post da Martinha Fonseca

Como usar jaqueta bomber

1 peça, 3 looks

13 fev 17

a-há, madames! Uma das coisas que prometi que faria aqui no Armário de Madame em 2017 era falar mais de moda de um jeito que vocês pudessem colocar essas dicas na prática na vida de vocês, certo? Então cá estou eu – muito feliz, diga-se de passagem – com esse post de “1 peça, 3 looks” para conversar com vocês um pouquinho sobre como usar jaqueta bomber.

Lembram que em um dos garimpos que fiz esse ano na C&a, eu mostrei uma jaqueta bomber mara e disse que tinha comprado? Pois então, eu a trouxe novamente no post de hoje para mostrar para vocês três formas de usar a mesma peça, só que de formas diferentes, claro. Afinal, migs, a gente tem mais é que dar versatilidade às peças que a gente escolhe ter no armário, néam?

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Esses looks que ilustram o post de hoje são looks da vida real, e por isso mesmo quis preservar a foto na frente do espelho. Eventualmente posso fotografar com Mari, com fotos mais bonitas e profissionais, mas não vamos nos sentir preses nem a um estilo nem a outro, ok? O que importa aqui é o conteúdo e a troca de informação. :) Vamos às dicas, então?

Nesse primeiro look, compus com a bomber de um jeito bem descontraído, com shortinho de cintura alta e muita perna do lado de fora. Essa, aliás, é uma ótima forma de driblar o calor: já que os braços estão mais cobertos, a gente usa um decote mais generoso e coloca as pernocas pra jogo também.

De todo modo, focando no uso da jaqueta bomber e como ela é mais volumosa, a minha dica é usar as outras peças no looks para marcar mais a silhueta, e assim evitar se sentir mais arredondada do que você é de fato. Por isso a escolha do cropped mais justinho e do short com a cintura alta bem marcada me pareceram boas escolhas. O mix de estampas (o preto e branco do short conversam com essas mesmas cores da bomber) entra como um plus para deixar o look descontraído também charmoso.

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O segundo look eu usei na mesma semana do primeiro, e talvez por isso algumas peças tenham ficado bem parecidas. Mesmo assim, o resultado final foi diferente! Olha só: dessa vez a bomber entrou como terceira peça sim, mas de uma maneira mais discreta. Como o tecido dela é bem fininho, eu consegui amarrá-la, reforçando a ideia de que “oi, aqui tem uma cintura“, sem fazer muito volume. Esse truque de marcar bem as parques do corpo funcionam para alongar a silhueta e não fazer com que você se sinta escondida atrás de uma montanha de roupas. Quando você usa peças de volumes mais diferentes como a pantacourt, por exemplo, esse truque se torna ainda mais valioso!

Dessa vez, para não deixar o look óbvio demais na combinação de cores, eu usei uma cor que não tem na estampa da jaqueta, mas que conversa bem com o verde e o vermelho:o amarelo mostarda. O preto ajudou a custurar todas essas cores e deixar o visual mais harmônico. Então aqui fica a dica, tá, madames: a gente não precisa usar apenas as cores da estampa na hora de combinar a peça estampa com outra peça lisa. Dá para ousar um pouquinho, e nesse sentido, exercitar o olhar observando os looks que a gente gosta nas pessoas a nossa volta pode ser uma ótima fonte de inspiração de novas combinações de cores.

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Por fim, o look mais moderninho dos três e já com uma pitada de inverno 2017. Vamos lá destrinchar esse visú e entender como o compus? Repare que repeti a ideia da pantacourt, mas essa é mais dramática, mais folgada e curta do que a peça do look anterior, deixando o visual mais dramático.

Como a bolsa já era pesada, a calça, mais moderninha, o sapato (mule, tendência do inverno!) também tinha sua dose de modernidade, dei um respiro na tshirt usando uma peça lisa e branca. Gostaria de ter usado uma com gola V para ajudar a alongar, mas não tinha em casa na hora, então foi a gola redonda mesmo. Usei um colar mais alongado e assim conseguir balancear tanto pesos e peças “achatadoras”.

Nesse look, o jeito de usar a jaqueta bomber aconteceu menos preocupada com a funcionalidade (calor) ou com a as cores (como no segundo look), e mais com as proporções e pesos das peças. Veja que sem a bomber, o look é bem basicão. Mas aí a bomber entra para dar um arremate final, sabe? E é isso que faz diferença na hora de montar um look que a gente olha no espelho e ama.

Entenderam, madames?

Qual o look tem mais a cara de vocês? Que dica foi mais valiosa? Ou que outra dica vocês têm para compartilhar sobre o assunto? Que tal me mandar fotos com o seu look e o seu jeito de usar jaqueta bomber? Posso fazer um post colaborativo!!!! Que tal?

Mandem emails até fim do mês com o título “look com bomber” para martinha@armariodemadame.com  !!!

 

Categoria: Moda
post da Martinha Fonseca

Será?

minha primeira sessão de terapia

13 fev 17

Tirei uma das minhas metas de 2017 do papel, e na semana passada comecei a minha terapia. E como eu não sou marinheira de primeira viagem, já sabia que apesar de gratificante e enriquecedora, fazer terapia nunca é um processo fácil. De todo modo, fica aqui o registro de que a quantidade de “será?” que eu ouvi em 50 minutos bateu recorde.

Mas isso já está bem resolvido dentro de mim”. 

“Será?”, ela me responde, me pergunta.

Esse é um processo que eu já aceitei como funciona”.

Será?”, ela me questiona de novo.

Saí de lá com a cabeça a mil, pensamentos, questionamentos, incertezas e dúvidas sobre coisas que antes eram tão certas e absolutas. E isso só em 50 minutos. A terapia não é maravilhosa? Longe de ser um processo instantâneo, eu sei, mas é que estou apenas no início desse recomeço e já estou adorando voltar a pensar sobre mim e me conhecer a fundo, sem amarras, sem preconceitos, com um pouco de dor de ver a verdade e um pouco de alegria de saber que essa sou eu de verdade.

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Ainda há uma parte de mim, como já falei inúmeras vezes, que desejaria voltar atrás, que desejaria o passado que mostrava um futuro linear, que tinha na ignorância o abrigo da felicidade e que se sente abandonada toda vez que uma mudança brusca de processar na minha vida. Mas, ao mesmo tempo, há em mim um orgulho enorme por ter sobrevido à perda da super proteção e do filtro cor de rosa da vida.  E, mais do que isso, há um vontade corajosa em querer me reencontrar nessa nova realidade, superando medo, desfazendo estigmas, diminuindo pesos e aumentando a leveza.

Claro, dá um frio na espinha quando eu falo algo com conviccção e ela me responde com um “será?”. Mas dá também um frio na barriga em ver que, sim, estou ali, corajosa, inteira, entregue, pronta para evoluir um pouco mais. E não é para evoluir que vivemos?

 

Categoria: Diário de Madame