post da Martinha Fonseca

Voltei

2018 começou por aqui

11 jan 18

Voltei. E para começar, abolirei o Diário de Madame. Pelo menos da obrigação de aparecer aqui todas as segundas-feiras. Uma das grades frustrações de 2017 foi perceber que vocês entravam aqui todas as segundas, e apenas às segundas, para ler o diário e ir embora. E não é que eu não goste da companhia de vocês às segundas – mas é que, sendo sincerona, eu quero companhia por mais dias. Todos ou quase todos, se possível.

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Então sim, voltei. E em 2018 teremos muitos Diários de Madame, com pensamentos, palavras de incentivo e desabafos – afinal esse é um post queridinho para mim também. Mas não será às segundas-feiras, religiosamente, toda semana. Será às segundas, sim, mas quem sabe numa terça também; ou numa sexta-feira para variar.

E teremos mais.

Entre um diário ou outro, um post para contar que tem vídeo novo no canal (sabiam que trazer os vídeos para cá ajuda a fazer o vídeo ser melhor encontrado quando alguém procura no google?), uma playlist de músicas do momento, outro textinho metido a filosófico, um post de look do dia, um compartilhamento de um vídeo que vi e achei o máximo.

O Armário de Madame nasceu, lá em 2010, com a intenção de ser um ponto de encontro para mulheres como eu: que gostam de informação, sim, mas gostam de um conteúdo para distrair de vez em quando.  Um pouquinho das duas coisas. Mulheres que querem a dica de um produto, mas querem um textinho legal para ler aqui e acolá, sabe? E eu confesso que, na correria do dia a dia (sempre ela!) e na agonia cotidiana do pagar das contas (ah, os boletos!), eu me perdi um pouco nisso. Os comentários foram caindo, a preguiça mundial das peças em ler foi aumentando, e de repente, um post que eu demorei um tantão para fazer, era visto por quase ninguém.

Chato, bem chato.

Mas o fato é que, para além da vontade de ser lida (e ela existe, tá? não vou ser hipócrita), eu adoro escrever. Externar sentimentos, compartilhar percepções. É o que me dá prazer. E em 2018, que começa só agora por aqui (opa, de repente, 10 dias parecem muito!), eu quero voltar a ter o prazer de escrever e compartilhar por aqui. Sim, leitoras são importantes, interações também – então, sempre que possível, eu peço de coração que o façam.

Mas a realização pessoal também conta; e para além do número de visitas e visualizações, começo o ano, mais uma vez, renovando a vontade de estar presente aqui, profissionalmente e pessoalmente. Beleza?

Beijos,

Martinha
@armariodemadame

Categoria: Comportamento, Diário de Madame
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Diário de Madame: sobre aceitar o outro

porém, sem neccessariamente concordar

06 nov 17

Eu fui ensinada a olhar o mundo sob um ponto de vista só: o deles. Fazia o que eles queriam, quando queriam. Sentia o que foi dito era certo sentir, pensava o que foi dito para pensar. Concordava com o que era certo, rechaçava veementemente o que me foi dito que era errado. “Se é errado, por que fazem?”, me perguntava sem entender a pluralidade do mundo.

Daí que, com o passar do anos e o natural espaçamento entre pais e filhos (além de uma boa dose de realidade na caixa dos peitos),  substituí o modo deles de ver a vida pelo meu. “Nada demais nisso, Martinha”, diriam vocês. Mas era uma necessidade tão grande de me afirmar, de me conhecer e de colocar limites para não invadirem o que agora era o meu “eu”, que não percebi que substituí um ponto de vista único – o deles – por outro tão único e inflexível quanto – o meu. É curioso que, na tentativa desesperada de negar o que nos incomoda, a gente acaba se tornando igualzinho, né? É como se fosse um grande círculo em que você se mete – e caminhando tanto na direção oposta, você volta ao ponto inicial.

Porque não adianta negar, não adianta fugir. É preciso entender, perceber e aceitar, ainda que isso não signifique concordar. E não é que isso seja um exercício fácil de fazer, principalmente se você está acostumada a uma via de mão única, ao preto no branco sem 50 tons de cinzas (não resisti ao trocadilho, sorry). Mas por mais difícil que seja, e por mais que eu tenha negado que esse era mesmo o único caminho para ter paz na vida, se você analisar direitinho, é o que faz sentido. Cansei de negar o que agora começa a me parecer óbvio.

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E aí, aos poucos, vem se tornando um exercício diário questionar, antes de julgar. Saber o que está por trás das minhas atitudes ou das atitudes alheias, quer eu concorde com elas ou não. Todo mundo percorreu uma história, passou por traumas, fatos, acontecimentos que os levaram a chegar até ali, e agir assim diante de uma determinada situação. E não é concordar, como eu disse; é aceitar que é assim, que as pessoas são assim, que elas agem assim e diante disso decidir como eu reajo a isso – positivamente, enfrentando ou  me afastando.

É uma tentativa ainda, uma aposta, um raciocínio que começa a fazer sentido. Vamos ver no que dá.

 

 

Categoria: Diário de Madame
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Diário de Madame #64

medo sim, coragem também

07 ago 17

Tem vezes que faz sentido mesmo ter medo. Já foram tantas as feridas abertas, as palavras que machucaram, as ações que feriram…que dá medo mesmo de se apegar a uma nova ideia, um novo projeto, uma nova perspectiva de mudança que indica que – ufa! – as coisas finalmente vão caminhar.

Mesmo sendo uma reação compreensível, e até mesmo esperada, no entanto, não dá para ficar só no medo, sabe? Tem aquela famosa frase que roda os instagram´s por aí: “vai! e se der medo, vai com medo mesmo“. E é curioso que, embora eu tenha pavor a auto ajuda barata, de tempos em tempos, é a esse tipo de frase com aparente conteúdo vazio e usado à exaustão sem muito critério que eu recorro. Tem vezes que até elas fazem sentido.

Porque, para além do medo normal que a gente costuma sentir em certas ocasiões da vida, tem um certo tipo de medo que a gente respeita mais: aquele que veio de um trauma mesmo, de uma situação que se repete e sempre machuca, que finca bandeira nas profundezas de quem você é, e fica ali sempre latente, à espera de acontecer tudo de novo, trazendo aquela dor que você já conhece tanto…

Mas sabe o que é, madame, a vida não pára, e é preciso ir além do medo, dos traumas, da paralisia de temer que algo que você tanto quer não aconteça, Porque se ao mesmo tempo faz sentido ter medo, faz sentido também você fazer sua parte para sair da inércia e conquistar algo que você deseja.

É como se, se a gente quisesse, pudesse separar a vida em duas gavetinhas: nessa gaveta daqui eu assumo que dá medo mesmo e que tem motivo para dar, e por isso mesmo é bom ficar atenta, segurar a expectativas, respirar fundo e esperar tudo se concretizar antes de comemorar. Ao mesmo tempo, mas separadamente, você precisa se lembrar de uma outra gavetinha mental, onde você pode depositar seus pensamentos positivos e, mais importante ainda, sua ações para que, ativamente, você se sinta parte do processo, se sinta no comando da sua vida e sinta que, de um jeito ou de outro, o que você tanto deseja um dia vai acontecer. E quando acontecer, você saberá que você fez por onde, você contribuiu, você se esforçou, você fez sua parte.

<3

 

 

Categoria: Diário de Madame