post da Martinha Fonseca

Diário de Madame

Levar a vida no automático, colocar a culpa de tudo nos outros e esquecer de ser autora da própria vida. Vale à pena viver assim?

06 jul 15

“Ah, ela não consegue se entregar a nenhum relacionamento porque sofreu muito com a separação dos pais quando era criança”.

“O problema é o exemplo do pai  (ou mãe) que ela têm em casa”.

“Ela é filha única, a mãe criou cheio de vontades”.

“Ela vive em um relacionamento doentio porque sofreu muito com a ausência do pai na infância”.

Ouço esse tipo de afirmação com tanta frequência – e eu mesma falo algumas delas também – que me pergunto quando é que a gente vai parar de justificar os nossos erros colocando a culpa nos outros. Tá, a gente não precisa ir muito longe para saber que as experiência pelas quais a gente passa na vida nos moldam e moldam a nossa visão de mundo, e que por muito tempo a gente vive meio que em modo automático: o que meus pais ensinam são 100% verdade e o que eu vivo em casa é o que define o que é certo e o errado no mundo.

Tudo bem viver assim por um tempo. É normal. Mas é que chega uma hora – e aí pode ser aos 12 anos, aos 18, aos 25 ou 40! – que você começa a raciocinar por conta própria, ter e viver suas próprias experiências, e tirar suas próprias conclusões sobre o mundo, sobre você e sobre as pessoas à sua volta – inclusive para chegar à conclusão que nesse ou naquele assunto específico você e seus pais pensam diferente.

O que quero dizer é que a gente não pode sair por aí vivendo a vida pra sempre no automático, reproduzindo padrões ou sem se questionar o que nos motiva a fazer isso ou aquilo. Quer dizer, poder poder. Mas será que vale à pena? Será que sua vida não pode ser mais que isso?

Porque quando a gente entra nessa de só justificar o que faz – ou deixa de fazer – a culpa nunca é nossa e a gente passa o controle da nossa vida para outra pessoa (e vamos combinar, que dar esse peso para alguém não é necessariamente algo muito justo nem com a gente nem com os outros). E perceba que, passar o controle da sua vida a alguém, ao contrário do que a gente tende a imaginar, não elimina o sofrimento. A gente continua convivendo com as consequências das nossas escolhas e atos, sofre porque foram más escolhas e, quer saber? Sofre de novo porque não consegue resolver, afinal, a culpa é do outro e na maioria das vezes o outro, que nem sabe que tem esse controle todo sobre você, está cagando pros seus problemas e pra resolução deles. Você fica, então, com dois pepinos na mão e uma vida que vai passando na sua frente sem você ter nenhum prazer e orgulho do que vê, faz ou fez.

“A minha vida é minha” é uma frase que todo mundo deveria ser proibido de esquecer por meio segundo que fosse. Talvez isso ajudasse a perceber o tanto que é importante ser autora da própria vida, agente das próprias mudanças e conhecedor das próprias fraquezas e forças. Se conhecer é um processo difícil, sabe? É dolorido, às vezes te dá vergonha de reconhecer que você age assim ou assado por conta de uma motivação tão boba e ao mesmo tempo tão poderosa sobre você. Mas você só vai agir diferente quando mudar os estímulos, e para saber o que precisa mudar, você precisa conhecer, timtim por timtim, do que acontece com você, né?

Se permita esse caminho,  reconheça a influência dos outros e de experiências prévias sobre você, mas não se apegue a isso como justificativa para seguir o caminho mais fácil:  ser Gabriela Cravo e Canela e bancar o “eu nasci assim” não vai te levar muito longe, não.

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hihihih, espero que gostem do textinho do Diário de Madame hoje, madames. Fiquei pensando no assunto durante a semana toda, e ficou inevitável não compartilhar isso com vocês. Quero saber o que pensam, se concordam, se já viveram ou vivem algo do tipo…vamos conversar tá? <3

Ah! E vamos começar sobre minha semana também, hihih! Abaixo, os highlights:

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O retorno ao #SaúdeDeMadame segue entrando no ritmo. No fim de semana dei uma derrapada aqui ou acolá, mas nada como uma nova semana para tentar não reproduzir os mesmos erros, certo? E eu prefiro focar nos avanços, afinal manter a corridinha à noite e apertar o ritmo no crossfit é bom demais! Requer esforço e força de vontade mas dá orgulhinho também sabe?

Vamos seguir em frente, então, que faltam 15 dias pro casamento de uma amigona, e eu preciso ser uma madrinha bonita, né? hihih x) Vamos nessa!
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Os looks da semana foram basicamente esses três:

1. Para ir ao banco: Casaquinho Riachuelo, blusa C&A, Calça Zara, Oxford C&a, Bolsa Schutz
2. Aniversário de 91 anos de vovó: Blusa Dress’D, Saia Espaço Fashion para Dafiti, Sandália Schutz, Bolsa Arezzo
3. Jantar sexta à noite: Blusa, Bota, Colar e Blazer Forever XXI, Saia Boah, Bolsa Prada.

Meu preferido? Os três! hahaha Não consigo decidir se amo o primeiro pelo toque boyish, o segundo porque ser um basiquinho tão lindo ou o terceiro pela misturinha que deu certo.

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Teve também essa semana gravação de video, uhu! Finalmente coloquei no ar o video com a tag 50 Fatos Sobre Mim, que vocês tanto me pediam! Adoro quando consigo fazer algo assim, tirar uma pendência das costas, sabe? e de quebra agradar vocês com um conteúdo que era tão pedido! bom demais!

Amanhã entra no ar um Maquia e Fala, tá? E tô planejando também um tag com Sam, que ele tá de férias e eu preciso dar ocupação a essa menino! kkkkk mas se tiverem mais idéias, se joguem aí nos comentários e me ajudem. Tá na minha listinha também gravar um video sobre as bases que tenho, e já me sugeriram um sobre viagens, mas será que tem uma tag específica sobre isso? Alguém sabe?

Espero que tenham gostado do Diário de Madame de hoje!!! Comentem muito!

 

 

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