post da Martinha Fonseca

"Não, eu não quero fazer o cartão"

25 fev 11
Madames!
O post dessa sexta é um pouco diferente do que vocês estão acostumadas a ver. É que estou com uma “ponderação” que queria compartilhar com vocês sobre as lojas fast fashion. Vamos lá??
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As lojas de departamento resolveram mudar a “filosofia de trabalho”, investir em roupas de design e de qualidade melhores e, assim, entrar na categoria “lojas de fast fashion”. Isso não é novidade para ninguém, certo? A pergunta que não quer calar sobre isso, então, é a seguinte:

De que adianta investir milhões em marketing, fazer parceria com estilistas famosos, melhorar o nível das coleções, ser rápido no gatilho na hora de reproduzir as tendências das passarelas, focar em um público com um poder aquisitivo um pouco melhor, se a lógica de trabalho dos funcionários da loja ainda é do tempo em que eram chamadas e identificadas como simples “lojas de departamento”?
Sério, não sei se é um problema de treinamento dos funcionários daqui de Salvador, mas eu estou para ter um treco toda vez que entro na C&a. Porque não existe uma única vez que entre nessa loja e um funcionário não brote das araras com a singela pergunta: “bom dia, senhora, você já tem o cartão C&A?”.
Já tentei ser educada, já tentei ser grossa. Já disse que não tinha o tal cartão e já disse também que não tinha um único cartão de crédito sequer para vê se largavam do meu pé. Não funcionou. E, daí, decidi partir para o plano B e dizer “sim, já tenho o cartão” – e nesse momento, fui ingênua ao achar que a chatice acabaria; em seguida logo ouvi: “e você é titular ou dependente?. 

Argh! é de pirraça, não é?
Alguém me explica por quê a C&a ainda faz isso? Tem realmente alguém que, por insistência, tope fazer essa bendito cartão?? E vem cá, se resolveu mudar de “loja de departamento” para “fast fashion”, com direito a flagship no Shopping Iguatemi de São Paulo, porque não investe em melhores táticas de abordagem ao cliente???



E só para não acharem que essa é uma crítica direcionada à C&a apenas, digo logo. Aquele botãozinho de satisfação da Renner também é uma chatice. Confesso que saio da loja sempre pelos cantos, para fugir daquela maquininha. Certa vez experimentei apertar o botão vermelho (só de pirraça..) e o carinha ficou querendo saber o motivo. “Argh” outra vez.
Investir em melhor design e qualidade de roupas certamente foi uma tática para conquistar mais consumidores da classe média e até alguns consumidores apaixonados por moda das classes mais altas. Mas, sinceramente? Não dá para querer ter aparência de fast fashion e alma de loja de departamento. As duas coisas não combinam, são contraditórias.
Não digo que por isso eu vou deixar de frequentar a C&a, a Renner ou Riachuelo (de certa forma, a dependência é maior que a indignação). Mas não custava nada acabar com essa baboseira e deixar as consumidoras curtirem as araras e as novidades em paz, não é?
**** madames: o post “melhor do verão” vai ficar para a próxima terça-feira, 1/03. Só para ver se alguma outra madame manda as fotos para mim e me ajuda a fazer um post legal ****
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