post da Martinha Fonseca

Dos diálogos imaginários

14 mar 14

Nunca fui fã de terapias, tinha a maior resistência do mundo em fazer. Certo período da minha vida, porém, eu me rendi ao serviço e lá fui eu sentar na cadeirinha e começar a conta a minha vida. Era isso ou eu ia pirar, endoidar, surtar, enlouquecer. Engraçado que precisei da ajuda de um terceiro para perceber como eu era/sou ansiosa.

No início dessa semana, no “Diário de Madame”, fiz uma brincadeira sobre ser ansiosa com 2014, em ter tanta coisa acontecendo (copa, eleições, etc) e mencionei esse lance de construir diálogos imaginários na cabeça. É algo que eu preciso me controlar sempre – digo, s.e.m.p.r.e! – para não fazer. Hoje em dia tenho consciência disso, e por mais que tenha falado em tom de brincadeira sobre isso no post, eu meeeega me assustei com a quantidade de madames-leitoras que se identificaram com esse trecho do post. Gente, faz mal, muito mal.

Tinha uma época da minha vida que estava passando por uma guerra-fria-não-tão-fria-assim com uma pessoa com quem tinha convívio forçado – sabe o que quero dizer? aquela pessoa que, por estar com alguém com quem você sempre está, você encontra sempre, em todos os lugares e ocasiões. Era um martírio. Estava tudo tão errado, tão louco, tão absurdo, que era impossível não me consumir. E olha só o que acontecia: quando eu sabia que eu ia encontrar essa pessoa, eu ia o caminho todo até o tal encontro imaginando diálogos de deixar Manoel Carlos com inveja, numa piração sem fim: “se ela me disser tal coisa, eu já respondo assim; ela não vai gostar, paciência; e se ela me disser algo do tipo, eu respondo desse jeito assim ó…”. Malditos diálogos imaginários!

Eles não só não aconteciam, como eu já chegava no tal encontro-da-morte com um pico de estresse absurdo, consumida por algo que nunca aconteceu, na expectativa do pior (sempre, né?), e alimentada por energias ruins que nem combinam comigo. Eu sou alegre, feliz, de bem com a vida, bem humorada e, no máximo, irônica. Mas os diálogos imaginários levavam tudo isso embora, e tudo que sobrava era  pior versão de mim. Resultado? Ficava estressada, ansiosa, triste, com raiva de estar assim e monotemática com meus amigos: só falava desse mesmo problema, em modo “chata ad eternum“.

Precisei de alguns meses de terapia para perceber como esse processo era natural para mim. Bastava eu me sentir insegura com alguma situação (e nem sempre você se sente insegura só porque a outra pessoa é melhor que você, ou está mais certa que você), que os diálogos imaginários aconteciam. É diferente de você planejar o que dizer numa apresentação importante ou ir passando o assunto na cabeça quando vai conversar com algúem. Os diálogos imaginários são sempre sobre conflito, é sempre um diálogo difícil, é sempre uma situação de estresse e, por fim, é sempre algo que nunca acontece.

E vamos combinar? A vida já é difícil por natureza para gente dificultar ainda mais. Vamos parar com isso!

Sabe um clássico do diálogo imaginário? Briga com namorado. Ele fez merda, você se chateou, e até a DR acontecer, você já simulou todas as possibilidades, fez as perguntas que ele vai fazer (ou que você acha que vai), já elaborou as respostas e fez novas perguntas, as quais, na sua cabeça, você acha que ele não saberá responder e você ficará irritada, ainda mais. Percebe? Você se irrita por algo que ainda nem aconteceu! Aí você chega, encontra o boy, ele te pede desculpas…e…éee…veja bem, você é incapaz de aceitar as desculpas, deixar isso pra lá, ser racional e focar no que de fato importa, apenas porque sua mente já te estressou o suficiente para você não conseguir pensar em mais nada a não ser em ganhar a briga. 

E que diferença faz ganhar a briga?

Que diferença faz ter os melhores argumentos?

Que diferença faz causar inveja em Manoel Carlos (ou em Paola Bracho, se se adequar melhor..hahah) com seus diálogos imaginários?

Nenhuma, né?

