post da Martinha Fonseca

As pessoas dão o que têm para dar

pensamento da semana!

27 mar 17

Tem um lado meu (bem forte, por sinal) que tende a generalizar e a idealizar as coisas, os acontecimentos, os sentimentos, e as pessoas. Ou seja, generalizo tudo, categorizo tudo, crio expectativas de certo e errado para tudo. E por mais que eu venha percebendo que isso, por vezes, é origem de sofrimento desnecessário – afinal, o que é na vida que acontece assim, de forma tão esperada e dentro das expectativas? – tem sido uma luta difícil me desfazer desses meus hábitos.

De todo modo, é como sempre digo: identificar e reconhecer um problema é o primeiro passo para mudança, e desde que eu identifiquei em mim esse hábito e desde que venho tentando mudá-lo, eu venho também reparando e tentando refletir sobre como, no final das contas, as pessoas dão o que têm para dar. Nada além disso, nada menos que isso. Às vezes, você espera que sua mãe seja mais carinhosa com você e você cobra isso dela o tempo todo. No entanto, se você já tiver passado dos 20 anos e se recordar que tem essa “briga” por pelo menos uns 5, já deve ter percebido que essa luta anda sendo meio causa perdida, né? Você briga, esperneia, conversa, discute, joga na cara, dá diretas e indiretas e o problema continua ali. Sabe o que é? Quer você queira ou não, quer você sonhe com algo além daquilo ou não, a mãe que você tem é essa, e é esse amor, desse jeito, nessa intensidade, que ela tem para lhe dar. Nada a mais, nada a menos.

Outra situação: num conflito com um colega de trabalho, você espera que um outro colega, mais próximo a você, se posicione de uma determinada maneira. E para sua frustração, ele não se posiciona – de jeito algum, na verdade, nem do jeito que você esperava, nem de um outro jeito que ele achasse certo. Ele apenas se omite. E isso gera em você chateação, tristeza, decepção e mais um monte de coisa ruim. É claro que, sendo seu colega de trabalho e amigo, você deve ter alguma liberdade para chegar e dizer “poxa, eu não gostei“. Mas, sendo um problema recorrente, será que vale à pena o embate? Será que você não está exigindo demais que essa pessoa aja diferente quando, dentro da história de vida dela e das demandas dela, essa é a única forma que ela sabe agir? Mais uma vez a vida nos manda um lembrete: as pessoas dão para o mundo o que elas têm para dar. Nada a mais, nada a menos.

A gente pira nessa história de certo e errado, nessa história de mãe tem que amar assim, filho tem que agir assado, amigo que é amigo faz tal coisa, e nem percebe a violência que criamos para nós mesmas ao alimentarmos a expectativa de viver em um mundo que não existe. As pessoas são únicas, cada uma tem sua história, seus traumas, suas fraquezas, suas limitações e um jeito bem simples, cabe a nós aprendermos a lidar com isso – sem amargura, de preferência.  Somos responsáveis apenas pelo que sentimos, fazemos, pensamos e reagimos. Não dominamos – nem podemos querer dominar – como tudo isso acontece na vida do outro. E se, diante de uma determinada situação dentro de um relacionamento com alguém, uma atitude desse alguém nos incomoda, a gente pode até, em um primeiro momento, tentar uma conversa, uma abordagem, tentar mostrar um outro ponto de vista; mas, não tendo surtido efeito, que tal pensar que talvez valha mais à pena você gastar suas energias com você mesma e então tentar pensar como você pode reagir melhor à atitude de fulano? Seja dar menos importância àquilo, seja se afastar, seja desistir de esperar o contrário e aceitar que sim, é aquilo mesmo que tal pessoa tem para dar. Nada a mais, nada a menos. Talvez caiba a você mudar. Já parou para pensar nisso?

Oi madames!! O Diário de Madame tem demorado para entrar nas últimas semanas, né? Eu sei que vocês gostam de posts bem cedinho, mas eu gosto muito de escrever o Diário na segunda-feira mesmo, e nem sempre o texto sai de primeira ou eu consigo escrever o DM como a primeira coisa do dia – às vezes aparecem umas burocracias de bastidores para resolver primeiro. Mas ó, demorando ou não, o DM sempre vem! e com ele, é claro, os looks da semana:

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1. dia a dia: blusa bob store, calça forever xxi, mule schutz, bolsa Louis vuitton
2. inauguração da à burguer: blusa zara, calça oh boy! para @_lollitalollita, sandália schutz, bolsa arezzo
3. gravação do chegue mais: look zara, mule arezzo, bolsa louis vuittron
4. almoço na sexta-feira: blusa zara, calça ob boy novamente, bolsa louis vuitton
5. bazar Downy + Marina Ruy Barbosa: look frufru, bolsa arezzo, ankle boot schutz

