post da Martinha Fonseca

Qual a sua responsabilidade sobre aquilo que te atinge?

#DiárioDeMadame

29 maio 17

 

Fiquei esse fim de semana todo pensando o quanto de nós é responsável pelas coisas que nos ofendem. Sobre o quanto que podemos mudar em nós mesmas para que as coisas ao nosso redor, para que as pessoas ao nosso redor, não nos façam mais mal como elas tem costumado fazer. Mais do que isso até: fiquei refletindo sobre o tanto que algo em nós permite que essa ação do outro (ou da vida) nos atinja e o quanto é nossa responsabilidade blindar isso e nos fortalecer quanto a isso.

Vocês vejam, embora não faça muito sentido (e sem falsa modéstia eu reconheço que não faz), eu cresci me achando burra. As excelentes notas na escola, uma certa habilidade para o violino (nível básico, mas ainda assim uma habilidade, né?) e o jeito para esportes não eram suficientes para me fazer crer que eu era boa em certas áreas. Os elogios, os incentivos, o reconhecimento externo eram gostosos de receber, mas nunca o suficiente para criar em mim um sentimento sólido do tipo: “sim, eu sei, eu sou boa nisso”.

Daí que, ao menor sinal de que meu interlocutor estava insinuando alguma limitação ou “burrice” em mim, o meu mundo desabava. E desaba por vezes até hoje. De repente, uma menina de 10 anos, insegura e frágil, se engrandece dentro de mim e todo o meu medo de “vai que eu sou burra mesmo” me sufoca, me tira do eixo, me fazendo agir até com certa grosseria com quem desperta em mim esse sentimento de inferioridade.

Mas olhando de forma mais profunda a coisa toda – e foi aí que começou a reflexão que me ocupou durante o fim de semana – o que é que acontece em mim que permite interpretar o comentário de outras pessoas como uma tentativa de inferiorizar a minha pessoa? E se o outro de fato insinua ou age como se eu fosse burra, se eu soubesse com segurança que não sou, será que esse comentário me atingiria tanto? Se eu não me sinto inferior, burra ou limitada no geral ou numa questão específica, por que que o comentário de outra pessoa me irrita, me fragiliza e me desequilibra? Não deveria eu mesma me lembrar de quem eu sou, de saber eu mesma as minhas habilidades (e limitações) e sossegar nisso?

Em muitas outras situações, minhas ou de amigas a quem aconselho, eu costumo brincar falando “quem é fulano na fila do pão para você se importar tanto com o que ela fala?”, e talvez eu esteja, eu mesma, precisando seguir meu próprio conselho no quesito “minha inteligência x suposta burrice”. Talvez eu esteja precisando empoderar menos as pessoas a minha volta (por mais próximas que sejam) e tirar delas a capacidade de determinar o meu sossego ou a solidez da minha auto estima.

Há uma parcela grande, bem grande que é nossa nessa história de como coisas do mundo nos atingem. E já que estamos numa segunda-feira, nada mal lembrar a nós mesmas disso.

uhu, hora dos looks!!!

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1. não lembro a ocasião: tshirt renner, cropped frufru, saia dress to, colares pandora, tênis arezzo, bolsa schutz
2. evento e gravação do programa chegue mais: blusa transparente frufru, tshirt forever 21, calça renner, sandália arezzo e bolsa schutz
3. evento schutz: cropped gola alta frufru, blusa dafiti, saia zara, bota e bolsa schutz
4. aniversário: conjunto boah, bolsa osklen, sandália schutz

e ó, em todos esses looks eu usei as dicas de estilo que eu ensinei em um dos vídeos dessa semana no #armariodemadame20k! ainda não viu??

então vem cá e dá play!

Categoria: Diário de Madame
post da Martinha Fonseca

Look do dia, yey!

22 maio 17

Oi madames!!

As coisas estão mais paradinhas por aqui essa semana, hein? Ando meio doentinha, me sentindo fraca, mole, pesada…não sei bem dizer! heheh deve ser algum tipo de virose que nem me pega de vez nem me deixar trabalhar em paz! mas acontece, né? Ontem eu fiquei o dia todo na cama e nem consegui gravar o vídeo que iria ao ar hoje. Fico meio agoniada, mas se também não der um descanso pro meu corpo, aí é que eu não fico bem de vez, não é?