Palavra de quem está em “rehab” eterna quando o assunto é ansiedade: é preciso querer – e muito! – mudar para se conseguir mudanças. E assim como toda pessoa com problemas de alcoolismo, de raiva desmedida e desproporcional ou qualquer outra coisa do tipo reforça sua atenção para não cometer os mesmos erros pelos quais sempre se arrepende, eu, ansiosa como sou por natureza, redobro minha atenção para, ao invés de ganhar diálogos imaginários mirabolantes, ganhar paz de espírito e um sono tranquilo. Sabe, eu ganho mais assim.

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35 comentários
  1. Andréa Conceição

    Martinha, impressionante como eu me vi nesse post. Não tinha parado pra pensar que eu me estresso tanto e à toa por coisas que nem chegam a acontecer… sem contar a energia ruim que isso deixa na gente, né? Me vi principalmente na parte da “DR com o namorado”… isso acontecia demais com o meu ex. Ele fazia alguma coisa (muitas vezes era até coisa boba), eu ficava criando a nossa DR, e sempre, S-E-M-P-R-E, acontecia dele pedir desculpas e como eu já estava furiosa por causa do tal diálogo imaginário que não rolou – sequer a introdução, rs – eu ficava de birra. Só agora eu notei o motivo da minha fúria nesses momentos! Obrigada por abrir meus olhos! :D

    Beeeijo
    http://www.itguel.com

    P.S.: Já nos conhecemos de um lançamento da Mesckla e de um evento com blogueiras no Centro de Convenções ((óbvio que você não vai lembrar de mim, hihi). Sempre te vejo em eventos, inclusive te vi ontem na Arezzo, mas sempre fico com vergonha de falar com você! rsrs

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    • Oi Andréa!

      Vendo as fotos do sue blog, acho que lembro de você sim – mais da Mesckla do que no evento do Centro de Convenções; aquele dia eu cheguei atrasada, teve a confusão da escolha da menina com o melhor look e confesso que não lembro de muita coisa. Sabe quando acontece muita coisa e você quase não registra nada? Bem por aí! Mas ó, não fica com vergonha não…eu adoro encontrar as leitoras (e as colegas blogueiras), de verdade! :)
      Sobre o post, que bom que te ajudei um pouquinho, fico muito feliz. eu me controlo bastante pra não pirar com esses diálogos imaginários, de fato não fazem bem!
      beijos!

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  2. Veruska

    Muito bom o post. Acredito que essa seja realmente uma situação cotidiana na vida das pessoas, em especiais as ansiosas.
    Também sou ansiosa e venho trabalhando isso ao longo dos anos, já pensei, pensei e vejo que a terapia é fundamental pra quebrarmos alguns “vícios e manias” que nos fazem mal e sequer percebemos.
    Agora sigo o lema que minha cunhada que se intitula pessoa “terapeutizada”: “você quer ter razão ou ser feliz?”.
    Se as vezes, em meio as situações difíceis que estivermos passando pararmos pra responder essa frase, muito do estresse, brigas e cobranças vão embora.
    Muitas vezes dizemos que queremos levar uma vida leve, mas a mudança de hábito que nos direciona a uma vida leve exige muita força de vontade, já que você já está cheia de vícios e manias. Mas, tentando e querendo conseguimos, cada um no seu tempo.
    Beijos

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    • Oi Veruska,

      concordo muito com o “lema” da sua cunhada. minha mãe dizia algo parecido. ela sempre falava brincando (mas com um fundo de verdade), “você é feliz como?”. Então faça, ué! Acho que assim como a ansiedade, a vaidade é um problema crônico do nosso tempo. todo mundo quer ter razão só pela vaidade de dizer “viu que eu estava certo?”. tem brigas que valem a pena serem compradas, não é que a gente vai topar toda injustiça do mundo. mas há brigas e brigas, né?
      controlar a ansiedade é algo que ajuda muito a gente tem um juízo de valor melhor em relação à vida, tira um pouco a angústia, a emoção e nos deixa um pouco mais racional para avaliar o que de fato vale à pena.

      beijos!!

