post da Martinha Fonseca

Grey´s Anatomy: que mania de ser Grey

#DiárioDeMadame

10 abr 17

Vocês sabem que eu sou uma fã assumida de Grey´s Anatomy, não é? Mas ao contrário de boa parte das pessoas que eu conheço, apesar de gostar de Grey, a personagem principal da série não é minha pessoa favorita. Sim, ela consegue ser uma super amiga, fiel, protetora; capaz de se machucar e se anular para salvar quem ela ama. Uma puta qualidade, claro.

Mas há algo em Grey que eu tenho realmente problemas em lidar (e nessa hora, por favor, não me achem louca por tratar uma personagem como uma pessoa real; sou apegada a Grey´s!). Em certas circunstâncias, Grey simplesmente não fala. Não se expressa. Não diz o que sente, o que deixa de sentir, o que incomoda ou deixar de incomodar. É como se ela achasse que não tem direito de querer algo; ou como se ela esperasse que, ao não falar, o problema, o embate ou a confusão não fosse acontecer. Só que sempre acontece, né? E é sempre pior do que poderia ter sido se a bendita tivesse falado algo antes.

Às vezes acho que Meredith Grey, assim com outras tantas pessoas que eu conheço e que agem igual a ela, pensam que não é obrigação dela expressar o que, para ela, parece tão óbvio. Só que nem sempre o que é óbvio para ela é visto da mesma forma pelas outras pessoas ao redor, sabe? E aí, o que poderia ser simples, fácil, claro e direto, se torna um caos, uma sucessão de mal entendidos, ofensas, decepções e acontecimentos tristes.

E aí, a pergunta que não para de ressoar na minha cabeça é: que mundo é esse em que falar sobre o que sentimos, sobre o que esperamos e queremos é algo tão difícil assim? Por que presumimos que o outro sabe necessariamente o que se passa na nossa cabeça e que a convivência obriga as pessoas a saberem exatamente o que esperamos de determinada pessoa ou situação? Afinal de contas, que mundo é esse em que perguntar ofende, em que ser claro e objetivo é humilhante, em que não existe mais paciência para explicar as coisas?

Claro que, se Meredith não fosse Meredith, metade dos dramas e histórias de Shonda Rhimes em Grey´s Anatomy não teria acontecido e, muito provavelmente, eu não estaria há 13 temporadas acompanhando a série. Mas quando a gente vem pro mundo real, a banda toca diferente: e se já é tão difícil ser adulta, assumir desafios, enfrentar derrotas, aceitar nossas limitações, me parece meio bobo querer dificultar o que já é difícil e ficar nessa birra de achar que o outro deveria saber o que nos faz feliz, o que faz sentido para gente, o que esperamos que o outro faça.

Na boa? Fale, explique, expresse. Por mais bobo e óbvio que pareça. Às vezes, é melhor pecar pelo excesso.

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beijos, e boa semana pra gente, madames!

 

 

Categoria: Diário de Madame