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De todo modo, não poderia deixar de postar aqui mais um look do dia do amor. Tem roupas que são simples, descomplicadas, mas nem por isso são menos charmosas né? São aquelas peças boas para facilitar nosso dia a dia (a gente sempre acerta quando usa essas peças) sem que a gente tenha que abrir mão de um look bonito que faça a gente se sentir bem!

É o caso desse look do dia de hoje com vestido Oh Boy! para @_lollitalollita ! As cores me encantaram de primeira, o que não foi nenhuma novidade – há um tempo venho me apaixonando mais e mais pelas estampas da marca, que eu sempre encontro lá na Lollita Lollita. O mais legal, no entanto, é o modelo do vestido que é soltinho mas marca a silhueta ao mesmo tempo, favorecendo sem apertar. Bom demais, ne?

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E aí, para completar esse look que fica ideal para programações de fim de semana, apostei em acessórios pretos para dar um peso maior ao look e deixá-lo com carinha de inverno. A flatform é da Melissa, e a bolsa mini – uma das tendências do inverno 2017 – é da Dzum, loja parceira aqui no blog e que tem sempre peças lindas com preços mara! Já deram uma passadinha lá para conferir?

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look – @_lollitalollita | bolsa – @lojadzum | flatform -melissa | óculos – prada

fotos: @mariannacalmon

Categoria: Moda
post da Martinha Fonseca

Essa tal necessidade de aprovação

#DiárioDeMadame

22 maio 17

Há um tempo atrás, uma amiga passou por uma situação difícil, daquelas que eu e outras tantas pessoas que ela tem por perto correram para ouvir e dar conselhos. Agimos na esperança de poder ajudar a pessoa que a gente tanto gosta a se sentir melhor, a ficar bem, a sair dessa. E eu não sei se para as outras amigas isso foi uma surpresa, mas para mim a reação dela foi algo tão diferente do que eu faria que aquilo até hoje, semanas e semanas depois, ainda ecoa em mim.

Antes que eu ou qualquer outra amiga pudesse desbravar no mundo dos conselhos, ela veio e disse: “eu não quero conselhos, quero agir por conta própria. Tudo bem para vocês?“. E desde então temos respeitado o silêncio que ela impôs em relação ao mundo externo,  para que ela aja conforme o que ela pensa e o que ela quer, sem acabar ficando confusa com conselhos de outras pessoas – por melhor intencionados que fossem (e eram).

E sabe que eu achei digno e super inspirador ela ter feito isso? Me fez pensar o quanto de mim ainda é uma criança de 10 anos que precisa ter minhas atitudes e ações acolhidas por outros, sabe? O quanto de mim ainda é ansiedade por sentir que não agradei? O quanto de mim toma como problema pessoal a não aprovação das pessoas? Ou a simples indiferença? Que parte de mim, grande ou pequena, precisa contar aos outros o que pensa para receber de volta uma aprovação de que o que eu penso está certo?

Minha amiga talvez não saiba que, além do bem que ela fez a ela mesma, ela  me deu um alerta (mais um, na verdade) de algo importante que desejo trabalhar em mim mesma: substituir a aflição de não agradar os outros sempre, pela certeza de que o que eu faço me agrada. Ela, muito provavelmente sem saber, me lembrou da importância de agir conforme o que me parece certo, sem me confundir com o que os outros esperam de mim; me lembrou da importância de encontrar sossego no que é verdade para mim mesma, sem transferir a responsabilidade do que me faz bem para o outro. Me lembrou que as pessoas que se gostam por muitas vezes podem discordar, e que eu não preciso me sentir mal por isso. Me lembrou ainda, que eu não controlo o que os outros pensam a meu respeito – e que, apesar de ter sido sincera e verdadeira comigo, o que eu sou não agradou alguém. E que é normal se e quando isso acontecer.

“uns vão amar-te, outros vão odiar-te: e nada disso terá a ver contigo”. Combinado?

uhu, looks da semana para vocês! agora sim podemos começar a semana com  pé direito, né?

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1 – compromissos do blog: jardineira Boah, blusa Zara, meia Zara, sapato e bolsa Schutz
2 – dia a dia: cropped frufru, saia mesckla, parka zara, tênis melissa;
3 – sexta à noite: tricô frufru, saia dafiti, bolsa it bags brasil, bota vicenza
4 – almoço de sábado: blusa não lembro, maxi cardigan frufru, calça renner, cinto forever xxi, bolsa arezzo, sandália schutz

beijos, madames!

Categoria: Diário de Madame