      Responder
  3. Veruska

    Muito bom o post. Acredito que essa seja realmente uma situação cotidiana na vida das pessoas, em especiais as ansiosas.
    Também sou ansiosa e venho trabalhando isso ao longo dos anos, já pensei, pensei e vejo que a terapia é fundamental pra quebrarmos alguns “vícios e manias” que nos fazem mal e sequer percebemos.
    Agora sigo o lema que minha cunhada que se intitula pessoa “terapeutizada” usa: “você quer ter razão ou ser feliz?”.
    Se as vezes, em meio as situações difíceis que estivermos passando pararmos pra responder essa pergunta, muito do estresse, brigas e cobranças vão embora.
    Muitas vezes dizemos que queremos levar uma vida leve, mas a mudança de hábito que nos direciona a uma vida leve exige muita força de vontade, já que você já está cheia de vícios e manias. Mas, tentando e querendo conseguimos, cada um no seu tempo.
    Beijos

    Responder
  4. Kênya Figueiredo

    Nossa, lendo o post, parecia você a terapeta me falando de como eu sou! kkkkkkkkk impressionante, viu!
    Isso de já ir encontrar um desafeto com todas as respostas prontas pra possíveis diálogos que provavelmente nunca existirão é constante em minha vida. E péssimo. É como se a gente já andasse armada. E quando acontece (raro) de a tal pesoa falar o que você imaginou? A gente estufa o peito cheia de razão, como se pensasse: viu? eu sabia! aff…. Muuuito bom o post de hoje, viu? Esses diálogos, seu diários, fazem eu me sentir mais próxima de voce, mesmo estando cáaaa em Minas Gerais! É como se fosse uma amiga distante (oi?!) Beijos. Visite meu blog, vai lá me conhecer melhor! http://www.ideiasefilhos.wordpress.com

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    • Oi Kênya!

      também estou adorando esses papos “off-moda” aqui no blog. lógico que adoro falar de produtinhos, de looks do dia e de eventos bacanas, lojas parcerias, etc. mas gosto também de poder mostrar um outro lado, falar de feminices de uma forma mais pessoal, espontânea…estou amando essa troca! adoro ler os comentários, todinhos!
      obrigada pela sua visita, vou dar uma passadinha lá no seu blog sim!
      e vamos controlar essa ansiedade né? como você disse, é péssimo ter essa sensação de andar armada! beijos! :))))

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  5. Ticiana Araujo

    Realmente, Martinha, é impressionante como a “ansiedade” virou o mal dessa nova geração.
    Falo isso como pessoa que conversa com amigos e amigas, mas também como psicóloga que faz inúmeras entrevistas por semana e além de sentir isso de cada candidato que senta na minha frente, recebo quase sempre a mesma resposta quando pergunto: “me diz um ponto seu que você gostaria de mudar/ melhorar.” – “Ansiedade”. É quase um coro!
    As pessoas tendem a ser ansiosas mesmo. Acho que pelo imetiadismo do nosso mundo atual, todo mundo que ter controle (alô ansiedade!), e todo mundo quer tudo pra ontem (Alô ansiedade de novo!) E nem sempre, ou melhor, quase nunca, isso é possível!
    Os diálogos imaginários são ruins porque? Pelo fato de serem isso, imaginários. Ou seja, quase nunca acontecem como a gente prevê. E olha, nem só os ruins, às vezes você prepara todo um discurso bonitinho e nem tem a oportunidade de externalizar… e o que acontece? Acaba se frustrando depois de horas intermináveis de ansiedade para levar o seu pensamento do imaginário para o mundo real.
    Putz! É muito insano tudo isso!
    E também tem a questão de que, criando diálogos imaginários, você perde algo importante: o PRESENTE. Sim, porque uma coisa está ligada à outra. Enquanto você está ali, indo pelo caminho até o tal encontro imaginando elocubrando diálogos de deixar Manoel Carlos com inveja, você não está vivendo o presente, e sim, tentando criar um futuro, e muitas vezes, carregado de pensamentos ruins. Pronto. Você acabou de desperdiçar o seu presente, e com certeza, deu uma bagunçada no futuro que será bem mais chato, do que se você simplesmente tivesse crurtido a viagem, e esperado para ver.

    Esperar. Acho que esse é o grande “petróleo” da humanidade. Quem sabe esperar vai conquistar o mundo!
    Espere e verá! rsrsrsrsr (trocadilho infame, mas sabe como é.. a Madame aqui também tem um “Q” de irônica! rs)

    É isso, Martinha. Eu como sempre, escrevendo demais!
    Achei super válido tudo que você dividiu com a gente aqui, porque assim, as outras madames que se identificaram, podem quem sabe, dar o primeiro passo para a rehab. “Oi meu nome é Madame X, e eu estou a um dia sem diálogos imaginários”.