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um registro de um dos momentos mais legais que o blog já me proporcionou: voltar à minha faculdade, a Unijorge, e participar da aula inaugural (junto com os meninos do Bar FC) dos cursos de comunicação. Fui lá, contei minha história, dei dicas que gostaria de ter ouvido na época que eu estava na faculdade, e pude reponder muitas perguntas da galera. oh, foi tão legal receber tanto carinho, conhecer tanta gente legal e sentir que, de alguma forma, minha história pode ser inspiração para outras pessoas! ê ,que coisa mais deliciosa! obrigada!

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na semana que passou teve também gravação para o quadro “armário de madame” dentro do programa Chegue Mais (12:50, aos sábados, na tv aratu/sbt). Dessa vez, convidei Noemi (do blog nos mínimos detalhes) para participar comigo de um garimpo de inverno! foi massa!

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E para encerrar os bons momentos da semana, olha eu aí e vovissssss! esse ano ela faz 93 aninhos (meu avô faz 96, mas ele estava dormindo quando fui lá) e foi legal ter tirado uma horinha da rotina para passar lá, receber carinho e jogar conversa fora. Definitivamente preciso voltar a fazer isso mais vezes!

 

Categoria: Diário de Madame
post da Martinha Fonseca

Diário de Madame: sobre pessoas tóxicas

Apenas acene e sorria

20 mar 17

Durante muito tempo, eu achava que a maldade morava do outro lado da rua. Ou nos capítulos das novelas. Ou nas manchetes de jornais. Em todo e qualquer lugar, menos  na minha vida, claro. Daí que, com a morte de minha mãe, eu perdi também o que costumo chamar de “filtro cor de rosa da vida” e com essa perda me veio a noção de que, às vezes, infelizmente, a maldade pode morar ao lado.

Demorei a entender que sim, existe gente ruim nesse mundo – no meu mundo; sim, existem pessoas tóxicas, e é questão de sobrevivência aprender como conviver com elas. Resisti contra mim mesma e essa minha vontade – quase defeito – de querer sempre ser certinha, transparente e clara com tudo e todos, e aprendi que, em certas situações, o melhor a fazer é apenas acenar e sorrir. Simples assim. Sem conflitos, sem questionamentos, sem embates. Afinal, quem é fulano na fila do pão para merecer minha verdade, transparência, meus sentimentos, consideração e atenção?

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A pessoa tá lá cheia de mentiras, distorcendo acontecimentos e contando uma história totalmente deslocada da realidade. Se não tem a ver comigo ou com alguma injustiça direta com alguém que conheço e gosto, apenas aceno e sorrio.

A pessoa vem com garras, unhas e dentes, pronta para causar conflitos e arrastar quem estiver à sua volta para uma espiral emocional negativa.  A solução? Acene e sorria. De preferência, bem de longe. Porque uma coisa que tenho aprendido é que cair no jogo dessas pessoas, se deixar dominar ou se sentir parte responsável sobre o outro, nesse caso, não te leva a lugar algum. Não se envolva, não se deixe levar e se possível nem se aproxime. Apenas, de longe mesmo, acene e sorria.

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Quando a gente aprende a se distanciar emocionalmente do outro, a limitar a ação e o domínio do outro sobre nós, a coisa toda funciona mais facilmente. Me pareceu meio egoísta e “auto anulatório” esse história de acenar e sorrir, de não me envolver, não me manifestar e até de me distanciar. Mas aí você aprende que bom mesmo é focar as energias em você, em pensar no seu sucesso, na sua alegria e na alegria das pessoas que de fato importam. A quem te suga energia, a quem te coloca para baixo (ainda que seja um “modus operandi” e não algo pessoal com você) ofereça apenas duas coisas: um aceno e um sorriso.

oi, madames!!!

para completar nosso Diário de Madame da semana, alguns dos looks que usei! uhu
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1. sábado à noite: body @cambon21tees, calça zara, sandália luiza barcelos, bolsa zara.
2. gravação do Chegue Mais: vestido @cambon21tees, colete C&a, flatform Vizzano, bolsa schutz
3. SPFW, day 1: look Skazi para @mesckla, bolsa e sapato também @mesckla
4. SPFW, day 2: blusa e vestido zara, flatform Vizzano, bolsa mesckla, meia zara

:*

 

Categoria: Diário de Madame
post da Martinha Fonseca

A resiliência e a capacidade de enfrentar os problemas ativamente

Diário de Madame

13 mar 17

Resiliência: ao meu ver, hoje, uma das melhores características que um ser humano pode ter, ou melhor, desenvolver.  Na definição do dicionário –  no que se refere ao sentido figurado de resiliência emocional e que é o enfoque que me interessa aqui -, resiliência é a “capacidade de superar, de recuperar de adversidades”. É basicamente não ceder às pressões do dia a dia, é não reagir de forma desequilibrada a elas, é não se deixar dominar por elas.

