post da Martinha Fonseca

Seja gentil. De verdade

uma lição extraordinária

22 jan 18

Fazia tempo que não ia ao cinema: dan e eu não conseguimos nem lembrar o último filme que assistimos (sem contar apple tv ou netflix, claro). Aproveitei a oportunidade, então, para assistir Extraordinário antes que ele saísse de cartaz. Valeu cada minuto e a mensagem do filme é ainda mais maravilhosa do que eu pensava.

extraordinario-filme-wonder-1

Para quem andou frequentando outro universo e não sabe do que se trata o filme, aqui vai a sinopse para que você possa se situar antes de continuarmos o nosso papo:

Auggie Pullman (Jacob Tremblay) é um garoto que nasceu com uma deformação facial, o que fez com que passasse por 27 cirurgias plásticas. Aos 10 anos, ele pela primeira vez frequentará uma escola regular, como qualquer outra criança. Lá, precisa lidar com a sensação constante de ser sempre observado e avaliado por todos à sua volta.

Toda a narrativa do filme é bem suave, leve, bonita, sem ser piegas. Realmente adorei o filme e cada minutinho dele. Só que aí o filme foi acabando e quando eu cheguei a achar que “até que tinha chorado pouco” (algo inédito para alguém que já chorava com o trailer), veio a cena final do filme e me arrebatou de vez. Solucei feito uma criança ao ver/ler/ouvir uma frase às vezes tão dita, tão citada, mas tão pouco praticada:

BEKIND-post

“toda pessoa que você encontra está lutando uma batalha interna. Seja gentil. Sempre”.

E foi aí que veio o soco no estômago: quantas de nós, ao lermos essa frase, nos sentimos tocados? Quantas de nós, ao lermos essa frase, decidimos ser, de imediato, mais empático com as pessoas a nossa volta? E quantas de nós, depois de 5 minutos de ter lido essa frase, ainda nos lembramos da promessa de evolução humana que fizemos a nós mesmas?

Escrevi hoje mais cedo no instagram (segue aí, @armariodemadame), justamente isso. Um novo hábito precisa ser construído todos os dias um pouquinho. Às vezes errando, se esquecendo, mas nunca se esquivando de tentar – e conseguir. Em relação àquela pessoa de convívio diário com quem você não concorda muito, mas diante de quem, apesar das divergências, você não precisa ser cruel. Em relação àquela menina que aparece pela primeira vez na sua aula de pilates e você já não vai com a cara – que tal julgar menos? Em relação à blogueira/youtuber/influencer que você gostava tanto de seguir e hoje não gosta mais, por que não apertar o unfollow em vez de disseminar crueldades escondidas como “sinceridades” nos comentários?

Cada um pode ser mais gentil em diferentes esferas do seu dia. E aí, caso você queira de verdade melhorar quem você é e como você vive, não basta apenas chorar no filme, ou postar frases bonitinhas quando você se sente injustiçada pelo mundo ou pelas pessoas. É preciso praticar você mesma, de coração, essa nova atitude – mesmo sabendo que nada se muda assim, de uma hora para outra; ao mesmo tempo que, pode passar 10 anos, e tudo continuará igual se você não começar a agir/pensar/falar diferente.

Seja essa mudança agora. Todos os dias. Sempre que puder.

Seja gentil.

 

ps: por pura implicância do destino, o blog ficou fora do ar a semana que passou todinha. por isso, ficaram dois textinhos do “diário de madame” colados, um seguido do outro. mas pode deixar que já já aparece outros conteúdos por aqui, com resenhas de produtos, livros, looks, etc!

Categoria: Diário de Madame, Livros
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7 comentários
  1. Daniela

    Perfeito,Martinha !
    Eu também chorei muito assistindo esse filme.Me emocionou muito.

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  2. Bianca

    Que filme!! Me arrebatou desde a segunda cena, chorei horrores! O mais interessante é que o filme, apesar de ser contato através da perspectiva das crianças, tem muito a nos ensinar.
    Um outro filme que assisti esses dias – e esse foi uma grandíssima surpresa – foi “Viva! A festa é uma festa”. Vale muito a indicação! Fala sobre velhice e morte de uma maneira tão leve…

    Beijos!

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  3. Ana Luisa

    Linda reflexão, Martinha. Tão necessária essa mudança em cada um de nós. E tão difícil às vezes, né? Mais fácil querer que os outros mudem, do que a nós mesmos.
    O filme é belíssimo. Muito delicado e emocionante.
    Vc escreve tão bem. Adoro seus textos!

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  4. Tais

    Sabe que essa semana comecei a fazer uma faxina no meu ig, pensando justamente assim… se não me agrada mais, ao invés de ver e criticar simplesmente deixo de seguir. É está me fazendo um bem danado.
    É realmente um exercício diário exercer a gentileza. “Be brave, be kind”

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    • fez bemm, tais! sai todo mundo ganhando. você que mantém um conteúdo que te agrada no seu feed, e a pessoa que você parou de seguir – que não recebeu nenhuma mensagem cruel para ler nos comentários (porque as vezes a gente acha que não, mas o nosso comentário pode ser super cruel, n´?) beijos!

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  5. Sara

    Este filme é incrível! Uma lição de vida…amei!

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  6. Gabi

    Martiiinha, que bom voltar a acompanhar o seu blog. Olhe, vou te dar um feedback pq sou Madame das antigas e me sinto nessa obrigação: acompanho seu trabalho há muuuuitos anos e ler blogs é uma das coisas que eu gosto de fazer naquelas horinhas entre uma tarefa e outra no trabalho, pra dar uma oxigenada no cérebro, sabe? Pois bem o Armário era o meu favorito (digo que ERA o meu favorito não pq tenha deixado de ser, mas pq de tanto vir aqui e não ver nenhuma postagem, fui perdendo o hábito diário de vir aqui – até achei que vc tivesse trocado o blog pelo trabalho com as outras redes). Adorei entrar aqui hj e ver isso aqui movimentado de novo!! Que massa! Não pare não, please!! E não, não venho só pelo Diário (li seu ‘desabafo’ há uns posts atrás).

    Sucesso, beijos!!

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