas vezes viveu de aparências? Quantas vezes você fechou o olho para a realidade? Quantas vezes você achou que estava tudo tão caótico que não haveria nada que você poderia fazer para mudar as coisas à sua volta? Quantas vezes você se fechou na sua realidade e esqueceu o mundo?

Em tempos de crise, de corrupção e violência desmedida e desenfreada, eu só consigo pensar que há de haver algo que a gente possa fazer para contribuir para a mudança. Algo dentro de casa, na nossa roda de amigos, na comunidade que a gente vive, na cidade em que a gente vive. Há de haver.

e agora, claro, os looks da semana!

looksdiario1

  1. para resolver coisas na rua: blusa renner, saia boah, casaco riachuelo (ou c&a, não lembro!), bolsa santa lolla, sandália melissa.
  2. não lembro a ocasião, hehe!: blusa boah, vestido zara, sandália arezzo, bolsa schutz
  3. para resolver coisas na rua: blusa john john, casaco frufru, saia domd lu, bota dzum, bolsa santa lolla
  4. resolver coisas na rua: vestido boa, blusa frésia, casaco riachuelo, sapato dzum, bolsa santa lolla
  5. almoço de domingo: blusa e pantacourt zara, sapato vicenza, bolsa louis vuitton.

beijos, madames!

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Qual a sua responsabilidade sobre aquilo que te atinge?

#DiárioDeMadame

29 maio 17

 

Fiquei esse fim de semana todo pensando o quanto de nós é responsável pelas coisas que nos ofendem. Sobre o quanto que podemos mudar em nós mesmas para que as coisas ao nosso redor, para que as pessoas ao nosso redor, não nos façam mais mal como elas tem costumado fazer. Mais do que isso até: fiquei refletindo sobre o tanto que algo em nós permite que essa ação do outro (ou da vida) nos atinja e o quanto é nossa responsabilidade blindar isso e nos fortalecer quanto a isso.

Vocês vejam, embora não faça muito sentido (e sem falsa modéstia eu reconheço que não faz), eu cresci me achando burra. As excelentes notas na escola, uma certa habilidade para o violino (nível básico, mas ainda assim uma habilidade, né?) e o jeito para esportes não eram suficientes para me fazer crer que eu era boa em certas áreas. Os elogios, os incentivos, o reconhecimento externo eram gostosos de receber, mas nunca o suficiente para criar em mim um sentimento sólido do tipo: “sim, eu sei, eu sou boa nisso”.

Daí que, ao menor sinal de que meu interlocutor estava insinuando alguma limitação ou “burrice” em mim, o meu mundo desabava. E desaba por vezes até hoje. De repente, uma menina de 10 anos, insegura e frágil, se engrandece dentro de mim e todo o meu medo de “vai que eu sou burra mesmo” me sufoca, me tira do eixo, me fazendo agir até com certa grosseria com quem desperta em mim esse sentimento de inferioridade.

Mas olhando de forma mais profunda a coisa toda – e foi aí que começou a reflexão que me ocupou durante o fim de semana – o que é que acontece em mim que permite interpretar o comentário de outras pessoas como uma tentativa de inferiorizar a minha pessoa? E se o outro de fato insinua ou age como se eu fosse burra, se eu soubesse com segurança que não sou, será que esse comentário me atingiria tanto? Se eu não me sinto inferior, burra ou limitada no geral ou numa questão específica, por que que o comentário de outra pessoa me irrita, me fragiliza e me desequilibra? Não deveria eu mesma me lembrar de quem eu sou, de saber eu mesma as minhas habilidades (e limitações) e sossegar nisso?

Em muitas outras situações, minhas ou de amigas a quem aconselho, eu costumo brincar falando “quem é fulano na fila do pão para você se importar tanto com o que ela fala?”, e talvez eu esteja, eu mesma, precisando seguir meu próprio conselho no quesito “minha inteligência x suposta burrice”. Talvez eu esteja precisando empoderar menos as pessoas a minha volta (por mais próximas que sejam) e tirar delas a capacidade de determinar o meu sossego ou a solidez da minha auto estima.

Há uma parcela grande, bem grande que é nossa nessa história de como coisas do mundo nos atingem. E já que estamos numa segunda-feira, nada mal lembrar a nós mesmas disso.

uhu, hora dos looks!!!

DIARIO1

1. não lembro a ocasião: tshirt renner, cropped frufru, saia dress to, colares pandora, tênis arezzo, bolsa schutz
2. evento e gravação do programa chegue mais: blusa transparente frufru, tshirt forever 21, calça renner, sandália arezzo e bolsa schutz
3. evento schutz: cropped gola alta frufru, blusa dafiti, saia zara, bota e bolsa schutz
4. aniversário: conjunto boah, bolsa osklen, sandália schutz

e ó, em todos esses looks eu usei as dicas de estilo que eu ensinei em um dos vídeos dessa semana no #armariodemadame20k! ainda não viu??

então vem cá e dá play!

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