    E viva o Armário!
    =**

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    • Tici!!!

      nossa, assino embaixo de tudo que você disse! acho que como psicóloga você conseguiu transmitir direitinho o que acontece com a maioria das pessoas hoje: vivemos o futuro, vivemos o imediatismo (todo mundo tem que ser foda na profissão, no casamento, etc, etc), tem uma pressão para a perfeição que gera essa inquietude mesmo. adorei tudo que você escreveu!
      sucesso!
      beijos!

      Responder
  6. Fernanda Morais

    Martinha, sou leitora assídua do blog. Me identifico muito com você, e, aproveitando que cá estou, gostaria de te parabenizar pelo trabalho de nos apresentar uma moda acessível e de muito bom gosto.
    Agora, sendo sincera, eu nunca tinha parado para pensar dessa forma nos reflexos desses diálogos imaginários, que também ocorrem comigo frequentemente. Vivo uma luta interna enorme na tentativa de me desacelerar. Minha mãe costuma dizer que minha ansiedade se reflete até na forma que eu falo!
    Muito obrigada por me apresentar esse outro lado!

    Beijos!

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    • Oii Fernanda!

      esse negócio de ansiedade refletir no modo como você fala…ai ai ai, me identifiquei super! sou tagarela, isso é meu, claro. mas há algo de ansioso nisso também. novamente, algo tão obvio que eu precisei da terapia para descobrir.
      acho que ninguém tem que ficar se massacrando porque é ansioso, porque, afinal, isso só geraria mais ansiedade. acho que reconhecer o problema já é meio caminho andado. depois é só observar quando a gente está pirando nessa projeção imaginária da vida e segurar a onda. se paramos para ver, o processo é complexo, as conseqüências podem ser angustiantes mas a solução é simples. basta querer mudar. e só de mudar um pouquinho o avanço já é grande! beijos!

      Responder
  7. Drica

    Você escreve muitoooo bem!
    Amei o texto e concordo plenamente.
    Me identifico no freio, pois minha cabeça não pára e uma hora dá curto circuito. kkkk
    beijoooo

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    • Oi Drica!
      que bom que gostou do texto! fico feliz que tantas madames tenham entendido a mensagem, se identificado e que tenham parado uns minutinhos para compartilhar suas histórias por aqui. somos todas ansiosas, mas não custa nada controlar um pouquinho né? faz um bem danado e evita, como você falou, esses curto circuitos! hahaha :*

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  8. Évelen

    Olá, conheci seu blog há umas duas semanas e adorei.
    Bem, vamos lá.
    Assim que li seu post pensei: Eu também sou assim! E fiquei um pouco surpresa e triste ao mesmo tempo, você está certa: Isso é muito ruim. Eu faço isso sempre e quando estou estressada com alguma coisa os diálogos imaginários vem à tona, o tempo todo.
    Já fiz terapia por poucos meses, mas agora percebi que devo retornar rsrsrs Obrigada :D

    Responder
    • Oi Évelen!

      eu falei da terapia porque foi algo que me ajudou em perceber esse lance da ansiedade como algo mais palpável e real, sabe? a gente passa a vida ouvindo “o mal dessa geração é a ansiedade” mas nunca acha que a gente está de fato incluída nesse grupo. precisei da terapia para encarar isso – e outras coisas, claro. não acho que todo mundo tem que fazer terapia ou que “só” por isso você deve voltar para as suas sessões. só quis falar desse assunto aqui porque realmente saltou aos meus olhos a quantidade de gente que se identificou com isso de diálogos imaginários!
      :**

      Responder
  9. Jana

    Ah, Martinha, super me identifico! Sou muito ansiosa também, dessas de roer unhas, antecipar as coisas, ter taquicardia e inventar esses tais diálogos imaginários… kkkkkk
    Faço terapia também e aaaaamo de paixão. Não faço pela ansiedade em si, mas entrei em um momento particularmente difícil, e depois acabamos descobrindo várias outras coisas que precisamos trabalhar em nós mesmos né? Então, estou até hoje e adoro! Super indico, claro, que com um profissional bom ne?
    Beijos! ;*

    Responder
    • OI Jana!

      eu também não entrei na terapia pela ansiedade. foi o que você disse: a gente entra por um motivo e descobre outros tantos para estar ali. parei porque achei que tinha conseguido chegar a algumas conclusões no momento. Mas quem sabe mais pra frente não entre de novo.
      esse lance da ansiedade me marcou muito e fico muito feliz de poder compartilhar. vamos ser menos controladoras, viver mais o presente com leveza e ser feliz. um pouquinho de diálogo imaginário para ensaiar uma apresentação ou para organizar o pensamento melhor antes de ter uma conversa difícil com o namorado, por exemplo, não faz mal a ninguém. é bom até! ajuda a gente a falar menos e melhor. mas sempre não dá né? viver escrava disso só faz mal a gente mesmo…beijos!

