post da Martinha Fonseca

A batalha interna de cada um

as lições do documentário "Amy"

22 fev 16

Você certamente já leu essa frase em algum post no instagram, facebook ou até grupo do whatsapp – isso se, você mesma não postou em suas redes sociais:

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“Todo mundo que você encontra está enfrentando uma luta sobre a qual você não sabe nada.
Seja gentil Sempre”.

Pura verdade, até a mais terrível e mesquinha das pessoas irá concordar. Mas por que algo tão simples parece tão complicado de se colocar em prática?

Semana passada eu assisti na Netflix o documentário Amy, sobre a vida da cantora Amy Winehouse. Fiquei devastada. Sabia, por alto, do vício dela com as drogas e álcool, mas confesso que nunca havia pensado nela com algum tipo de humanidade. Eu, tão avessa ao uso de drogas, só conseguia ver uma pessoa com voz genial que perdeu a batalha contra as drogas. Uma derrotada. Como se fosse fácil estar ou sair dessa batalha, como se ela também não tivesse tentando com afinco porém sem sucesso em todas as vezes, como se ela mesma não tivesse se sabotado (e sofrido por isso), como se as pessoas ao redor dela também não tivessem contribuído para isso. Via apenas a Amy das manchetes: a drogada, a maluca, a que abandonou um show no meio de tão lost que estava. Não via, não sabia e a verdade é que não me esforcei para saber, na época, sobre mais detalhes sobre sua vida e sua morte, sobre quais os fatores que a tinha levado até esse triste fim. Era apenas uma drogada que jogou sua vida fora.
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Me senti mal depois de assistir ao documentário, de ver como ela já era frágil quando ainda adolescente, como a indústria musical pode ser cruel com cobranças de sucesso e volume de shows infinitos (e do qual a gente faz parte e contribui, porque como público e fãs queremos sempre muitos shows e muitos sucessos, lançado um atrás do outro); como o pai dela era um irresponsável, aproveitador, imbecil que usou a filha até o último instante, mesmo quando ela tentava dar um último respiro antes de se afundar na bebida novamente; como um namorado pode ser tão terrível, egoísta, mau caráter…

Só que aqui, do outro lado, a gente só lembrava da Amy drogada, a que estampava tshirts com “drink now, rehab later”, e como a gente se divertia com isso…

E, em certa medida, ainda se diverte. Afinal, assim como a Amy que a gente queria ver, com uma voz incrível e uma vida social “movimentada”, as fotos em redes sociais estão aí, estampando felicidade e momentos incríveis (afinal, quem quer compartilhar coisa chata e triste?), fazendo as pessoas esquecerem que aquilo lá, por maior que seja a frequência das postagens, é apenas uma fração da vida de alguém. É apenas o filtro que escolhemos para mostrar a melhor parte de nós mesmas.

Lá somos completas, felizes no trabalho, cheia de amigas que dizemos sentir falta (entupimos as fotos com comentários cmo “aiiiii, que saudade, amiga linda!!! vamos nos ver”) mas que nem são nossas amigas mais, porque deixamos a vida, a correria, a preguiça levar para longe quem queremos bem.

“Amy” foi um soco no meu estômago.  Mas um soco bem dado, merecido, talvez. A gente esquece da batalha que as pessoas lutam internamente, esquecemos que até a mais glamurosa e divertida das vidas de instagram tem seus perrengues, e sofrimentos, e tristeza.

às vezes, só com uma tragédia para gente lembrar da humanidade nos outros. E em nós mesmas.

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Oi, madames!!

Prontas para segunda metade do Diário de Madame?? Primeiro, claro, os looks da semana! Amei cada um deles, e confesso que fiquei orgulhosa de mim: apenas de dias menos inspirados do que outros, eu saí satisfeita de casa todas as vezes. É uma delícia isso, né?

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1, Para resolver coisas na rua: blusa Zara, calça Topshop, Blazer My Place, Rasteira Luiza Barcelos, Bolsa Kate Spade, Óculos Fendi (Cristalli)

2, Reunião: Blusa Zara, Calça Bob Store, Jaqueta H&M, Sandália Arezzo, Bolsa Kate Spade

3, ida ao shopping: Blusa Iódice, Short Zara, Bolsa  e Sandália Schutz

4, almoço com amiga: Blusa Zara, Calça Artsy (Mesckla, Colar sd (Mesckla), Sandália Sthepánie, Bolsa LV

5, Batizado: Blusa Forever XXI, Saia Dress To, Sandália Stephanie, Bolsa L V (e a amarela, que acabei desistindo de usar, La Clé).

6, jantar de domingo com amigos: Blusa Gap, Short Blume, Casaquinho Zara, Rasteira Schutz.

 

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essa sou eu descobrindo que sei fazer “boxer braids”!! fiquei feliz, e quero gravar e já ensinar o tutorial para vocês ainda essa semana. fiquem ligadas!

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olha esse sapato da  Zara! Coleção nova de inverno, eu sei que ele é polêmico, quase feio. Mas é tão diferente, que achei incrível e quase compro! sou louca? hahahah tô muito boyish…

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Viram que essa semana eu comecei a dar dicas de produtos legais no instagram também? além de ser um lugar para compartilhar minha vida, e divulgar posts, agora quero dar diquinhas legais por lá também. como tem madame que não vem nunca aqui no blog (preguiçosas, hein??), essa é uma forma de a gente agitar as coisas por lá também!

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por fim, print na foto da assessoria da Cristalli, ótica parceira aqui do blog, que divulgou a notinha que saiu no A Tarde (e também no jornal Tribuna da Bahia) sobre as fotos que fiz para marca! êee, adorei!

Categoria: Diário de Madame