post da Martinha Fonseca

A resiliência e a capacidade de enfrentar os problemas ativamente

Diário de Madame

13 mar 17

Resiliência: ao meu ver, hoje, uma das melhores características que um ser humano pode ter, ou melhor, desenvolver.  Na definição do dicionário –  no que se refere ao sentido figurado de resiliência emocional e que é o enfoque que me interessa aqui -, resiliência é a “capacidade de superar, de recuperar de adversidades”. É basicamente não ceder às pressões do dia a dia, é não reagir de forma desequilibrada a elas, é não se deixar dominar por elas.

O mais interessante dessa característica quase mágica de um ser humano é que ela não é algo como a cor dos olhos, a cor da pele ou alguma predisposição genética que carregamos por toda vida. O que quero dizer é que ser resiliente não é algo que nasce com  a gente, e que de forma bem catastrófica e simplista poderia definir que quem tem tem, e quem não nasceu para ser assim jamais o será. Ao contrário, resiliência é algo que dá para desenvolver, sabe? É quase que como os músculos que treinamos na academia (ou no crossfit). Ser resiliente é resultado de um processo de aprendizagem ao qual qualquer pessoa pode se submeter. Não é maravilhoso isso?

Lendo sobre o assunto e conversando sobre ele com minha psicóloga (acho que ela não sabe que está virando um personagem aqui, hehehe) percebi um detalhe básico sobre o processo de aprendizagem da resiliência sobre o qual não tinha me dado conta antes e que é fundamental para gente ser bem sucedido nesse negócio de atravessar os problemas de uma maneira construtiva: você tem que reconhecer que seus problemas são seus.

Há uma tendência passiva em certas pessoas  de identificar os problemas que as cercam como responsabilidade do outros. José pode até ser a pessoa que é atingida por certas atitudes de João, ou pelo jeito de ser ou pelo temperamento dele. Mas enquanto José não se enxergar como parte desse processo que o machuca, como a parte que de alguma forma autoriza (ainda que inconscientemente ou movido por alguma demanda emocional) esse comportamento de João diante dele, muito provavelmente José não conseguirá lidar com esse problema, geri-lo e, de forma resiliente, não sucumbir a ele.

Há uma inteligência emocional na raiz da capacidade de resiliência. Uma coisa não existe sem a outra, uma coisa acaba levando à outra. Porque não se pode mudar algo sobre o qual não temos domínio. Não podemos querer gerir aquilo que não reconhecemos existir, e nossas atitudes não tem relevância ou ingerência sobre aquilo que não é nosso e em relação ao qual nos eximimos de responsabilidade.

Os seus problemas são seus. E no momento que de fato forem, perceba, ficará mais fácil lidar com eles, não se deixar dominar por eles e até, quem sabe, não só reagir a eles de uma forma melhor e mais inteligente, mas também, de alguma forma, torná-lo um “não-problema” para você.

Que a nossa semana seja iluminada, madames!

Vamos aos looks da semana? Amei todos! hihihih

diariolooks

1. para resolver coisas na rua: blusa Boah, Saia Rosa Chá (Dafiti), Bolsa e Bota Schutz
2. Dentista e outras coisas na rua: blusa Colcci (dafiti), Calça Renner, blusa jeans Zara, Bolsa e sapato Schutz
3. evento: conjuntinho @frufrustore, blusa GAP, sandália e bolsa Schutz
4. evento arezzo: look @mesckla, sandália Arezzo
5. almoço com amigas: blusa Zara, calça Renner, sapato e bolsa Schutz
6. acompanhar amigas em uma competição de crossfit: blusa farm, short zara, bolsa Arezzo, sandália Ipanema.

Ah! Madames, eu sei que ultimamente tenho ilustrado o diário de madame apenas com as fotos dos looks (o que eu já acho super bom!), mas essa semana foi especial no quesito “encontros” , então quis deixar aqui o registro:

looks2

Na quarta-feira, 08/03, participei de um evento déli na Frufru, junto com a marca Onça Preta. Aí em cima sou eu, claro, e a equipe da loja que sempre me atende com a maior alegria!! <3looks3

Acima, as madames mais tagarelas que eu conheço (eu incluída, claro!). Foi ótimo encontrar duas madames (Alana e Larissa) dois dias seguidos, nos dois eventos. Aí, na Arezzo, ganhamos a companhia extra de Malu, outra madame fofa! Já podemos marcar o cineminha e um cafézinho para mais bate papo, madames! <3

looks4

E aqui, euzinha com as franqueadas e amigas da Arezzo, Mariane e Raquel, além de Julia, vizinha e amiga, e Chris Ricci, consultora de moda que arrasou explicando as tendências de inverno lá no evento! :)

 

Categoria: Diário de Madame
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6 comentários
  1. Bianca

    Ai ai… a terapia é maravilhosa para autoconhecimento né?! E é impressionante como a sessão não acaba depois daquele tempinho ali. Duas coisas que aprendi com a minha terapia é que nós podemos escolher a maneira como as cisas nos atingem e que devemos estar sempre em observação das nossas próprias posturas. Como vc mesma disse, o temperamento de José pode até me desagradar, mas encarar sempre como uma ofensa pessoal e algo que me tira do equilíbrio é uma opção minha. José não é obrigado a mudar sua personalidade porque me incomoda, não é mesmo?!
    Ah! Não comentei nos posts de semana passada, mas AMEI que teremos favoritos com mais frequência por aqui.
    Beijos

    Responder
    • isso, bianca!! eu estava conversando sobre isso há algumas sessões. que se eu estou indo lá e falando de um incômodo meu em relação a algo ou alguém, sou eu que tenho que mudar o jeito de reagir a isso. a outra pessoa pode estar super feliz em ser quem é, e não é ela que está sentada ali na cadeira na sala de uma psicóloga né? então vamos assumir nossa parte ativa nas nossas vidas!! beijos!!

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  2. Thalita Carvalho

    Ai Martinha, esse diário pisou no meu calo ! Resolver, evoluir e não baixar a cabeca mediante nossos problemas é a maior prova de fogo pra mim, sigo matando um leão a cada dia que acordo pra não perder a cabeça e me desequilibrar muitas vezes até com pequenas coisas. Bjos

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    • oi thalita!!
      matar um leão por dia é um lema pra muita gente né? eu incluída!!! mas vamos nessa que aos poucos a gente consegue tomar as rédeas das situações! beijos!

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  3. Amei o tema do diário, tenho pensado bastante sobre o assunto me considero resiliente, já enfrentei tantas coisas, que dariam um livro, mas ainda é complicado tirar das caixinhas internas algumas coisas que vamos acumulando entre uma caída aqui, uma levantada ali… voltei pra terapia depois de um bastante tempo, agora com foco na compulsão por compras, um excesso que está escondendo alguma falta… mas sei que uma hora ou outravtetei que enfrentar outros problemas e continuar resiliente. Faz parte da vida. Obrigada Martinha, você é uma inspiração para mim. Beijos.

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    • oi carla!!
      a vida de adulta é assim mesmo né? cheio de altos e baixos e muitos, muitos desafios!!! que a gente aprenda e exercite sempre nossa resiliência! beijos!

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