post da Martinha Fonseca

Olá, você conhece Chimamanda Ngozi Adichie?

#WeShouldAllBeFeminists

25 jan 18

Se você não conhece, não tem problema, não. Eu também, até pouco tempo, não conhecia essa maravilhosidade em forma de mulher nigeriana: Chimamanda Ngozi Adichie.

Nosso encontro começou quando, depois de um jantar de sábado, cheguei em casa, liguei a tv no meu canal favorito (globonews) e estava passando a reprise desse programa “Milênio”. A entrevistada da vez? Chimamanda, é claro. Dan e eu simplesmente ficamos hipnotizados: que clareza de ideias, que tranquilidade em expor seu ponto de vista, que inteligência, que discurso maravilhoso. Aquela pessoa que podemos dizer que é inspiradora, sabe?

Daí eu percebi que meio que já conhecia Chimamanda, porque é dela o discurso maravilhoso que aparece aos 1:26 do clipe Flawless, de Beyonce:

E, aí, desde então, é um caminho sem volta de amor e inspiração que sinto ao entrar em contato – ainda que digitalmente – com os pensamentos que essa mulher compartilha. Não é segredo para ninguém a minha identificação e curiosidade crescentes em relação ao feminismo, e confesso que, em meio a tanta baboseira na internet, é construtivo encontrar uma pessoa tão clara de ideias, que fala dos graves problemas que a desigualdade de gênero constrói, mas sem motivar ódio. Uma pessoa que fala com tanta firmeza e doçura ao mesmo tempo faz a gente querer ouvir com o coração aberto.

Sério, dê uma chance:

A maioria dos discursos de Chimamanda são bem longos – e você não precisa ver/ouvir tudo de uma vez só. Dá play em um pouquinho agora, retoma depois, sabe? É esclarecedor entender que sim, existe uma desigualdade de gêneros totalmente desnecessária que gera dor, sofrimento, tristeza e limitações em mulheres que seriam brilhantes se não fossem lembradas o tempo todo que “são mulheres”, como uma definição definitiva de um tipo menor de ser humano.

O discurso abaixo é um dos meus favoritos. Foi durante a colação de grau de uma faculdade de mulheres nos EUA. Esse eu não achei com legendas no youtube, mas se você entende um pouquinho de inglês, vale muito, muito, muito o clique.

Para fechar, um lembrete que, além de uma feminista incrível, Chimamanda Ngozi Adichie é uma escritora incrível e que, entre outros títulos, Americanah e Meio Sol Amarelo já estão na minha listinha de “livros para 2018”.

<3

Beijos,

Martinha

Categoria: Comportamento
post da Martinha Fonseca

Um pouquinho de verão

2018 está sendo lindo

24 jan 18

Acho que tinha tempo que eu não curtia um verão assim. Praia, piscina, sol, programações ao ar livre. Até confesso que sempre achei o inverno uma ótima temporada – até pelo meu amor pela moda, sabe? as coleções de inverno são tão charmosas…mas, para além do quesito fashion, redescobrir as maravilhas de dias de verão tem sido algo delicioso.

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Tá, a gente não é mais criança, e não é que eu tenha passado dias e dias seguidos de biquíni para cima e para baixo (não faria mal, néam? mas ok, mundo, aceito que já sou adulta; até porque se com quase 30 ainda não tivesse aceitado…meu amor…hahah mas voltemos ao foco). Ainda assim, posso falar? Eu descobri como aproveitar esse verão de um jeito que há muito eu não fazia.

Acho que tem a ver com os caminhos que trilhei nos meses anteriores. O inverno da minha alma foi intenso, triste, rigoroso, difícil. O outono veio para testar minha resiliência, dizer que as coisas tinham melhorado mas nem tanto assim – e me fez aprender que desanimar não iria adiantar. Fiz novas escolhas, analisei comportamentos, hábitos, repensei, refiz, decidi novas coisas. Não foi fácil, mas aí veio a primavera, e o recomeço, a esperança que floresce, um novo frescor que vem junto com novas decisões postas em prática. E então veio o verão, o sol, os dias lindos que pareciam começar não no sol lá fora apenas, mas no universo que eu construí e aprendi a preservar dentro de mim.