      Responder
  10. Bruna Andrade

    Martinhaaaaa, nossa Como isso é muito EU. Ontem estava conversando com meu namorado(tadinho, como moro longe de meus pais e minhas melhores amigas, ele sempre sobrap justamente sobre isso, a diferença era que eu n conseguia explicar e entender o que me aflingia.. E acho que você conseguiu me dar a luz. A vida inteira fui assim, fantasiando situações conflituosas e diálogos mais tensos ainda, mas achava que era super normal :s Fiquei muiito feliz com a luz que me deu a parte chata é pensar que posso a vim precisar de terapia.
    Beijo, vc sempre um amor!

    Responder
    • Oi Bruna!

      foi como disse em outro comentário por aqui. não fiz o post para preparar que todo mundo TEM que fazer terapia. eu até acho isso, mas quem sou eu para falar isso como uma verdade absoluta. falei mesmo para compartilhar um problema que eu percebi que é super comum, mas que, veja bem, continua sendo um problema.
      é ruim, é pesado, é estressante. não faz bem, não. só não vale ficar ansiosa porque percebeu que é ansiosa, né? ahhaha muita piração!
      beijos! :*

      Responder
  11. Luiza

    Martinha, obrigada por fazer esse post pra mim! Rs
    Brincadeirinha, mas realmente me identifiquei muito e não posso deixar de te dar parabéns pelo texto! Vc escreve mto bem e eu aforo isso… vou te confessar que eu nem sou mto de frequentar blogs de moda, mas o AM me cativa justamente por vc ser de Ssa (e portanto “falar a minha língua”) e por saber que eu encontro aqui mto mais que looks do dia!
    Parabéns, menina… sucesso!!

    Responder
    • Oi Luiza!!

      oba, fico feliz com o seu comentário! sobre o post, claro, mas sobre o blog de uma forma geral quero que 2014 seja diferente por aqui, que a gente continue falando das coisas que a gente gosta – como looks, eventos, produtos, etc – mas também sobre outras coisas do nosso universo de madame, o que inclui um textinho sobre ansiedade de vez em quando. vamos nos cuidar, sem neurose, claro, para a ansiedade não tomar conta da nossa vida. não compensa, não.
      hehehe beijos!

      Responder
  12. Blenda Menezes

    O afã e a ansiedade

    Portanto, Eu vos digo: Não vos preocupeis com vossa vida , pelo que haveis de comer ou beber; nem com vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais que o alimento e o corpo mais que as vestes?
    Observai as aves do céu , que não semeiam , nem colhem , nem ajuntam em celeiros ; e vosso Pai Celestial as alimenta. Não valeis vós muito mais do que elas?
    E qual de vós poderá , à força de se preocupar , acrescentar à sua estatura um só centímetro?
    E por que vos inquietais pelas vestes? Considerai os lírios do campo como crescem ; não se fadigam nem tecem.
    Eu , porém, vos digo que nem Salomão , em meio a todo seu esplendor , vestiu-se como um só deles.
    Pois , se a erva do campo , que hoje existe e amanhã se lança no forno , Deus a veste assim , não o fará muito mais a vós , homens de pouca fé?
    Não vos inquieteis , pois , dizendo : Que comeremos , o que beberemos ou com que nos vestiremos ?
    Porque todas essas coisas os gentios é que procuram ; pois vosso pai celestial sabe que tereis necessidade de todas essas coisas vos serão acrescentadas.
    Assim , não vos inquieteis com o dia de amanhã , porque o dia de amanhã trará a própria inquietude. Basta a cada dia o próprio mal.
    Mateus 6 : 25 ao 34.
    Beijos para a Madame mais Linda e Simpática que eu ví óntem no Evento da Arezzo!

