post da Martinha Fonseca

Tímida, eu?

quando a vida te transforma

01 fev 16

A gente acha que está ficando velha quando as contas aumentam, seja no valor ou na quantidade. Ou nos dois. É IPVA, que eu nunca tinha pago, o seguro do carro e conserto do carro (sim, carros são caros, né?), é a viagem que agora eu banco sozinha, e por aí vai, até porque eu ainda nem tenho a minha própria casa. Mas o fato é que não é fácil crescer, ser responsável, assumir as contas para pagar. Mas ficar mais velha, talvez, não seja “só” isso.

Essa semana me deparei com uma situação curiosa: uma pessoa se referiu a mim como “tímida”. Tí-mi-da. Tomei um susto:

Como assim, tímida?!

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pausa dramática.

 

Certa vez, quando eu tinha uns 08 ou 09 anos, nós, minha família e eu, nos mudamos de apartamento. O condomínio que a partir daquele momento iria fazer parte da minha rotina parecia um mundo de possibilidades: 4 prédio juntos, um quadra, piscina, uma pracinha no meio, e muita gente da minha idade. No meu universo de 09 anos de idade, era a própria descrição do paraíso e eu podia ver da varanda da sala aquele povo todo se divertindo na quadra, ainda no mesmo dia em que eu havia me mudado. Não precisou de muito esforço para eu pensar: “vou ali descer e conhecer todo mundo“. E foi exatamente o que fiz. Desci, disse “olá, acabei de me mudar. posso jogar com vocês?“. Aprendi alguns nomes, dei risada, subi para casa satisfeita. Fiz amigos naquele momento com quem convivi por quase 10 anos, e dos quais me lembrarei com carinho pro resto da vida.

Em outra ocasião, já na escola durante a Feira de Matemática, eu tinha ficado responsável por conseguir o patrocínio para a produção das camisas que teríamos que usar no dia da apresentação. Lembrei que ao lado da minha escola de inglês tinha uma concessionária de veículos, e resolvi que ali estaria a solução dos nossos problemas. Do alto dos meus 14 ou 15 anos, organizei uma mini apresentação, com o modelo da camisa, tamanhos e quantidade, uma autorização da escola, e procurei o gerente para conversar. Saí da sala com objetivo alcançado: teremos camisas!. Me senti a pessoa mais articulada e desenrolada de todo o universo.

Bem, eu poderia ficar aqui citando outros mil exemplos de como cresci me achando a pessoa menos tímida possível, mas acho que vocês já entenderam o que eu quis dizer. A questão, então, volta à minha reação ao saber que fui descrita como tímida essa semana, e uma sucessão de lembranças de acontecimentos mais recentes (e não àquelas lembranças da infância) que talvez joguem na minha cara a dura realidade: eu sou tímida. Ou, como minha sogra disse, reservada.

De fato, aos 27 anos, eu sondo o novo terreno e as pessoas que o ocupam antes de eu sair tagarelando. Aos 13, bastaria chegar e dizer: “oi, tudo bem? eu sou marta, acabei de me mudar. assisti um filme ótimo ontem, já viu? eu-já-adorei“. Tudo isso em um fôlego só, fazendo a pergunta e já dando a resposta.

Aos 27 anos, se conheço uma pessoa hoje e amanhã a vejo passando na rua, eu decido que é melhor eu me esconder entrando em uma loja qualquer, a ter que encontrar essa pessoa que eu acabei de conhecer e que ainda não sei se ela simpatizou comigo tanto quando ela. Aos 13, eu iria dizer: “olha só quem tá ali! tudo bem, fulano?“. O medo da rejeição não existia naquela época.

Caam

E é aí que a gente vê que ficar mais velha não é “só” pagar contas, cada vez mais numerosas e dispendiosas: quando os anos passam, os acontecimentos tristes e alegrem se intercalam na sua vida, e transformam quem você é. Não necessariamente para melhor ou para pior, apenas transformam. E eu que era tão tagarela e tão não-tímida, agora já dou margem a alguém achar que essa palavra – tímida – me define. E talvez me defina mesmo. Não é curioso isso?

Ficar mais velha significa deixar um monte de coisa para trás, inclusive nós mesmas, em alguns pontos. Talvez eu não seja aquela pessoa a quem alguém se refere como “desde de pequenininha é assim”. E por mais que isso me cause uma certa estranheza, não há nada de mal nisso.

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oi, madames!!

tudo certinho aí nessa semana pré-carnaval??

A semana que passou foi correria, talvez a primeira do ano que tenha exigido de mim assim. No domingo, segunda e terça eu fiz fotos aqui pro blog – já já, inclusive, entra o segundo post do dia com uma dessas fotos! – e eu não uma foto sequer dos bastidores desses momentos para compartilhar aqui. Foi correria pura, me concentrei para fazer fotos muito bacanas, e acabei sem clique para compartilhar aqui.