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E aí, não como um passe de mágica mas como uma consequência lógica e vitoriosa, eu voltei a sorrir mais, a amar mais, a sentir mais. A festa com os amigos foi deles e nada mais – e eles perceberam que eu estava de volta, por perto, sorrindo. Assim como a escapadinha para piscina no meio da rotina virou um momento meu, e só meu. Ou a corrida aos domingos com o boy e um mergulho no mar em seguida – que, com o perdão do clichê, lavou a alma. A nossa alma.

Foi entrando dia, e saindo dia nesse janeiro de verão, e as coisas só tem ficado mais gostosas: cabelo molhado, biquini quando dá, e quando não dá a gente admira o dia lindo pela janela do carro mesmo. E registra quando pode e quando quer, e guarda para a vida offline outros momentos igualmente lindos e marcantes.

O verão 2018 tem sido lindo, como há muito um verão não era por aqui. Obrigada, universo.

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maiô – cambon21 | short – forever xxi | óculos – rayban | cordinha – socorro nascimento

fotos: @mariannacalmon (sim, a maga das fotos maravilhosas)

 

Categoria: Comportamento
post da Martinha Fonseca

Voltei

2018 começou por aqui

11 jan 18

Voltei. E para começar, abolirei o Diário de Madame. Pelo menos da obrigação de aparecer aqui todas as segundas-feiras. Uma das grades frustrações de 2017 foi perceber que vocês entravam aqui todas as segundas, e apenas às segundas, para ler o diário e ir embora. E não é que eu não goste da companhia de vocês às segundas – mas é que, sendo sincerona, eu quero companhia por mais dias. Todos ou quase todos, se possível.

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Então sim, voltei. E em 2018 teremos muitos Diários de Madame, com pensamentos, palavras de incentivo e desabafos – afinal esse é um post queridinho para mim também. Mas não será às segundas-feiras, religiosamente, toda semana. Será às segundas, sim, mas quem sabe numa terça também; ou numa sexta-feira para variar.

E teremos mais.

Entre um diário ou outro, um post para contar que tem vídeo novo no canal (sabiam que trazer os vídeos para cá ajuda a fazer o vídeo ser melhor encontrado quando alguém procura no google?), uma playlist de músicas do momento, outro textinho metido a filosófico, um post de look do dia, um compartilhamento de um vídeo que vi e achei o máximo.

O Armário de Madame nasceu, lá em 2010, com a intenção de ser um ponto de encontro para mulheres como eu: que gostam de informação, sim, mas gostam de um conteúdo para distrair de vez em quando.  Um pouquinho das duas coisas. Mulheres que querem a dica de um produto, mas querem um textinho legal para ler aqui e acolá, sabe? E eu confesso que, na correria do dia a dia (sempre ela!) e na agonia cotidiana do pagar das contas (ah, os boletos!), eu me perdi um pouco nisso. Os comentários foram caindo, a preguiça mundial das peças em ler foi aumentando, e de repente, um post que eu demorei um tantão para fazer, era visto por quase ninguém.

Chato, bem chato.

Mas o fato é que, para além da vontade de ser lida (e ela existe, tá? não vou ser hipócrita), eu adoro escrever. Externar sentimentos, compartilhar percepções. É o que me dá prazer. E em 2018, que começa só agora por aqui (opa, de repente, 10 dias parecem muito!), eu quero voltar a ter o prazer de escrever e compartilhar por aqui. Sim, leitoras são importantes, interações também – então, sempre que possível, eu peço de coração que o façam.

Mas a realização pessoal também conta; e para além do número de visitas e visualizações, começo o ano, mais uma vez, renovando a vontade de estar presente aqui, profissionalmente e pessoalmente. Beleza?

Beijos,

Martinha
@armariodemadame

Categoria: Comportamento, Diário de Madame