    Responder
    • Amooooo o que você escreveu, Blenda!
      desenvolvi alguns “métodos” para conseguir me dar um “stop” quando vejo que a ansiedade está passando de um limite aceitável. correr, tomar banho, escrever…orar! Deus é tão bom, tão poderoso, né? É muito bom ter a consciência de que Ele está por perto, e que o dia de amanhã ele proverá!
      adorei suas palavras1

      sobre o evento da arezzo, você era a loirinha no meio da confusão? hahaha beijos!

      Responder
  13. Titi

    Martinha,
    Sou dessas!
    A ansiedade me consome demais!
    Ainda não encarei a terapia mas tenho pensado seriamente nisso!
    Quando o lado feminino grita mais alto então, afe! Sai do controle! Rs!
    Eu construo diálogos, emails quando tô ansiosa com o trabalho e até situações que almejo a longo prazo!
    Amei o post pois me identifiquei muito!
    Os “pré-DR’s” são os momentos em que realmente ficamos mais suscetíveis a isso! Boys malvados! Fogo!
    Adorei o trecho “de dar inveja ao Manoel Carlos”! Hahahaha!
    Realmente, novela das 8 perde pra gente!
    E agora não tenho como negar, já tô ansiosaaaaaaaaaaaaaa pela sua resposta! Hihihihi!!!
    Bjos!!!

    Responder
    • hahahaah
      “já estou ansiosa pela resposta” foi ótimo!
      levar a vida com humor assim, menos a sério ajuda a controlar a ansiedade, viu?
      você está no caminho certo! hahah
      beijos!

      Responder
  14. Kadja

    Poxa, Martinha! Incrível como você descreveu exatamente o que acontece comigo. E eu nunca parei pra pensar que isso talvez fosse caso de precisar de terapia, e na verdade até muito pouco tempo atrás eu achava terapia “uma grande bobagem”. Mas ultimamente tenho visto que realmente preciso. A ansiedade tem influenciado em tudo na minha vida.. Fico estressada, crio inúmeros diálogos imaginários “quando eu encontrar com tal pessoa vou dizer isso, isso e isso” e acaba alimentando um sentimento ruim dentro de mim. Além de tudo isso, tem influenciado no meu peso tb.. Quando estou em casa nesses diálogos imaginários desando a comer besteiras!
    No mais, foi muito bom ler seu post… Parando pra pensar, acho que realmente preciso de um profissional para me ajudar a controlar o mal do século: ansiedade!

    Cada dia adoro mais seu blog rs. Beijo!!

    Responder
    • Oi Kadja!

      eu realmente acho que terapia faz bem. passei muito tempo igual a você, achando uma grande bobagem, já que tudo parte do ponto de vista do paciente, e sempre me perguntava: e se ele resolver mentir sobre tudo, contar algo que não existe, deturpar a história? mas aí deixei o problema dos outros para os outros e fui cuidar dos meus, tentando ser correta no relato das histórias e sincera na análise das minhas motivações. a gente é craque em esconder nossos defeitos da gente mesmo, né? foi bacana esse período que fiz terapia. entrei por outros motivos, descobri coisas lindas sobre mim, coisas nem tão lindas assim (como a ansiedade), e quando achei que por hora estava bem, dei um tempo. quem sabe um dia eu volto.
      não acho que meu post necessariamente seja uma apologia a “faça terapia”, entende? só quis narrar como eu cheguei a conclusão de que esses diálogos imaginários não faziam bem. eu precisei de terapia por isso, talvez você precise também. ou não.
      não é para pirar nesse lance de ansiedade – porque, afinal, isso só geraria mais ansiedade.
      é apenas algo pra gente observar. cuidar da gente pra gente poder cuidar de quem a gente quer e gosta.
      só isso.
      levar a vida de forma leve é tão bom, né? requer esforço, mas compensa – aliás, é assim com quase tudo nessa vida, né? o que vem fácil, vai fácil. :*

