post da Martinha Fonseca

Essa tal necessidade de aprovação

#DiárioDeMadame

22 maio 17

Há um tempo atrás, uma amiga passou por uma situação difícil, daquelas que eu e outras tantas pessoas que ela tem por perto correram para ouvir e dar conselhos. Agimos na esperança de poder ajudar a pessoa que a gente tanto gosta a se sentir melhor, a ficar bem, a sair dessa. E eu não sei se para as outras amigas isso foi uma surpresa, mas para mim a reação dela foi algo tão diferente do que eu faria que aquilo até hoje, semanas e semanas depois, ainda ecoa em mim.

Antes que eu ou qualquer outra amiga pudesse desbravar no mundo dos conselhos, ela veio e disse: “eu não quero conselhos, quero agir por conta própria. Tudo bem para vocês?“. E desde então temos respeitado o silêncio que ela impôs em relação ao mundo externo,  para que ela aja conforme o que ela pensa e o que ela quer, sem acabar ficando confusa com conselhos de outras pessoas – por melhor intencionados que fossem (e eram).

E sabe que eu achei digno e super inspirador ela ter feito isso? Me fez pensar o quanto de mim ainda é uma criança de 10 anos que precisa ter minhas atitudes e ações acolhidas por outros, sabe? O quanto de mim ainda é ansiedade por sentir que não agradei? O quanto de mim toma como problema pessoal a não aprovação das pessoas? Ou a simples indiferença? Que parte de mim, grande ou pequena, precisa contar aos outros o que pensa para receber de volta uma aprovação de que o que eu penso está certo?

Minha amiga talvez não saiba que, além do bem que ela fez a ela mesma, ela  me deu um alerta (mais um, na verdade) de algo importante que desejo trabalhar em mim mesma: substituir a aflição de não agradar os outros sempre, pela certeza de que o que eu faço me agrada. Ela, muito provavelmente sem saber, me lembrou da importância de agir conforme o que me parece certo, sem me confundir com o que os outros esperam de mim; me lembrou da importância de encontrar sossego no que é verdade para mim mesma, sem transferir a responsabilidade do que me faz bem para o outro. Me lembrou que as pessoas que se gostam por muitas vezes podem discordar, e que eu não preciso me sentir mal por isso. Me lembrou ainda, que eu não controlo o que os outros pensam a meu respeito – e que, apesar de ter sido sincera e verdadeira comigo, o que eu sou não agradou alguém. E que é normal se e quando isso acontecer.

“uns vão amar-te, outros vão odiar-te: e nada disso terá a ver contigo”. Combinado?

uhu, looks da semana para vocês! agora sim podemos começar a semana com  pé direito, né?

LOOKDODIA-1

1 – compromissos do blog: jardineira Boah, blusa Zara, meia Zara, sapato e bolsa Schutz
2 – dia a dia: cropped frufru, saia mesckla, parka zara, tênis melissa;
3 – sexta à noite: tricô frufru, saia dafiti, bolsa it bags brasil, bota vicenza
4 – almoço de sábado: blusa não lembro, maxi cardigan frufru, calça renner, cinto forever xxi, bolsa arezzo, sandália schutz

beijos, madames!

Categoria: Diário de Madame
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3 comentários
  1. Cada vez mais amando os textos do diário de madame. Eles são muito bons e estão me ajudando muito em refletir sobre todos esses assuntos. Você nem imagina o bem que está sendo pra mim ler os textos. Continue assim. Beijos

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  2. Titi Ferreira

    Martinha, bom dia!
    Li hoje este post e adorei a reflexão.
    Somos muito parecidas nesse sentido.
    Eu sempre fui muito tímida, o que agravava ainda mais minha situação!
    Deixei de aproveitar muita coisa por conta dessa bobagem de não desagradar os outros, sabe?
    Só fui começar a ter uma atitude diferente já no período de faculdade!
    Eu acho que tudo na vida é equilíbrio, néan?
    Temos que pensar em nossas escolhas equilibrando nosso bem estar e o daquelas pessoas que gostamos!
    Enfim, inspirador seu texto pra começar a semana!
    Sobre os looks, in love com o de camisa de corações e bota! Amei!
    :**
    Bjinho

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  3. Clara Maiboroda

    Martinha, esses looks tão muito lindos e estilosos!
    Me veio uma coisa na cabeça… Salvador, talvez por ser quente, enfim, não importa o motivo, e uma cidade que as pessoas não costumam ser estilosas, são mais a vontade, e etc, como voce se sente usando umas roupas assim? Voce se sente uma estranha no ninho, recebe olhares, e tal? Que tal um video sobre isso? Bjuss

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