post da Martinha Fonseca

Look 90´s

#lookdodia

18 abr 17

Sim, tá vendo look 90´s, grunge, rock and roll, todo trabalhado no preto por aqui hoje. Até porque, parte da graça de se relacionar com a moda é poder construir essas diferentes imagens, os diferentes looks para os diferentes dias e humores, néam? Tudo conforme a nossa própria vontade, com base no que nos faz bem e nos faz nos sentir bonitas. <3 vem, comigo, madame!

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Mas ó não é porque o look 90´s de hoje tem uma vibe mais pesada que eu esqueci que moramos num país tropical com outono-inverno mais com cara de verão do que qualquer outra coisa. Sim, a gente usa legging de courinho, mas combina com uma regata bem fresquinha para equilibrar, que a gente não é besta! hihihi Essas duas peças são da coleção de inverno 2017 da @frufrustore, loja parceira que eu adoro divulgar por aqui. Por lá a gente sempre acha super rápido as peças must have do momento, e isso tem seu valor!

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No mais, para complementar o visú que foi clicado lindamente no saguão do hotel Fera Palace, o coturno da Dzum. Interessante que ele tem esse cardarço mais esportivo, né? Achei esse detalhe super diferente e interessante para deixar o look 90´s de hoje mais rico nos detalhes. A gente sempre conversa aqui como prestar atenção aos detalhes faz toda diferença na hora de finalizar o look e deixar nosso visual do jeito que a gente quer – do tipo que a gente olha no espelho e pensa: “rapaz, hoje eu arrasei”. Não é maravilhoso quando isso acontece?

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Então ó, enquanto o video que reunirá as dicas de como usar bota em cidades quentes não vem (devo gravar ainda essa semana, tá?), fiquem com as fotos desse look lindo que já dá para gente uma boa dica de como fazer essa combinação! OK?

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Look – @frufrustore | coturno – @lojadzum | joias – @theofficialpandora | sutiã de renda – @mesckla

fotos: @marianncalmon | local: @ferapalacehotel

 

 

Categoria: Moda
post da Martinha Fonseca

O binóculo invertido

#DiárioDeMadame

17 abr 17

A gente tende a querer ver as coisas bem de pertinho toda vez que estamos diante de algo que não compreendemos muito bem. Queremos ir mais a fundo, entender a origem do problema, de onde saiu aquele padrão de comportamento, onde foi plantada a sementinha daquele sentimento ruim que te paralisa. Chegamos mais perto, usamos um binóculo existencial para olhar cada detalhe, para examinar os pormenores, para entender onde foi que começou pequena aquela situação que hoje se agiganta à nossa frente e que nos faz tremer de medo.

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Só que tem vezes que não é o olhar de perto que vai nos ajudar; é, ao contrário, um certo distanciamento que nos garante um perspectiva mais completa do que está acontecendo. É como se precisássemos usar, de tempos em tempos, um binóculo invertido diante da vida, para em vez de olhar microscopicamente cada detalhe sobre nós, a gente pudesse ampliar o cenário para entender melhor o que está acontecendo.

Às vezes o caminho percorrido foi tão longo que só desfazendo o zoom é que a gente compreende o todo, o ambiente em que estamos inseridos, o trajeto completo que foi percorrido (e não apenas as partes dele vistas separadamente) e, talvez ainda mais importante, qual o restante do caminho que ainda segue sem ter sido explorado: quais as opções daqui para frente? O que eu já fiz em outras situações parecidas e que não funcionou tão bem? O que foi que aconteceu no quilômetro 3 que se reflete tão intencionalmente no quilômetro 28 da minha vida?

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Há dias em que olhar de perto não ajuda, te isola do cenário completo, te bitola numa situação pontual e te afasta de perceber o que está por trás daquilo tudo. O binóculo invertido, no entanto, por vezes é uma ferramenta fundamental que nos ajuda a ver o que aquela situação significa dentro de um contexto, o significado maior que ela representa, o desejo escondido que ela reflete, a dor renegada que não some apenas porque não se admite a sua existência.

Por vezes, o melhor recurso está em abrir a gaveta da alma e lançar mão do binóculo invertido. Se olhar de longe pode ser a melhor coisa que você pode fazer por você.

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Categoria: Diário de Madame, Moda
post da Martinha Fonseca

Grey´s Anatomy: que mania de ser Grey

#DiárioDeMadame

10 abr 17

Vocês sabem que eu sou uma fã assumida de Grey´s Anatomy, não é? Mas ao contrário de boa parte das pessoas que eu conheço, apesar de gostar de Grey, a personagem principal da série não é minha pessoa favorita. Sim, ela consegue ser uma super amiga, fiel, protetora; capaz de se machucar e se anular para salvar quem ela ama. Uma puta qualidade, claro.

Mas há algo em Grey que eu tenho realmente problemas em lidar (e nessa hora, por favor, não me achem louca por tratar uma personagem como uma pessoa real; sou apegada a Grey´s!). Em certas circunstâncias, Grey simplesmente não fala. Não se expressa. Não diz o que sente, o que deixa de sentir, o que incomoda ou deixar de incomodar. É como se ela achasse que não tem direito de querer algo; ou como se ela esperasse que, ao não falar, o problema, o embate ou a confusão não fosse acontecer. Só que sempre acontece, né? E é sempre pior do que poderia ter sido se a bendita tivesse falado algo antes.

Às vezes acho que Meredith Grey, assim com outras tantas pessoas que eu conheço e que agem igual a ela, pensam que não é obrigação dela expressar o que, para ela, parece tão óbvio. Só que nem sempre o que é óbvio para ela é visto da mesma forma pelas outras pessoas ao redor, sabe? E aí, o que poderia ser simples, fácil, claro e direto, se torna um caos, uma sucessão de mal entendidos, ofensas, decepções e acontecimentos tristes.

E aí, a pergunta que não para de ressoar na minha cabeça é: que mundo é esse em que falar sobre o que sentimos, sobre o que esperamos e queremos é algo tão difícil assim? Por que presumimos que o outro sabe necessariamente o que se passa na nossa cabeça e que a convivência obriga as pessoas a saberem exatamente o que esperamos de determinada pessoa ou situação? Afinal de contas, que mundo é esse em que perguntar ofende, em que ser claro e objetivo é humilhante, em que não existe mais paciência para explicar as coisas?

Claro que, se Meredith não fosse Meredith, metade dos dramas e histórias de Shonda Rhimes em Grey´s Anatomy não teria acontecido e, muito provavelmente, eu não estaria há 13 temporadas acompanhando a série. Mas quando a gente vem pro mundo real, a banda toca diferente: e se já é tão difícil ser adulta, assumir desafios, enfrentar derrotas, aceitar nossas limitações, me parece meio bobo querer dificultar o que já é difícil e ficar nessa birra de achar que o outro deveria saber o que nos faz feliz, o que faz sentido para gente, o que esperamos que o outro faça.

Na boa? Fale, explique, expresse. Por mais bobo e óbvio que pareça. Às vezes, é melhor pecar pelo excesso.

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  1. Blusa Forever XXI, Calça Zara, Colete Riachuelo, bota Capodarte, Bolsa Prada;
  2. Jardineira Boah, Blusa C&A, bota Schutz, Bolsa Prada
  3. Blusa @mooduse, Calça Zara, Cardigan C&a, Sapato Schutz, Bolsa Santa Lolla;
  4. Blusa Cia. Marítima, saia Zara, tênis Melissa,bolsa Schutz

beijos, e boa semana pra gente, madames!

 

 

Categoria: Diário de Madame