post da Martinha Fonseca

Coletor Menstrual e Bate-Papo de Madame

novos vídeos no canal!

20 fev 18

Hello, madames! Como estão vocês aí, nessa quarta-feira, do outro lado da telinha?? No post de hoje, vim compartilhar com vocês os dois vídeos mais recentes lá do canal, no Youtube, e que estou assim ó, super orgulhosa de ter colocado no ar: de trás para frente, o vídeo que postei hoje mesmo, sobre coletor menstrual, e o outro vídeo, postado na quinta-feira passada, com um bate papo sobre ser positivo na vida.

Sobre ser positivo!

Esse é um formato novo que vou investir nesse ano de 2018 e eu quero muito, muito mesmo que vocês embarquem comigo nessa! E que jeito se faz isso? Bem, assistindo o vídeo, ué!! Para a estreia do “Bate-papo de Madame” (acho que vai ser esse o nome!), convidei meu amigo e colega jornalista, Pedro Hijo, para uma conversa deliciosa sobre ser positivo na vida, sobre gerir melhor os problemas e ser mais saudável no nosso cotidiano – e quando digo saudável, não é só em relação ao que se come, tá? é mais sobre como a gente se relaciona com nosso corpo e como isso pode ser algo legal, equilibrado e que nos coloque para cima.

Sério! eu estou muito orgulhosa de tirar esse projeto do papel, porque eu acho que é isso que eu vim fazer na vida: conversar, falar, comunicar. Espero mesmo que vocês embarquem comigo nesse projeto, e me prestigiem assitindo o vídeo, sugerindo pautas e entrevistados. Tá?

o segundo vídeo que apareceu lá no canal agora em fevereiro, é esse momento íntimo-mulherzinha-madames-amigas: falei sobre o coletor menstrual, o que é, o preço, como usar e porquê dar uma chance para ele podere ser libertador e ecologicamente sustável.

Vocês sabiam que cada mulher usa em média 10  mil absorventes durante a vida e que cada um dele demora 100 anos para se decompor? Pois é. Isso, por si só, já seria motivo mais que suficiente para gente dar uma chance para o coletor, né? Mas apesar de alguns preconceitos, o coletor é ainda mais maravilhoso porque, quando você se adapta a ele, você se sente mais livre, pode ir a praia, malhar, trabalhar sem ficar com a preocupação de cheiros fortes ou de ter que trocar absorvente toda vez.

Juro que foi uma das melhores coisas que eu decidi fazer por mim – e pelo menos – nesses últimos meses.

Assistam e me contem o que acharam, tá?

 

beijos,

Martinha

Categoria: Video
post da Martinha Fonseca

Sobre privilégios que cegam

e o desânimo que dá

19 fev 18

Não está muito difícil de achar uma roda de conversa que tenha como tópico a intervenção federal no Rio de Janeiro (sad, but true). Ontem mesmo eu estava em uma e lá para as tantas, entre argumentos pró e suspeitas de “será que é isso mesmo?” ou “por quê só agora?” uma pessoa me responde a esse último questionamento da seguinte forma: “é que agora está sendo suprimido o direito de ir e vir. a coisa ficou mais grave”.

Mas ô cara pálida, você realmente acha que o direito de ir e vir passou a ser desrespeitado só agora que o saque de supermercados chegou ao Leblon? Só agora que carros são assaltados no trânsito em Copacabana? E os tantos cidadãos pobres, negros e excluídos, moradores de favelas e comunidades que há muito não conseguem sair de casa para trabalhar ou não conseguem voltar para casa porque está tendo tiroteio? E as crianças que já não têm direito de ir para a escola e saírem vivos de lá? Não importa não? Não é estarrecedor , não? Não merece atenção da população e atitude do governo, não?

Vocês vejam, cada dia mais, diante de tantos e tantos diálogos como esse acima, eu percebo o quanto a fala de Chimamanda Ngozi Adichie faz sentido: “é natural do privilégio cegar”, disse ela em um discurso para formandas. Na primeira vez que ouvi essa frase ela já me impactou, mas é no dia a dia, no surrealismo imperceptível de falas como essa que descrevi no início do post, que essa frase da escritora nigeriana me volta a cabeça: é mesmo necessária uma vigilância constante para que essa cegueira do privilégio não nos tome por completo. Em qualquer área da nossa vida.