O mais interessante dessa característica quase mágica de um ser humano é que ela não é algo como a cor dos olhos, a cor da pele ou alguma predisposição genética que carregamos por toda vida. O que quero dizer é que ser resiliente não é algo que nasce com  a gente, e que de forma bem catastrófica e simplista poderia definir que quem tem tem, e quem não nasceu para ser assim jamais o será. Ao contrário, resiliência é algo que dá para desenvolver, sabe? É quase que como os músculos que treinamos na academia (ou no crossfit). Ser resiliente é resultado de um processo de aprendizagem ao qual qualquer pessoa pode se submeter. Não é maravilhoso isso?

Lendo sobre o assunto e conversando sobre ele com minha psicóloga (acho que ela não sabe que está virando um personagem aqui, hehehe) percebi um detalhe básico sobre o processo de aprendizagem da resiliência sobre o qual não tinha me dado conta antes e que é fundamental para gente ser bem sucedido nesse negócio de atravessar os problemas de uma maneira construtiva: você tem que reconhecer que seus problemas são seus.

Há uma tendência passiva em certas pessoas  de identificar os problemas que as cercam como responsabilidade do outros. José pode até ser a pessoa que é atingida por certas atitudes de João, ou pelo jeito de ser ou pelo temperamento dele. Mas enquanto José não se enxergar como parte desse processo que o machuca, como a parte que de alguma forma autoriza (ainda que inconscientemente ou movido por alguma demanda emocional) esse comportamento de João diante dele, muito provavelmente José não conseguirá lidar com esse problema, geri-lo e, de forma resiliente, não sucumbir a ele.

Há uma inteligência emocional na raiz da capacidade de resiliência. Uma coisa não existe sem a outra, uma coisa acaba levando à outra. Porque não se pode mudar algo sobre o qual não temos domínio. Não podemos querer gerir aquilo que não reconhecemos existir, e nossas atitudes não tem relevância ou ingerência sobre aquilo que não é nosso e em relação ao qual nos eximimos de responsabilidade.

Os seus problemas são seus. E no momento que de fato forem, perceba, ficará mais fácil lidar com eles, não se deixar dominar por eles e até, quem sabe, não só reagir a eles de uma forma melhor e mais inteligente, mas também, de alguma forma, torná-lo um “não-problema” para você.

Que a nossa semana seja iluminada, madames!

Vamos aos looks da semana? Amei todos! hihihih

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1. para resolver coisas na rua: blusa Boah, Saia Rosa Chá (Dafiti), Bolsa e Bota Schutz
2. Dentista e outras coisas na rua: blusa Colcci (dafiti), Calça Renner, blusa jeans Zara, Bolsa e sapato Schutz
3. evento: conjuntinho @frufrustore, blusa GAP, sandália e bolsa Schutz
4. evento arezzo: look @mesckla, sandália Arezzo
5. almoço com amigas: blusa Zara, calça Renner, sapato e bolsa Schutz
6. acompanhar amigas em uma competição de crossfit: blusa farm, short zara, bolsa Arezzo, sandália Ipanema.

Ah! Madames, eu sei que ultimamente tenho ilustrado o diário de madame apenas com as fotos dos looks (o que eu já acho super bom!), mas essa semana foi especial no quesito “encontros” , então quis deixar aqui o registro:

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Na quarta-feira, 08/03, participei de um evento déli na Frufru, junto com a marca Onça Preta. Aí em cima sou eu, claro, e a equipe da loja que sempre me atende com a maior alegria!! <3looks3

Acima, as madames mais tagarelas que eu conheço (eu incluída, claro!). Foi ótimo encontrar duas madames (Alana e Larissa) dois dias seguidos, nos dois eventos. Aí, na Arezzo, ganhamos a companhia extra de Malu, outra madame fofa! Já podemos marcar o cineminha e um cafézinho para mais bate papo, madames! <3

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E aqui, euzinha com as franqueadas e amigas da Arezzo, Mariane e Raquel, além de Julia, vizinha e amiga, e Chris Ricci, consultora de moda que arrasou explicando as tendências de inverno lá no evento! :)

 

Categoria: Diário de Madame