post da Martinha Fonseca

Livro de Madame: As obras de Sophie Kinsella

"Fiquei com seu número" & "A lua de mel"

23 jul 14

A pessoa que vos escreve (a.k.a. eu) não teve ter juízo algum. Resolve estrear uma nova tag no blog e já de cara traz dois livros para resenhar em um post só. Pode isso, Arnaldo?

Bem, isso não é mesmo uma das coisas mais inteligentes. Mas como li os dois livros em um período relativamente curto (teve “A Culpa é das Estrela entre um e outro, mas esse eu não vou resenhar porque vocês já devem estar cansadas de saber, né?) e os dois foram escritos pela mesma autora, me pareceu lógico – embora mais trabalhoso – fazer um post 2 em 1. Espero que não me julguem mal pela escolha e nem pela resenha em si, tá? Lembrem-se que estou entrando nessa área agora, e mesmo sendo formada em jornalismo, resenhas de livros são complexas. Por aqui, apenas uma dica de “livro de madame”, nossa nova tag (yey!) para compartilhar minha experiência com o mundo da leitura. Porque, né, coisa boa nessa vida é ler.

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Sophie Kinsella é uma autora britânica e foi ela que me apresentou Becky Bloom por quem sou apaixonada – eu não li “Os Delírios de Consumo de Becky Bloom”, confesso, mas gargalho até hoje com o filme quando passa no Telecine; e eu sei que livros e filmes dos livros nunca são a mesma coisa, mas a referência foi boa e confesso que foi por isso que comprei meu primeiro livro dela, o “Fiquei com seu número”. Vinha de uma sequência de livros de moda, e queria um livro bacaninha, leve e engraçado para me distrair. Acertei em cheio!!! “Fiquei com seu número” é simplesmente genial.

O livro conta a história de Poppy Wyatt, que está noiva do bonitão e bem-sucedido Magnus Tavish. Daí que justamente na sua festa de despedida de solteira duas “tragédias” acontecem: Poppy perde o tradicional anel de noivado que ganhou de Magnus e que estava na família Tavish por anos e, para piorar tudo, perde também seu celular. E é aí que a história do “Fiquei com seu número” acontece: por sorte, ela acha um celular abandonado no lixo do hotel onde ocorreu a despedida de solteira e como a própria Poppy diz, “achado não é roubado”. Mais para frente na história, a gente descobre que o tal celular é do executivo Sam Roxton e a história fofa, cheia de situações engraçadas, começa a se desenrolar.

O que eu mais gosto desse tipo de livro é que mesmo imaginando desde a primeira página como vai ser o final, eu não deixo de me divertir e de me deliciar com a leitura, sabe? Sophie (sim, sou íntima) tem uma linguagem incrível, desenvolve as histórias com um ritmo muito bacana e os diálogos são incríveis. Poppy é apaixonante. Fico pensando que mesmo que conseguisse pensar numa história tão incrível, jamais conseguiria transformá-la em um livro, com diálogos, personagens e suas personalidades. E é isso que me prende a um autor: a capacidade dele de fazer algo que eu não conseguiria, me surpreender com algo que eu já sabia que iria acontecer. Ai, amo romances água com açúcar bem escritos.

Na minha escala de madame, de 0 a 5, “Fiquei com seu número” recebe 5! Me diverti, dei risada, fiquei ansiosa para o próximo capítulo, completamente desesperada quando percebi que estava chegando ao fim, e completamente órfã quando de fato cheguei ao fim.

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Daí, empolgada pela primeira leitura, segui com “A lua de mel”: Lottie acha que está pronta para subir ao altar, mas parece que seu namorado, Richard, não se deu conta disso. Decepcionada, ela dá um basta! É quando recebe uma ligação de Ben, uma antiga paixão, lembrando-a da promessa que fizeram no passado de se casarem se ambos ainda estivessem solteiros aos 30 anos. Mas nem todos ficam animados com essa situação no mínimo inusitada – é o caso de Fliss, a irmã mais velha de Lottie e Lorcan, amigo de Ben.  Dispostos a abrir os olhos do casal, Fliss e Lorcan embarcam para a ilha de Ikonos, onde farão de tudo para sabotar a Lua de Mel.

É mais ou menos assim (eu encurtei um pouquinho, hehehe) que o próprio livro se resume. Li, achei interessante e empolgada com a leitura anterior, comprei.

Impossível não comparar um livro com o outro, e Fiquei com seu número é infinitamente melhor. É óbvio que A Lua de Mel é sim um bom livro, e já no início eu dei umas belas gargalhadas quando a própria Lottie resolveu pedir Richard em casamento (isso não é exatamente um spolier tá? Acontece nas 10 primeiras páginas do livro…). ps: Nessa hora, o boy, que estava do meu lado surpreso com minha reação, me perguntou qual era a história do livro…e como eu estava no início do livro, só tinha essa parte para contar; e por aí vocês podem imaginar o tamanho dos olhos de Daniel, arregalados para mim, ao me ouvir relatando a cena. Acho que ele deve estar com medo até hoje de eu pedir ele em casamento…hahahaha #fiquecalmodan #ésóumlivro 

Minha mini decepção com A Lua de Mel se dá pelo menos motivo que me fez curtir o livro: a história acontece narrada vezes pela própria Lottie, vezes pela irmã dela, Fliss. E o problema começou quando eu percebi que gostava mais da história de Fliss com Lorcan, do que do triângulo Lottie-Ben-Richard. Pode isso, Arnaldo?