      Responder
  15. KK

    Madame, amei o assunto do diário!
    Me identifiquei totalmente e confesso que diante dos meus diálogos imaginários eu pensava que era doida e que tais situações e abobrinhas na cabeça SÒ aconteciam comigo (a doida, kkkk).
    Agora fico mais tranquila em saber que muitas mulheres (talvez todas) passam por isso (cada uma com sua intensidade) e por entender a situação melhor e passar a ter atenção quando isso começar para vetar que o tal diálogo se prolongue em minha cabeça! Deve ser difícil, mas agora tendo ciência do problema (não relacionava exatamenta ao fato de ser ansiosa, mas sim a loucura da minha pessoa, kkkk, pensava “cada louco com sua mania”. hahahaha) acho que fica mais “fácil” resistir, e penso que deve ser uma luta constante.
    Engraçado que cheguei a fazer terapia por uns anos e nunca me atentei para conversar isso com minha psicóloga (mesmo quando procurava algum assunto para conversar com ela) Agora fiquei curiosa pra saber o que ela me diria, hahaha.
    Muito obrigada pelo texto, vc se posicionou super bem e agora você me parece mais normal (kkkk, brincadeira, sempre te achei super normal)!
    grande beijo
    KK

    Responder
    • oi KK!

      Acho que é bem por aí, como você falou. não é preciso pirar com isso, tem alguns diálogos que são bons, ajudam a gente a organizar o pensamento, a analisar porque agimos assim ou porque não gostamos do que tal pessoa fez. tem um limite, as vezes dificil de perceber, da análise pessoal do diálogo imaginário absurdo e maléfico. hahaha
      que bom que ajudei você! fico feliz, de verdade!!!
      beijos normais pra você! hahahahaah :****

      Responder
  16. Aline Amaral

    Oi Marta!!! Gostei muito do texto!
    O engraçado é que a minha vida toda fiz isso!! e continuo fazendo! Só que realmente, nunca acontece igual, óbvio que não! Os pensamentos e diálogos que tenho na minha cabeça não são quando não gosto de alguém, por exemplo, é sempre por uma expectativa que não é atendida. E comigo não para por aí… sou uma pessoa mega sensível e várias vezes não consegui dar AQUELA resposta para alguém que foi grosso ou que faltou com respeito. Simplesmente não vem nada à cabeça, somente depois de muito me lamentar por não ter respondido à altura, tipo uma semana depois!!!
    Falei no meu último comentário o quanto realmente faz mal essa ansiedade e esse sentimento horrível que sinto que acabei de te contar. É uma luta diária para melhorar mais e mais…
    Um beijão!!!

    Responder
    • Aline,

      é horrível ficar se lamentando pelo que não aconteceu, pela resposta bombástica não dada né?? o clássico “da próxima vez eu digo isso”. ou então você relata a história, expressa a resposta bombástica e sua amiga pergunta “você disse isso?!!!!” aí você responde: “não disse, mas deu vontade”. hahahaha
      clássico!
      tem algo de bem humorado nisso..assim com tem algo de bem humorado em quase tudo nessa vida. não é para gente pirar nesse lance de “ai meu deus, sou ansiosa! e agora? “porque isso só daria mais ansiedade. escrevi o post apenas para compartilhar que apesar de comum, isso é um problema bem chato. e não custa nada dar uma controladinha para melhorar a qualidade de vida né?
      beijos!

      Responder
  17. Flavia

    Martinha,

    Eu super me identifiquei com o post! Crio diálogos imaginários o tempo todo! E faço com qualquer coisa, às vezes com outras pessoas e eu nem estou na conversa! Tem uns diálogos bem engraçados, inclusive. Me acabo de rir sozinha! Por conta disso, sempre digo aos meus amigos que é “divertido viver na minha cabeça, às vezes”.

    Mas… existem os diálogos destrutivos, as brigas… esses eu venho aprendendo a evitar; é um exercício constante, né? Graças a Deus a maturidade chega e a gente vai aprendendo a filtrar o que pode/deve nos afetar. Hoje em dia, meu lema é “Eu não quero ter razão, eu quero ser feliz”.

    Sejamos felizes!

    bjoo

    Responder
  18. Julia

    parabéns pela coragem de expor que já passou por uma terapia.

    nem todos tem.

    de quem te segue desde muito.

    bjs.

    Responder
  19. Anna

    Martinha,

    Parabéns pelo blog! Adoro seu alto-astral e posts!!

    Super me identifiquei com esse… Poderia me indicar a terapeuta? Moro há pouco tempo aqui em ssa e não conheço mta coisa!! beijo

    Responder
  20. ARTHUR

    Já estou começando a criar diálogos na minha cabeça sobre como irei falar sobre isso com minha família, coisa que provavelmente nem vai acontecer..

    Responder
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