post da Martinha Fonseca

Diário de Madame e o pensamento do dia

para começar a semana com o pé direito!

08 maio 17

Dia desses uma amiga me perguntou como foi que eu consegui, anos atrás, terminar um relacionamento que já não tinha futuro. Ela estava naquela clássica situação de que a gente olha a realidade, admite que está tudo errado, que ele já não está mais tão afim, que os momentos felizes são poucos ou quase nenhum, mas mesmo assim a gente vai lá, insiste, e ao contrário do que foi pensado e planejado, continua o namoro, o rolo ou a ficada.

A verdade é que a gente tende a achar que a vida vai enviar um sinal irrefutável de que chegou a hora do “basta”, que um dia você vai sentir aquilo tão forte dentro de você que o término não significará nada além de alívio.  O medo da dor de um rompimento é tão grande, que a gente passa não só a desejar, mas a acreditar que será possível terminar e fica bem de imediato. Que não vai ter dúvida, que de repente você saberá o que é bom para você e isso bastará, que você será tão absoluta e plena na decisão que será fácil tomá-la.

Mas aí, diante da indagação da minha amiga, talvez eu tenha dado a resposta que ela tanto temia ouvir: “fórmula mágica e passo a passo de como terminar sem sofrer não existem. Eu sei, seria mais legal se tivesse, mas não tem, não”.

O que podemos ter no entanto é coragem. Coragem de admitir que não está dando certo, que o que você deseja que aconteça não é o que necessariamente vai acontecer (ou que tem acontecido); coragem de admitir que você está dando murro em ponta de faca e sendo meio Poliana demais, sonhando que um dia, do nada, tudo vai ser diferente. Mas não tem sido, né? Sua vontade de que aquele menino seja quem você gostaria de ter ao seu lado a vida toda (ou pelo menos a semana toda) é tão grande que você projeta nele e no vínculo entre vocês algo irreal, que não existe mais ou que nunca existiu. O bom dia que ele te manda de manhã, quem sabe, é apenas um bom dia mesmo, sem nenhum significado especial de “é o jeito dele de dizer que me ama“. Se ele te chama para sair, e a saída é até legal, vocês se divertem e tal, mas no dia seguinte ele some, quem sabe esse comportamento não tem mesmo nenhum motivo oculto, incompreensível ou estranho. É apenas ele te dizendo que é ok sair com você, divertido até; mas só isso mesmo. Sem planos, sem namoro, sem algo sério.

Coragem, madame, coragem.

Perceber a realidade como ela é, reconhecer que não tem mais suco para sair dessa laranja não é sinônimo de derrota – não é culpa sua. O amor é feito mesmo de desencontros, términos e decepções às vezes. Não é só com você que isso acontece, não é só uma vez que isso vai acontecer. E não é que não vai doer. Terminar dói sim, parar de ficar quando a gente queria tanto que desse certo machuca, sim. Deixa a gente triste, sim. É um luto, sim! – e aí, como todo luto, merece ser vivido, compreendido e elaborado para que, com o passar dos dias, a ferida cicatrize e você se sinta pronta para outra. Sem traumas, sem assuntos inacabados, sem sonhos irreais e com muito, muito aprendizado.

 

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  1. Look para um evento: blusa Renner, colar Juliana Manzini para Trajano e Sophia, saia Kallayne, Bota Schutz e Bolsa Arezzo
  2. Gravação do programa Chegue Mais: blusa militar Dafiti, blusa listrada não lembro, saia Dress To, Bota Schutz, bolsa Prada
  3. dia a dia: blusa jeans Dafiti, calça OH Boy, bolsa arezzo
  4. dia a dia: blusa não sei, saia fru fru store, cardigan zara, bolsa arezzo, mule schutz
  5. evento riachuelo: blusa riachuelo, saia Artsy, tenis melissa, bolsa prada
  6. sábado de manhã: vestido bob store, blusa jeans dafiti, bolsa prada, tênis arezzo

 

:*

boa semana para gente!

Categoria: Comportamento, Diário de Madame
post da Martinha Fonseca

Diário de Madame: o quanto você quer de verdade?

pensamentos + looks!

24 abr 17

Tá, você fala que quer muito uma certa coisa. Que sonha com isso. Que deseja com todas as suas forças. Mas o quanto você quer de verdade que seu amado sonho de realize? Quanto você deseja que isso aconteça de verdade? O quanto você contribui, se esforça e se dedica para seus planos saírem do papel?

Você deseja tanto juntar um dinheirinho…mas e aquele lanche fora de casa? Você abre mão dele?

E se o sonho envolve sua faculdade ou curso de extensão? Quantas vezes deixou de sair com os amigos para estudar com qualidade e não apenas para passar na prova?

