post da Martinha Fonseca

Diário de Madame: pensa mais que tá pouco

pensamentinho da semana!

03 jul 17

Aí ela percebe que sua amiga sofre com aquele namorado possessivo e que isso tem a ver com a criação que ele teve e a dinâmica familiar em que ela foi criada. Automaticamente pensa em si, de forma comparativa, e percebe porquê nos antigos namoros ela fez o que ela fez e começa a pensar que talvez ela não queria mais agir desse jeito com o novo namorado. E aí pensa naquela vez que ele, o atual, agiu de forma fria e como ela deveria, ao contrário do que fazia antes, agir com mais paciência e amor para contornar a situação. Pensa na história de vida dele e como isso interfere em quem ele é e como age.

Automaticamente, mais uma vez, começa a pensar que ela está ali, atraída por um homem com aquele perfil e aquelas qualidades (e também defeitos), pelo que ela foi estimulada o tempo todo por seu pai e pelos homens a sua volta durante anos na sua vida. Pensa que isso talvez seja um conto de fadas e que a realidade é mais nua e mais crua que isso; e então resolve, racionalmente, abandonar esses parâmetros, substituindo-os por outros que agora ela julga serem melhores.

Segue então nesse fluxo, racionalizando o que vai viver, o que vai sentir e como vai reagir ao que vive e ao que sente. Planeja cada parte, cada diálogo, cada situação. Prevê brigas que convictamente ela assume que viverá; antevê cada momento em que ela, tomada por um poder racionalizador que julga ser maravilhoso, agirá diferente do que até então agiu em situações similares.

Racionaliza tanto, pensa tanto, planeja tanto, que esquece de entender. Esquece de sentir e de se permitir perceber de onde vem aquele sentimento . Analisa tanto, pensa tanto, reflete tanto que acredita piamente que para sentir diferente basta se reprogramar racionalmente para, sabendo porquê age assim, do nada, passar a agir diferente. Como se, por entender a dinâmica da coisa como acontece agora, pudesse alterar tudo apenas por saber o que está por trás desses tais acontecimentos. Age como, por perceber que aquela situação frustra, porque aquele sentimento dói, se ela pensar “então não vou mais me incomodar com isso”, o incômodo realmente acabará. Do nada. Como um passe de mágica. Só porque ela quis. Só porque ela pensou que seria melhor assim.

Bobinha ela, né?

ps:esqueci de fotografar os looks da semana!! sorry, madames! tô numa correria louca até dia 07 de julho, quando lanço minha coleção fitnesse junto à @madamedelaço. tenha paciência comigo, please!

Ah!! aqui eu coloquei a minha narração do diário de madame! estava com essa idéia na cabeça, queria que vocês tivessem a chance de “ler” o texto exatamente do jeito que pensei. se vocês gostarem dessa ideia, eu mantenho em todo diário daqui pra frente. me contem, sim? quem sabe vocês leram de um jeito completamente diferente do meu, né? vou adorar saber!

 

 

Categoria: Diário de Madame
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3 comentários
  1. MONIQUE TORRES

    Amei o texto e amei a narração, madame.
    Super bacana pra refletir.
    Amei msm. Bjs

    Responder
  2. MONIQUE TORRES

    Amei o texto e amei a narração, madame.
    Super bacana pra refletir. Me tocou,rs.
    Amei msm. Bjs

    Responder
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