post da Martinha Fonseca

Diário de Madame: e lá vou eu mais uma vez…

24 mar 14

Realmente, as previsões estavam corretas: depois do carnaval é que o ano começa! Essa semana que passou foi meeeega corrida e eu cheguei na sexta-feira no modo repetido de “amém, eu sobrevivi!!!”. Foi muita coisa! Mas isso vocês já sabem, há umas duas semanas mais ou menos venho falando de correria ,muitas coisas para fazer, muitos eventos, muitas parcerias….não quero ser repetitiva.

No Diário de Madame de hoje eu quero falar de outra coisa que marcou minha semana. Minha reeducação alimentar, meus exercícios e tudo isso que envolve um #projetosaúde. Seilá, faço algum tipo de dieta desde os meus 15 anos. Com exceção do métodos drásticos e pouco eficientes (dieta da lua e afins), eu já fiz de tudo: Vigilante do Peso (até o dia que tive que tirar o sapato para me pesar e vi que minha meia estava furada; acho que tinha uns 16 anos e nunca mais voltei depois disso..), aquelas dietas que a médica te dá um livrinho com as comidas divididas em grupo A, B,C… e no café da manhã você pode comer “2 porções de A + 1 porção de C e grupo D à vontade” e que eu larguei assim que me vi perdida naquele tanto de página no tal livrinho de grupos a,b,c…; já fiz até dieta por conta própria, fazendo escolha por comidas mais naturais e lights, mas com minha predisposição a comer comidas fáceis de cortar e mastigar (sim, tenho problemas com isso), eu só comia carboidratos  do tipo banana da terra, aipim e biscoito sem glúten  e por mais saudáveis que sejam em relação a um mc donalds, ainda não é a dieta perfeita… Viu? Já fiz de tudo!

Mas apesar de tanto esforço, acontecia sempre a mesma coisa: eu ficava pirada porque não estou feliz com o que vejo no espelho, voltava aos exercícios e a uma alimentação com orientação (no final do ano passado tentei me convencer que saberia manter a dieta sozinha, saí do acompanhamento que fazia e bem….a conclusão que cheguei é: não, eu não sei fazer dieta sozinha), emagrecia, ficava feliz que emagreci, começava a escapar e engordava tudo de novo.

Eu nunca fui do tipo magrinha, sabe? Do jeito que tô agora, nem cá, nem lá, não necessariamente gorda, mas com um gordurinha a mais no quadril, é o meu corpo “ao natural” digamos assim. Se eu me esforçar o mínimo possível e manter minha cabeça de gordinha que adora bono de morango, pizza de peperoni e batata frita,  eu fico assim: 1.69, 68kg e 30% de gordura – sim, t-r-i-nt-a, percentual de obeso. É uma luta sair desses 30% ainda mais porque ninguém (nem meu personal, nem a nutri) acreditam que eu tenha tudo isso até tirar as medidas e ver que a realidade é essa mesma. E para quem já teve 60kg e 18% de gordura isso é chato, bem chato. Frustrante até.

Daí inspirada por tantos #projetos  no instagram (porque deve ter algum sentido em ver tanto gente colocando foto de “brigadeiro de whey”.né?), lá vou eu, mais uma vez, parar de reclamar e começar a agir. O mais importante? Tentar mudar minha cabeça. Tentar não, conseguir. Eu tenho que conseguir. Cansei desse vai e vem. É um saco se olhar no espelho e gostar do que vê; 6 meses depois olhar de novo e ver que sim, o pacote de Amanditas era uma delícia mas se sentir bem, estar saudável e caber na roupa é mais gostoso ainda, sabe?

Essa semana que passou, logo na segunda-feira (17), fui ao consultório de Sandra Gordilho, pegar minha dieta.  Ela é endrócino e ortomolecular, mas segundo recomendação dela, fiquei com a parte da Endrocrinologia apenas – ela disse que não preciso de orto, que seria recomendada para casos mais drásticos. Achei o máximo que ela montou a dieta na minha frente, e eu pude ir dizendo o que gostava de comer, o que poderia tentar e o que não, eu não como de jeito nenhum – já fiz tanta dieta que já me convenci que castanha do pará não foi feito para mim. Gente, como odeio aquilo. E já que odeio, nada de castanha do pará na minha dieta. oba!:)

Então é isso, lá vou eu. No caminho, sem mistérios, para sair desses 30% de gordura: comer menos e melhor e fazer mais exercícios. Não apenas para chegar no corpo que eu me satisfaça, mas para me manter lá – que, como vocês devem saber, é a parte mais difícil.

Atualmente estou na fase do “esforço sem resultado”. Tem que esperar o tempo passar, né? Já estou comendo melhor, seguindo a dieta em casa e fazendo escolhas melhores quando como na rua, e estou no ritmo correto de musculação + aeróbico. Mas é preciso um pouco de paciência nesse início. É alimentação saudável, não mágica. Então vamos lá, rumo ao primeiro mês de um nova fase. Agora no início, cortei a pizza de domingo e troquei o bono de morango radicalmente por queijo branco com pipoca (de panela e sem manteiga) . Longe de mim querer pregar uma dieta radical, até porque ninguém consegue viver sem comer pizza o resto da vida – hahahaha! Mas como estou querendo um incentivo para me manter assim, agora no início serei um pouco mais radical. Só depois, aos poucos, vou tentando abrir poucas e valiosas exceções, que é a parte mais difícil para mim. Escapar e voltar pra alimentação correta e não escapar e me manter lá, numa vida cercada de carboidratos ruins e de mimimi reclamando que seu corpo não está do jeito que você quer ou que seu exame de sangue está todo errado…

Longe de mim querer me lançar um projeto novo nas redes sociais, tá? – eu até uso o #saudedemadame às vezes, mas só pra registrar mesmo, sem pretensões maiores. Não queria falar de dietas e afins aqui, mas como o diário de madame é para ser sincera e falar da minha semana, aqui estou eu, sendo sincera e falando da minha semana para vocês. Os últimos dias foram menos difíceis do que esperava, então segunda semana de reeducação alimentar, aqui vou eu!

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