É preciso pontuar que os diálogos bacanas e inteligentes, e a história bem desenvolvida que me fizeram me apaixonar pelos livros de Sophie continuam ali. O livro é bom, tá? Mas é que por vários momentos eu gostaria de saber mais da vida de Fliss, recém-separada, meio amargurada, lutando para manter o humor e criando um filho de 7 anos que teve com um ex marido totalmente dispensável (aff, odeio ele!). Me identifiquei com essa história mais do que com o casamento repentino de Lottie com um amor antigo….me pareceu um tanto absurdo demais, sabe? E olha que você achar um celular no lixo e ficar com ele para você, conversando com o dono do celular e trocando emails com ele, também não é nada muito comum. Mas é que, ainda assim, casar com um amor de infância não me convenceu…eu não embarquei tanto na história como no livro anterior.

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Mas olha, eu curti os dois livros. Eu ainda estou numa fase “quero uma leitura leve” e já engatei em outro livro do qual falo em breve por aqui. De todo modo, para quem ainda não leu nenhum dos dois, eu recomendo sim. Ambos. Embora, se for para escolher, o Fiquei com seu Número, para mim, é bem melhor.

E vocês, madames, já leram esse ou outros livros de Sophie Kinsella? O que acharam?

E o que acharam do meu post? Contem-me tudo, não me escondam nada! ;)

 

 

Categoria: Livros
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Resenha de Livro: O Acordo

Livro que devorei em 1 dia

16 fev 17

Vamos dar uma pausa no conteúdo de moda, e aproveitar a quinta-feira para falar de livros? Esse é um tipo de post que vocês pediram que aparecesse mais aqui no blog esse ano, e embora eu não seja uma leitora muito rápida, estou tentando ao máximo compartilhar minhas experiências literárias com vocês! Vamos então falar sobre O Acordo?

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Título: O Acordo
Série: Amores Improváveis #1
Autora: Elle Kennedy
Editora: Paralela
Páginas: 360
Ano: 2016
Onde comprei: Saraiva
“Tocante, profundo, engraçado, sexy… ”O Acordo” é um romance que vai te encantar e surpreender a cada página. Hannah Wells finalmente encontrou alguém que a interessasse. Mas, embora seja autoconfiante em vários outros aspectos da vida, carrega nas costas uma bagagem e tanto quando o assunto é sexo e sedução. Não vai ter jeito: ela vai ter que sair da zona de conforto Mesmo que isso signifique dar aulas particulares para o infantil, irritante e convencido capitão do time de hóquei, em troca de um encontro de mentirinha. Tudo o que Garrett Graham quer é se formar para poder jogar hóquei profissional. Mas suas notas cada vez mais baixas estão ameaçando arruinar tudo aquilo pelo qual tanto se dedicou. Se ajudar uma garota linda e sarcástica a fazer ciúmes em outro cara puder garantir sua vaga no time, ele topa. Mas o que era apenas uma troca de favores entre dois opostos acaba se tornando uma amizade inesperada. Até que um beijo faz com que Hannah e Garret precisem repensar os termos de seu acordo”.
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Eu não conhecia a autora, tampouco sabia que esse livro faz parte de uma Série. Mas sabe que fiquei feliz com esse encontro? No final do ano eu estava atrás de uma leitura leve, um romance água com açúcar sim, mas que fosse gostoso de ler. E não é que foi justamente isso que encontrei em O Acordo?
Investigando, descobri que esse é um livro que faz parte de uma categoria de livro chamada “New Adult”, ou seja, livros cujos personagens estão saindo da adolescência, entrando no mundo adulto e com isso vivendo conflitos e novas descobertas. Tudo bem que eu ano mais pra “adulto adulto” do que “novo adulto” com meus 28 aninhos, mas eu sigo bem menina na hora de me deixar levar por romances.
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Ao contrário do que acontece com 99.9% dos livros que eu leio, esse eu acabei em 1 único dia. Deu até pena quando acabou! heheheh O livro é todo contado pela perspectiva dos personagens principais, Hannah e Garret, alternadamente. Isso acabou reduzindo um pouco a história deles apenas ao momento presente e ao que eles viviam da história, excluindo momentos de outros personagens e até histórias, traumas e vivências anteriores deles dois, que eu gostaria de saber mais.
Hannah é uma menina muito bacana, muito correta e apesar de ser certinha, é longe de ser uma mocinha chata, óbvia e irreal. No entanto, meu lado teen gostou mesmo foi de Garret, muito mais complexo do que se imagina nas primeiras páginas, e com muito mais intrega e presença na história. Gostei de descobri sua história (queria saber mais), suas motivações e sonhos, sabe? Torci pelos dois desde o início, com uma pontinha de torcida a mais por ele, se é que isso é possível.
Eu escolhi esse livro, madame, no fim do ano, quando estava precisando dar um time das coisas do vblog e da minha vida profisional, e não poderia ter acertado mais! Então, se você, madame, estiver atrás de uma leitura leve, rápida para passar o tempo sem precisar se esforçar muito, recomendo super a leitura. Não chega a ser um romance envolvente como os de Sophie Kinsella ou Jojo Moyes e que já falei aqui no blog,  mas ainda assim, uma delícia! Vou procurar saber se os outros livros da série já estão disponíveis, adoraria ler!
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