post da Martinha Fonseca

O melhor e o pior ano das nossas vidas

a vida parece mais legal na metade de cá

09 nov 15

Daí que você anda na rua e tem gente que acha normal te assediar com todo tipo de piadinha nojenta só porque sua roupa – teoricamente – dá esse aval a alguém. E, claro, porque você é mulher. Ou então você comenta algo pessoal no Facebook, e uma enxurrada de gente se acha no direito de te xingar só porque discorda. Tem ainda os escândalos de corrupção e a cara de pau desse povo que sinceramente não sei como faz para dormir em paz. Ou então, seilá, um site de notícias coloca uma manchete com os ganhos de Wesley Safadão e seu volume imenso de shows, e o povo, que provavelmente não tem nada melhor para fazer da vida, resolve xingar o cara, dizendo que Caetano, Gil e mais outros nomes são bem melhores e “meodeos! que tipo de país é esse que ouve safadão“.

pausa para uma respiração enfadonha. tsc.

Ai, gente, jura? Jura que é preciso diminuir alguém para elogiar outra pessoa? Jura que os homens na rua não tem nada melhor para fazer na vida do que assediar com supostos elogios as mulheres que passam? Jura que ninguém tem nada melhor para fazer do que entrar no instagram de alguém e sair comentando “horrorosa”, “aproveitadora”, “mau caráter”, “cafona” e outra meia dúzia de impropérios? Jura?

Dá um desânimo ver gente assim no mundo, né?

Bem, que dá, dá. Só que aí, quando tudo parece se encaminhar para ser o pior ano da existência humana, você vê gente que se importa com um cachorrinho sem lar, gente que compartilha notícias importantes e de referência sobre feminismo e ajuda várias meninas (tipo eu!) a se informar mais e a entender porquê é tão importante lutar a favor dessa causa, gente que se junta para rir, que anima um grupo do whatsapp com assuntos de verdade e resenhas hilárias. Ah, o ser humano: assim fica fácil te amar de novo.

É muito louco como eu tenho essa sensação de que vivemos o melhor e o pior ano das nossas vidas – com vocês parece ser assim também? Ao mesmo tempo que absurdos e retrocessos acontecem o tempo todo, tem coisa boa acontecendo também, gente se reinventando, gente taletonsa aparecendo, gente criativa que faz do pouco algo muito significativo. Não é delicioso isso?

Acordo na segunda-feira com vontade de fazer parte dessa segunda metade de pessoas. Aquelas que vivem para algo legal, que não transformam tudo num drama pessoal de perseguição e de inveja, que têm problemas mas conseguem viver feliz apesar deles – e sem precisar cantar felicidade por aí para ver se ela vira real mesmo.

O mundo está cheio de gente pesada que justifica qualquer tipo de atitude insensata que machuca quem está ao redor (ou do outro lado da tela do computador) como “tenho atitude”, “sou verdadeira”, “vivo intensamente”, “sou sincera”.

Me cansa.

Eu, por outro lado, assim como acontece com as pessoas que eu escolho para estar ao meu redor, prefiro viver tomando conta da minha vida mesmo, compartilhando coisas boas, aprendendo a viver com meus defeitos, a enxergar beleza na vida, e força em mim mesma para enfrentar o que acontece de ruim. A vida parece mais legal na metade de cá.

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gente, deu tilt no sistema essa semana. Não fotografei meus looks (em minha defesa, foram poucos por conta do feriado e também porque fiquei bastante tempo em casa resolvendo coisas no computador), e não fotografei muito as coisas, além dos cliques que eu já compartilhei no instagram – e que não tem graça alguma repetir aqui.

De extra, apenas esse clique durante as gravações do Miss Interior, em Valença (interior da Bahia), durante esse fim de semana. Começo a semana cansada como se já fosse uma quinta-feira, porque foi uma programação intensa desde quinta-feira a noite! Mas sabe que fiquei feliz em ter participado? O conteúdo vai ao ar em breve na TVE (quando tiver a data certinha eu divulgo para vocês!), e foi especial ver o tanto que as meninas que participaram se dedicaram e acreditaram em tudo que fizeram. A vida é tão simples às vezes… <3

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Categoria: Diário de Madame