post da Martinha Fonseca

Diário de Madame: minha rotina e uma reflexão

05 maio 14

Ontem a noite fui ao cinema assistir pela segunda vez “Divergente”, já foram ver? Muito legal, muito fofo! Há uns 15 dias atrás eu já tinha visto com meu irmão e gostei tanto do filme, que afim de poder assistir as continuações que virão (vai demorar muito?hihih), topei ir novamente ao cinema com o boy e mais um casal de amigos, para que eles também curtissem as futuras continuações comigo. Amei o filme, mega recomendo! Mas ó, relaxem, esse post não terá spoilers porque não é exatamente sobre o filme que quero falar hoje com vocês.

Ainda sobre o editorial, foto com Hallinson, essa pessoa fofa e mega talentosa, responsável pelo make & hair das fotos. Quem quiser saber mais, é só seguir @hallinsoncosta no instagram!; e no outro clique, uma foto dos bastidores. Vendo as fotos no post de quinta-fera, nem dava para imaginar que o cenário das fotos do sofá tinha mar e coqueiros atrás néam? Mari rocks!

Meu primeiro pensamento ao sair da sala do cinema, confesso, foi “Amei Jogos Vorazes, mas gostei ainda mais de Divergente e por coincidência, nesse mesmo fim de semana, li um texto no blog da Carla Lemos, o Modices, sobre o feminismo e personalidades atuais que defendem a filosofia.  Bem, quem me conhece sabe, eu sei pouco sobre o feminismo e tenho uma resistência natural a tudo que me parece exagero – nem 8, nem 80 sabe? Daí que mesmo assim fiquei interessada em ler esse post, e ao final, uma parte em especial me chamou atenção.

Percebi que não só eu estava fazendo comparações e conexões entre Divergente e Jogos Vorazes. A tirar por trechos da entrevista postados no tal post do Modices, a mídia também já estava fazendo comparações entre os dois filmes e as duas protagonistas. O que me chamou atenção, no entanto, era que não era um tipo de comparação técnica e natural sobre filmes concorrentes. Era aquele tipo de comparação mais sórdida, cruel, pequena e tacanha típica das revistas de fofoca e, por que não, tão típica da vida que levamos hoje em dia. 

Dando notícias do #saudedemadame, essa sou eu, almoçando em shopping em dia de completa correria. A minha vontade era Spoleto, mas né, #fé #foco #deusnocomando e eu acabei indo no Raízes, fazer um pratinho saudável. Yey!!

Por que tenho que escolher se sou team Ivete ou team Claudinha Leitte? Se prefiro Angélica ou Eliana? Ou ainda Xuxa? Por que tenho que bradar que sou muito mais Camila Coutinho ao invés de Thassia? Por que as pessoas alimentam, curtem e incentivam rixas entre mulheres?  Por que não somos acostumadas a ver as diferenças e conviver com elas ao invés de alimentá-las? Por que gostos e preferências do nada acabam virando disputas?

Perguntada sobre quem iria vencer uma briga da braço, ela, Shailene Woodley, protagonista de Divergente, ou Jennifer Lawrence, protagonista de Jogos Vorazes, a menina foi experta e respondeu:Nossas personagens iriam dizer ‘hey, garota, eu vejo o que há de bom em você’, ‘oh, eu vejo o que há de bom em você também!’. Não vamos brigar, vamos combinar nossas forças e brigar com outras pessoas juntas“.

Achei genial!! Não seria mais fácil ela cair no joguinho do entrevistado e iniciar ali uma disputa infantil e sem sentido entre ela e Jennifer Lawrence? Fiquei me perguntando se eu mesma, no lugar dela, não teria feito isso. E imediatamente pensei no meu dia a dia, no dia a dia das minhas amigas e de outras tantas mulheres, e nas chances que desperdiçamos em ter uma vida mais leve e feliz ao alimentarmos rixas idiotas com outras mulheres. Só os homens saem ganhando com isso.

Eles têm amizades duradouras, reais, sinceras e que nem sempre é baseada no tempo para ser tudo isso – sabe aquela máxima de que homem é corporativista e que basta ter sido apresentado a outro homem para ele sair em defesa caso ele precise? Por que nós, mulheres, sempre temos que ter grupinhos diferentes, temos que criticar a outra sem conhecer, temos que julgar e afastar? Odeio isso de que mulheres não são amigas. Por que não são? Por que não podem ser?

Alguns dos looks do dia em cliques informais, hihihihi ;*

De um tempo para cá, percebi um monte de coisa que eu queria mudar em minha vida na tentativa de ter mais paz de espirítio e mais felicidade – e isso envolvia mudar certas coisas na minha relação com o mundo, com homens e com mulheres também. Cansei de intrigas e hoje, apesar de ser fiel ao meu coração e meus instintos quando percebo que não gosto de fulano por algum motivo (e aí pode ser tanto homem quanto mulher), eu me policio para não ir pelo caminho mais fácil de criar rixas que não precisam ser criadas. Por que eu tenho que odiar a atual do meu ex? Ou a ex do meu atual? Por que a amiga do meu namorado não pode ser “apenas e sinceramente apenas amiga”? Ela necessariamente precisa ser mal intencionada, maliciosa? Sei não..

Não estou dizendo aqui que o mundo é cheio de pessoas boas – infelizmente não é. Mas se a gente entre nesse história de que o ser humano é necessariamente podre e que fulana é necessariamente uma piriguete (para não dizer coisa pior), ai…a vida fica tão chata, né?

E, por fim, alguns cliques das mil e uma comemorações de aniversário de 12 anos de meu irmão. O mau de fazer aniversário no feriado é que muita gente viaja; o lado bom é que ele aproveita isso para fazer chantagem emocional e me tornar refém das mil e uma comemorações dele. De quarta até domingo teve: visita à taça da copa, jantar em família, café da manhã, almoço, ida ao Outback com amigos, futebol e bolo aqui em casa (esse bolo lindo que D. Patrícia fez! hihi) e no domingo ainda teve outro bolo para comemorar novamente o aniversário, dessa vez na casa da vó. UFA!

Brinco com frequência que odeio ter inimigas porque tê-las, e sustentar um carão quando essa pessoa está por perto ou ter que criar aquele climão toda vez que estamos juntas e tudo mais que “ter uma inimiga” requer, dá muito trabalho; e que só por isso eu prefiro não ter inimigas. Eu brinco muito com isso! Mas é claro que é algo mais que me motiva a isso: eu odeio cada vez mais essa história de que mulheres não podem ser amigas, que não são sinceras umas com as outras, e que existem papéis (tipo esse de “ex” X “atual”) que elas têm que necessariamente se odiar. Ai, me cansa. Odeio quem me dá motivo real para isso, não quem o mundo manda eu odiar. Seja homem, seja mulher.

 E vocês, madames, o que pensam sobre isso? Dêem uma lida no post do Modices, vale à pena! Depois voltem aqui para comentar o que acharam, ok? O  tradicional post “Diário de Madame”, está aí em fotos e legendas; mas achei  aproveitar a oportunidade para expressar um pensamento que tive durante essa semana, e compartilhar tudo que penso com vocês.

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