Observe que, quem nasceu com a certeza que teria onde estudar e em um meio em que todos a sua volta têm essa convicção, não consegue nem pensar sobre o que seria viver sem escola. Ou viver em uma escola que não tenha teto, cadeiras, mesas e professores. Ou pior, que na falta de tudo isso, ainda tenha balas perdidas perfurando paredes.

Quem nasceu privilegiado apenas por ser homem, não sabe o que é nascer e viver em eterna desvantagem apenas por ser mulher. E não é só que não saiba, o problema real da cegueira dos privilegiados é que, mesmo diante de fatos que provam essa desigualdade,  a pessoa se nega acreditar que as coisas sejam de fato assim. “é mimimi”.

Quem cresceu vendo papai e mamãe felizes em casa, casais héteros na televisão e exercícios de escola, não sabe o que não se encaixar no padrões e não ser representado absolutamente em nenhum lugar para onde olhe. “Será que não existem  pessoas como eu?”.

E assim, eu sei que por mais verdadeiro que seja a frase de que privilégio cega, isso não é justificativa para preconceituosos serem preconceituosos, né? Mas tem dias que, diante de tamanho absurdo, a gente só diz um “hmrum”, para evitar uma briga, e guarda a indignação para um outro momento – tipo hoje, aqui – em que desabafar a verdade não pareça não absurdo a alguém. Hunf.

 

Categoria: Diário de Madame
post da Martinha Fonseca

Inverno 2018: Xadrez Príncipe de Gales

esqueça o grunge, nesse inverno o xadrez tem outra vibe!

15 fev 18

Vamos o que, fingir que não está calor, não é mesmo?, e falar de uma tendência mara para o inverno 2018: xadrez príncipe de gales. Ou, se você for chic e quiser achar mais referências de looks para se inspirar (porque em inglês sempre tem mais), “glen plaid”.

Não tá relacionando o nome à pessoa? Digo, ao xadrez? Olha aqui o bonito que a gente vai usar, amar e repetir o look nessa  nova temporada:

xadrez-inverno-2018-principe-de-gales-glen-plaid

AH, agora já sabe qual o assunto da nossa conversa, né? O xadrez príncipe de gales já tem aparecido nas passarelas desde 2016 (Balenciaga), mas foi só nesse inverno que ele ganhou força real-oficial. Na verdade, no inverno 2017/2018 do hemisfério norte, mas como este equivale ao nosso momento agora, tá tudo certo.

O mais legal é que ele entra na moda surfando numa onda “power dressing” que tem trazido ao closet feminino uma imagem mais poderosa, sabe? Nesse sentido, os blazers grandões e de corte reto fazem sucesso. Foi com eles, como na foto acima, que o xadrez príncipe de gales apareceu primeiro. Mas né? Por mais lindo que seja e por mais promessa de hit que seja, nem só de blazer vivem os looks. Então vamos checar outras possibilidades de peça e de styling com essa estampa?

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Dá para unir o xadrez príncipe de gales com a tendência que segue firme e forte de recortes, babados e ombros bufantes. Uma ótima forma de equilibrar o aspecto masculino da estampa de um jeito mais feminino.

As saias retas e curtinhas, bem na vibe dos anos 80, também fazem bonita dupla com esse tipo de xadrez.  Aliás, aproveitei a montagem abaixo para inserir a combinação da estampa com saia/vestido mídi. Para completar o look de vez, coloca uma ankle boot de alto quadrado. Fica estiloso pacas!

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E aí, mores, se vocês forem ousadas e curtirem a vibe desse tipo de xadrez, é só se jogar em peças diferentes e bem grandonas. Inclusive, um estilo mais despojado combinando blazer xadrez com jeans, fica mara também!

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Por fim, se quer gritar pro mundo que ama muito a nova estampa queridinha do momento, olha aí o look da cabeça aos pés de xadrez  príncipe de gales para você arrasar.  <3

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Ah, caso você esteja se perguntando, o nome “príncipe de gales” porque, apesar de ter sido usado pela primeira vez no século 19 por uma condessa da Nova Zelândia, ele ficou conhecido  mesmo quando passou a ser usado pelo então príncipe de gales, Edward VIII, no século 20.

RÁ! tá vendo aí, Armário de Madame também é cultura. Só por isso mereço um comentário maroto aí embaixo, néam??? Tô esperando, hein!

Beijos, madames!

Martinha

 

Categoria: Moda