E se o seu caso fosse querer estar mais presente na vida dos amigos? Quantas vezes você venceu a preguiça e trocou a Netflix por um barzinho com eles?

Acordei com uma vontade imensa de falar sobre o querer de verdade com vocês – e comigo também, claro. Acordei com uma vontade imensa de refletir sobre o que está no topo da sua e da minha lista de prioridades, sobre o quanto que queremos ser responsáveis pelo que conquistamos em vez de ficar apenas desejando alguma coisa legal acontecer (e invariavelmente reclamando quando essa coisa não acontece – por que será, né?).

O medo de falhar por vezes nos paralisa, né? É que queremos tanto que algo aconteça que, diante da incerteza de não acontecer apesar do nosso esforço, ficamos paralisados, apenas sonhando sobre algo e fazendo pouco a respeito disso. O medo de falhar nos rouba a chance de dar certo.

Ou então, é o medo doido de decepcionar os outros porque por tantas vezes teremos que nos ausentar, estar longe, deixar de sair, de consumir algo, porque priorizamos um sonho. Aí, novamente, o medo nos rouba a nossa chance de conquistar algo que queremos. Mas se tem algo que a vida adulta nos ensina é que o tempo todo a gente precisa fazer escolhas, abrir mão de algo, aceitar que não podemos ter tudo.

Então, madame, vamos ver o quanto queremos algo de verdade? Vamos identificar aquilo que de fato nos move? E mais do que isso, vamos correr atrás? Vamos nos dedicar? Vamos nos sacrificar em nome de algo maior?

Vamos?

 

Uhu! Vamos aos looks da semana? Confesso que amei todos, t-o-d-o-s eles! Semana inspirada por aqui!  kkkk

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  1. Blusa Zara, Cropped @frufrustore, Saia Dress To para @_lollitalollita, tênis arezzo e bolsa schutz;
  2. body @cambon21tees, saia dress to para @_lollitalollita, blusa C&A, colar Juliana Manzini para Trajano e Sophia, bota schutz;
  3. Blusa Zara, cinto Forever XXI, Calça Renner, sandália Schutz, bolsa Arezzo
  4. blusa GAP (do boy) calça Zara, colete C&A, flatform @lojadzum
  5. Cropped Anne Fernandes, blusa C&a, calça Renner, cinto Forever XXI, Bolsa Kate Spade, bota @mesckla
  6. Blusa e vestido zara, tênis arezzo, bolsa Kate Spade

 

e aí, gostaram? tem algum look que foi preferido e vocês vão usar para se inspirar? me conta, madame

Categoria: Diário de Madame
post da Martinha Fonseca

O binóculo invertido

#DiárioDeMadame

17 abr 17

A gente tende a querer ver as coisas bem de pertinho toda vez que estamos diante de algo que não compreendemos muito bem. Queremos ir mais a fundo, entender a origem do problema, de onde saiu aquele padrão de comportamento, onde foi plantada a sementinha daquele sentimento ruim que te paralisa. Chegamos mais perto, usamos um binóculo existencial para olhar cada detalhe, para examinar os pormenores, para entender onde foi que começou pequena aquela situação que hoje se agiganta à nossa frente e que nos faz tremer de medo.

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Só que tem vezes que não é o olhar de perto que vai nos ajudar; é, ao contrário, um certo distanciamento que nos garante um perspectiva mais completa do que está acontecendo. É como se precisássemos usar, de tempos em tempos, um binóculo invertido diante da vida, para em vez de olhar microscopicamente cada detalhe sobre nós, a gente pudesse ampliar o cenário para entender melhor o que está acontecendo.

Às vezes o caminho percorrido foi tão longo que só desfazendo o zoom é que a gente compreende o todo, o ambiente em que estamos inseridos, o trajeto completo que foi percorrido (e não apenas as partes dele vistas separadamente) e, talvez ainda mais importante, qual o restante do caminho que ainda segue sem ter sido explorado: quais as opções daqui para frente? O que eu já fiz em outras situações parecidas e que não funcionou tão bem? O que foi que aconteceu no quilômetro 3 que se reflete tão intencionalmente no quilômetro 28 da minha vida?

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Há dias em que olhar de perto não ajuda, te isola do cenário completo, te bitola numa situação pontual e te afasta de perceber o que está por trás daquilo tudo. O binóculo invertido, no entanto, por vezes é uma ferramenta fundamental que nos ajuda a ver o que aquela situação significa dentro de um contexto, o significado maior que ela representa, o desejo escondido que ela reflete, a dor renegada que não some apenas porque não se admite a sua existência.

Por vezes, o melhor recurso está em abrir a gaveta da alma e lançar mão do binóculo invertido. Se olhar de longe pode ser a melhor coisa que você pode fazer por você.

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Categoria: Diário de Madame, Moda