Por outro lado, as fotos dos looks que usei na semana estão todos aqui. E sério, não sei qual amei mais. Adorei que tive uma semana de looks que me deixou satisfeita! Adoro quando coisas assim acontecem!
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Look 1 – evento Eudora: Blusa Forever XXI, Calça Arsty (Mesckla), Sandália Sthepanie, Bolsa Prada, Gargantilha Zara
Look 2 – jantarzinho na terça-feira: Blusa e Short Zara, Colar não lembro, Bolsa Prada, Espadrilhe Schutz
Look 3 – compromissos do blog e cinema com o boy: Cropped Arsty (Mesckla), Pantacurt Zara, Espadrilha Schutz, Colar LR Bijux, Bolsa Prada
Look 4 – compromissos do blog: conjuntinho Lollita Lollita, Gladiadora e Bolsa Arezzo, Óculos Urban Outfitters.
Look 5 – pizza com amigos, sábado: Blusa Zara, Saia Checklist, Bolsa Lá Clé, Espadrilha Schutz, Lenço não lembro
Look 6 – almoço de domingo: blusa Dafiti, saia Dress To, Bolsa Zara, Tenis Dafiti

 

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Cores lindas dos novos batons líquidos mate de Eudora. Fiz um post com swatches das cores, vocês viram? Tô impressionada com a qualidade e com as cores lindas. <3

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Essa semana que passou teve gordice até dizer chega. tô aproveitando já que depois do carnaval, já na quinta-feira (porque esse negócio de esperar segunda-feira chegar é balela!), eu volto para o saúde de madame: crossfit e alimentação correta. No entanto, até lá, eu vou aproveitando pequenos prazeres da vida como esse oreo coberto de chocolate branco. Sério. Provem isso.

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Provem também essa cerveja déli.  Levinha, fresquinha, delicinha. <3

(isso também acabará depois do carnaval. cerveja dá barriga! hahaha)

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E, para coroar o post, Kathi mostrando que estilo é aquela coisa: ou você tem ou você não tem. hahahaha

 

 

 

Categoria: Diário de Madame
post da Martinha Fonseca

Top 5 de Blush

oba!

29 jan 16

Oi madames!

 

Esse vídeo era para ter entrado na terça-feira, vocês lembram? Cheguei a colocar esse post no ar, estava super feliz. Mas alguns problemas de edição passaram sem eu perceber na revisão final que faço antes de publicar (não sei como!), e eu precisei tirar ele do ar, e refazer todinho. Do início!! Queria ter posto no ar antes o vídeo novamente, mas não consegui parar para editar tudo de novo até ontem à noite.

Como vocês sabem, meu computador quebrou e enquanto o meu novo não chega, fico usando o de Samsam, meu irmão. Como eu estava acostumada com macbook, eu demoro o triplo do tempo para conseguir editar no programa do windows. Mas  ok, sem maiores justificativas ou desculpas, só espero que vocês entendam o atraso e curtam o vídeo mesmo hoje, na sexta-feira.

Fiz com carinho!!! <3

Obrigada a quem já se inscreveu no canal! Já somos quase 400 inscritos a mais só em janeiro de 2016! Rumo aos 10k! 


Produtos do Video:

5. Blush Style, MAC
4. Blush Naked Acetinado, Contem 1g
3. Blush Ritual, Laura Mercier
2. Blush Harmony, MAC
1. Bronze Hoola, Benefit

Categoria: Beleza, Video
post da Martinha Fonseca

Vestido longo floral

Pode ser fundamental. Bobo quem pensa que não

28 jan 16

Tem vezes que esperar acontecer não é suficiente. Ainda que seja esperar pelo óbvio, pelo que tinha que ser de qualquer jeito, esperar pelo que estava no script. Porque simplesmente não tem script, não tem “era para ser”, não tem ” mas não era assim sempre?”. Bem, era, mas não é mais;  e aí, esperar definitivamente não é suficiente, e é melhor mesmo você tomar uma providência por contra própria, fazer acontecer ainda que no caminho inverso – de dentro pra fora.

E olha, quando isso acontece, pode acreditar, algo de muito maravilhoso vem junto. O mundo desaba, ou apenas parece trocar o filtro HDR por um valencia ou sépia qualquer, mas isso não importa. Não te atinge. Porque o que te preenche está vindo de dentro e nada atrapalha isso. As cores saem de você, o primeiro passo vem de você. E aí o resto vira resto, o detalhe permanece detalhe.

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Em dias estranhos, que parecem vazios, um bom vestido longo floral, colorido, feliz, alegre, alto astral – como esse das fotos de hoje, by Blume – tem um papel fundamental. Bobo que pensa que não.

O dia até pode ser como outro qualquer, a sua rotina pode ser igual, os problemas e alegrias também. Mas você se permitiu colorir seu dia, sair de casa com o pé direito, estabelecer, por si só, que a vida não precisa ser black and white. Não sempre. Pode ser laranja também. E amarela. E azul. E rosa. Fluida. Cheia de recortes e geometrias.

Um vestido não é apenas um vestido. Pode ser também, se você quiser, a poesia que estava faltando para fazer com que o seu dia esteja a altura do que você merece. Sem importar os outros, sem importar os problemas, sem importar a chuva, as nuvens ou a fumaça lá fora.

Se eu pudesse dar um conselho hoje, esse seria: Nunca duvide do poder de um vestido longo floral. <3

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Vestido – Blume (@loveblume) | Pulseira – Mais Bonita | Rasteira – Schutz | Óculos – Rayban

Fotos: Marianna Calmon (@mariannacalmon)

Categoria: Moda